O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, anunciou nesta sexta-feira (25), uma parceria com a Angola para o desenvolvimento agrícola no país. O acordo vai buscar parcerias de empresas brasileiras para completar a estrutura de irrigação necessária na região do Vale do Rio Cunene, levando também proteção ambiental, sustentável e visando especialmente o crescimento econômico.
No encontro com o presidente do país, João Manuel Lourenço, na capital Luanda, Lula afirmou que o Brasil é o parceiro ideal para o crescimento agrícola em Angola e em outros países africanos. “Enfrentamos desafios semelhantes. Hoje, temos conhecimentos tecnológicos e políticas públicas para compartilhar com Angola”, disse.
De acordo com o presidente do Brasil, a prioridade é transformar o Vale do Rio Cunene em uma região de crescimento econômico para Angola, e se tornar uma base de segurança alimentar para a população. O acordo também visa a pesquisa agropecuária e políticas de crédito para pequenos produtores.
“Isso [a parceria] incluirá desde pesquisa agropecuária até capacitação para a implementação de políticas de crédito para pequenos produtores. O Vale do Cunene é parecido com o Vale do São Francisco, no Brasil, uma região historicamente afetada por secas que se transformou em um polo produtor de alimentos. Vamos buscar parceiros no setor privado brasileiro para completar a estrutura de irrigação necessária em Cunene”, sinalizou Lula.
Além dos acordos para áreas da agricultura, o país latino-americano e africano também assinaram outros voltados para diplomacia, turismo, saúde, educação, apoio a pequenas e médias empresas e promoção de exportação.
Brasil e Angola, parceiros de longa data
Angola é o único país do continente africano, além da África do Sul, com o qual o Brasil tem uma parceria estratégica. O acordo foi assinado em 2010, durante o segundo mandato de Lula.
Lula afirmou, durante sua visita ao país, que se tratava de um momento especial, simbolizando o retorno do Brasil ao continente africano.
“Nos últimos anos, lamentavelmente, o Brasil tratou os países africanos com indiferença. Pela primeira vez desde a redemocratização, tivemos um presidente que não fez nenhuma visita à África. Embaixadas brasileiras foram fechadas no continente e a cooperação foi abandonada. Deixamos de atuar juntos nos fóruns internacionais. Agora, vamos corrigir esses erros e vamos alçar nossa parceria estratégica a um novo patamar”, disse o presidente da República.
O presidente chegou ao continente africano na última segunda-feira (21). A primeira parada foi na África do Sul para a 15ª Cúpula de chefes de Estado do Brics, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Hoje e amanhã (26), ele cumpre agenda em Angola e, no domingo (27), estará em São Tomé e Príncipe para participar da conferência de chefes de Estado da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
Com informações da Agência Brasil
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