Estamos dispostos a erradicar a pobreza?
O Congresso Nacional tem um grande desafio em sua pauta legislativa: colocar em discussão e votação a taxação das grandes fortunas. Creio que o debate pode ser feito da melhor maneira possível e de forma propositiva. Foi por acreditar nisso que já em 2008 apresentei proposta com esse objetivo.
Apesar dos avanços na redução da desigualdade social, a concentração de renda no Brasil ainda é muito alta. Figuramos na lista dos países que apresentam os níveis mais altos de desigualdade. Os mais pobres são os mais penalizados pela carga tributária. Para os 10% mais pobres da população, a carga de impostos atinge cerca de 30% da renda, e, para os 10% mais ricos, a carga tributária representa 12%.
Considerando que os pobres sofrem com os chamados tributos indiretos, lembramos que a cada cem reais em produtos alimentícios, 45 reais são impostos. Quem quiser aprofundar o assunto, há um estudo disponível para tanto, da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Alimentação (CNTA).
E aqui eu volto a insistir e repetir o que tenho dito no plenário do Senado por várias e várias vezes. Nós não podemos mais fechar os olhos para o que está evidente para toda a sociedade: a injustiça do sistema tributário é uma das responsáveis pela desigualdade social…

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