Olhando-se para o Brasil lá de cima, como Deus o vê, podemos concluir que este território abençoado foi vocacionado com todas as características favoráveis à agricultura.
Os países orientais pela quantidade de pessoas e os salários irrisórios foram descobertos pela globalização e são utilizados como mão de obra quase escrava pela remuneração que recebem. Produzem eletrônicos muito melhor, mais barato, em espaços muito menores e a custos menores que os nossos.
Podemos trocar a nossa comida pelos eletrônicos deles em vez de nos mantermos numa competição que estamos perdendo e vamos continuar.
Se você tem uma oficina mecânica modelo, bem ajustada e rentável e ao mesmo tempo é proprietário de um restaurante que dá prejuízo, melhor fechar o restaurante que ficar socorrendo-o com dinheiro da oficina e quebrar a oficina.
O melhor negócio do Brasil é a agricultura. A indústria é quem recebe incentivos fantásticos de toda ordem e ainda assim apresenta um balanço comercial deficitário. Existem atividades nas quais não somos e nem seremos competitivos.
No caminho dos incentivos, nosso governo deveria privilegiar a indústria de transformação do nosso produto agrícola e minérios para pararmos de exportar commodities in natura. Já fazemos isso, mas ainda em escala muito pequena.
Mais farelo e óleo de soja, menos grãos, mais couros curtidos e sapatos que wet blues, cafés torrados em vez de grãos, açúcar cristal ou refinado em vez de demerara, mais aço menos minério de ferro e assim por diante.
Grandes incentivos vêm sendo dados à indústria de ponta. Cotas de importação, grande sorvedouro das nossas divisas, isenções fiscais, federais, estaduais e municipais, financiamentos para o consumo desses produtos e …
O padrão brasileiro não aceita que trabalhadores ganhem U$ 50,00 por mês, no entanto compramos produtos fabricados com condições indignas de remuneração de trabalhadores. Nossos trabalhadores custam hoje no mínimo U$ 690,00 para o patrão, empresário brasileiro.
Deveríamos sim criar salvaguardas equalizadoras, alíquotas de importação.
Produtos fabricados fora do padrão ambiental brasileiro devem pagar uma alíquota equalizadora.
Esta equalização gera recursos ao estado brasileiro enquanto que as providências que foram tomadas nos incentivos à indústria criam necessidade de recursos, recusa fiscal e universalizam benefícios sem eleger setores.
Infelizmente o lob da alta tecnologia é muito mais rico e poderoso que o lob da indústria nacional e da bancada ruralista “brasileiras”. O discurso do Sr. Humberto Barbato (vide post de Stanilaw Calandreli – A ABINEE e a Desindustrialização – 28/04 – 00:18) distorce realidades e é antes de tudo antinacionalista face o prejuizo que a indústria que ele representa, dá ao país. Ele não se referiu à periculosidade do lixo que as indústrias da ABINEE geram, milhões de vezes mais nefasto que as coitadas sacolinhas.
Adolf Hitler, que como todos nós, tinha qualidades e defeitos, é sempre muito criticado pelos segundos, críticas com as quais concordo. Dentre as suas qualidades de líder chamado de fuhrer, uma delas foi a de ter pensado a nação alemã dando prioridade ao aproveitamento e beneficiamento das matérias primas alemãs. Um dos motivos da Alemanha estar mais sólida que os outros sem dúvida é esse. A indústria deles não é dependente ou depende muito pouco de importações.
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