17 de junho de 2026

A abolição da escravatura nos EUA, por Motta Araujo

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150 anos da abolição da escravatura nos EUA

Por Motta Araujo

1º de Fevereiro de 1865, o Presidente Lincoln assina a Décima Terceira Emenda à Constituição americana, que acaba com a escravidão naquele País.

Da África às Américas foram transportados pelo Atlântico cerca de 12 milhões de cativos, dos quais 1,5 milhão pereceram na travessia. Cerca de 4 milhões pereceram na própria África, entre a captura e o embarque.

Os primeiros e sempre os maiores negociantes de escravos foram os portugueses, que dominaram o tráfico nos Séculos XVII , XVIII e XIX. Foram seguidos pelos espanhóis, britânicos e franceses, nessa ordem.

O destino 12 milhões de cativos foi o seguinte:

Brasil 38,5%

Caribe britânico 18,4%

América Espanhola 17,5%

Caribe francês 13,6%

Estados Unidos 6,4%

Colônias holandesas 2,3%

As Américas não foram o único destino dos cativos, cerca de 6 milhões foram para a Ásia e 2,5 milhões para própria África. Os cativos eram capturados no interior da África por africanos rivais, vendidos a mercadores árabes que os levavam até a costa e aí eram comprados por negociantes portugueses que transportavam não só para o Brasil, mas também para o Caribe e América do Norte onde eram revendidos em leilões ou por negociação direta. A travessia no Século XVIII levava em média dois meses e meio, no Século XVIII caiu para dois meses.

Portugal e Brasil foram os grandes centros do negócio do tráfico de escravos, negócio que movimentava grande parte da economia através de fretamentos, bancos financiadores e companhias de seguros; o trafico de escravos foi o maior negócio da economia do Rio de Janeiro entre 1780 e 1860, ocupando grande volume de capital.

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17 Comentários
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  1. JB Costa

    3 de fevereiro de 2015 5:31 pm

    O Motta Araújo quase que

    O Motta Araújo quase que diariamente nos brinda com a rememoração de marcos históricos, a exemplo deste acerca dos 150 anos da Libertação dos Escravos nos EUA. Além de reforçar nossos conhecimentos, nos induz a explorar mais os temas. E é sempre instigante esse que aborda a escravidão dos seres humanos africanos, iniciada em meados do século XVI por conta da demanda de mão-de-obra nas recém “conquistadas” colônias americanas. 

    Decerto que a grande maioria dos cativos foram arrebanhados por nativos rivais e mercadores arábes. É de se notar que tal obviedade é sempre arguida, seja de forma intencional ou não, para com isso atenuar ou mesmo descurar que ela – servidão – só prosperou porque havia mercados ávidos por insumo humano que substituisse os indomáveis nativos das Américas.

    A “América”, perífrase da grande nação do norte EUA, fez bonito ao libertar seus escravos. Bem, mas só na esfera institucional-formal. Os negros originários e toda a sua descendência ainda sofreriam horrores tanto lá como no resto do continente. A escravidão deu lugar à segregação. Esta não pior que aquela, mas também degradante. Só quase um século depois é que a nação símbolo da liberdade conseguiu formalmente tornar ilegal esse câncer moral. 

    A contradição começa a aflorar quando negros americanos, cujo sangue é vermelho e igual quimicamente aos dos brancos, combatentes na segunda guerra foram segregados em batalhões ou unidade raciais; inclusive na Força Aérea do Exército. Nota-se, claramente,  isto assistindo os documentários de guerra: só caucasianos. Ah, sim, eventualmente nas filmagens dos navios da Marinha aparecem negros, mas só como auxiliares de limpeza, cozinheiros e similares.

    Isso em meados do século XX! Isso porque a “América” representava a liberdade contra a tirania e a opressão. 

    De certo modo admiro a nação americana. Mas não ao ponto de negar que muita da sua grandeza foi e continua sendo percebida sem levar em conta o véu da hipocrisia. 
     

     

     

     

    1. Andre Araujo

      4 de fevereiro de 2015 12:08 pm

      Meu caro Costa , agradeço seu

      Meu caro Costa , agradeço seu comentario. Havia uma segregação completa até 1854, a partir da decisão da Suprema Corte que mandou misturar as crianças nas escolas a segregação começou a ser atenuada, era muito mais presente no Sul do que no Norte.  Eu fui testemunha presencial da segregação, em minha primeira viagem aos EUA em 1949, na Carolina do Norte onde morava meu tio as lojas tinham banheiros e bebedouros escrito “colored”, eu fui beber agua em um bebedouro “colored” e uma menina branca meu deu um empurrão me xingando de analfabeto.

      Hoje a situação é muito diferente do Brasil.  Vou dar um exemplo, no Ritz Carlton Hotel Pentagon, em frente ao Pentagono, onde eu fico há anos, no brunch de domingo 70% são negros, é um hotel relativamente caro, aqui vc vê 70% de negros em um hotel caro? Há 300 bancos com presidente negro nos EUA, há uma associação dos banqueiros negros, nós

      não temos nada proximo da integração que já aconteceu lá, a classe média negra é grande e poderosa mas continua havenda uma separação social, tenho um amigo negro que é advogado e engenheiro, um tipo brilhante, o convidei para o casamento de minha filha e ele se mostrou muito emocionado porque jamais alguma familia branca o tinha convidado para uma festa, as familias não se misturam até hoje, cada um para seu lago, mas ai é uma questão particular, de decisão individual, não há lei que possa resolver isso.

      1. JB Costa

        4 de fevereiro de 2015 1:07 pm

        Apesar de termos divergências

        Apesar de termos divergências políticas, merce de algumas visões parecidas, tu és a meu ver menos um um comentarista, a exemplo desse pobre escriba, e sim um colaborador dado o acervo de conhecimentos e a rica vivência. Minha sede de saber está acima de qualquer idiossincrassia ideológica.

         

  2. Pedro Penido dos Anjos

    3 de fevereiro de 2015 6:10 pm

    Motta, de onde sairam estes

    Motta, de onde sairam estes teus números?

  3. Fabriciomcp

    3 de fevereiro de 2015 7:48 pm

    Exclua o primeiro parágrafo,

    Exclua o primeiro parágrafo, e o texto ainda se mantém intacto.

  4. wendel

    3 de fevereiro de 2015 7:53 pm

    Lembranças de marcos historicos…………….

    Se não é provocação, é pura instigação, pois o artigo fica só na superfície, nada mais !!!!!

    Se por outro lado, o propósito do artigo,  conforme diz o JB,   – ” … nos induz a explorar mais os temas” – acho válido, mas que pelo menos seja esboçado alguns detalhes reveladores das verdadeiras causas que originaram tais fatos, pois do contrário ficamos a pensar, ou induzem aos mais incautos a pensarem que foi somente uma boa ação, nada mais !!!

    Assim, repasso o abaixo, esperando também contribuir para que os interessados pesquisem e reflitam nas verdadeiras causas dos acontecimentos historicos, expostos aquí ultimamente .

     

    DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

    Houve recentemente certa polêmica em torno da instituição do Dia da Consciência Negra. Foi pensado, se não me engano, como feriado regional, cada município, portanto, decide se o adota ou não. Acho justo. Cada estirpe, cada linhagem, cada etnia deveria ter seu dia. Consciência, diz o glossário, é a capacidade que o homem tem de conhecer seus valores e mandamentos morais e aplicá-los nas diferentes situações. No meu entender não seria um dia de festa e sim de introspecção. Um dia para buscar a consciência do seu ser, de suas origens, lembrar-se dos antepassados, como e onde viveram. Afinal foram eles que construíram pedra por pedra a nossa constituição genética, que chamam hoje de DNA.

     Infelizmente existe muita leviandade ou até má intenção no trato do assunto. De algum tempo para cá a diferença de cor da pele vem merecendo um destaque incomum. Já falam até num hipotética “nação africana”. Ora, “Nação” pressupõe um povo com costumes e idioma iguais ou semelhantes. A África é um enorme continente, habitado por uma formidável multiplicidade de tribos, raças, povos ou como quer que se queira denominar as diferenças e peculiaridades que as caracterizam. Também não é devido à citada cor da pele que se possa dizer que todos eles provêm do mesmo cadinho. Há muitas diferenças, como as há em outros continentes e entre outras origens. Existe até mesmo uma “áfrica branca” ao norte do Saara, constituída principalmente por árabes, berberes e tuaregues. Falar em “afrodescendentes” aqui, ou “afroamericanos” nos Estados Unidos, é usar termos muito genéricos e, de certa forma, até depreciativos. Não soa bem melhor alguém se declarar descendente de angolano, queniano ou mesmo egípcio?Um exemplo de quem hoje preza muito suas origens é ojudeu. Encontrei deles um portal na internet que trata especificamente do GEN judeu, jewishgen. Tem ali uma seção que fala da História dos Judeus no Brasil,e logo no seu início ficamos sabendo que aqui não gostam de serem chamados de judeus devido à conotação insultuosa do termo. Parece que preferem a palavra ISRAELITA quer dizer Judeus descendentes da tribo de Israel(The word “Israelitas,” meaning Jews who are descendants of the tribe of Israel ). Mas é outro detalhe dessa “História dos Judeus no Brasil” que cabe bem no tema de hoje. É quando o autor fala da expedição holandesa comandada por Maurício de Nassau. Essa invasão do Nordeste brasileiro, região que chamaram de New Holland, teria sido acompanhada por cerca de 200 judeus, que previam aqui “douradas oportunidades de negócios”. Muitos destes, e dos que vieram posteriormente, tornaram-se proprietários de engenhos de açúcar. Viram, porém, que o índio não era um trabalhador confiável e o substituíram pelo escravo, trazido da África pelos navios da Companhia das Índias Ocidentais. O autor prossegue narrando que, uma vez desembarcados em solo brasileiro, os escravos negros continuavam sendo vendidos e comprados pelos judeus, muitas vezes a preços quatro ou cinco vezes superiores aos que tinham pago à Companhia que os transportara. Confira em:http://www.jewishgen.org/infofiles/brazilianjewry.htm. Nossos museus devem exibir farto material a respeito. Uma boa iniciativa no Dia da Consciência Negra seria uma maior divulgação dos acontecimentos daquele período deplorável da história da humanidade. Fonte: Site do Toedte

     

  5. Alan Souza

    3 de fevereiro de 2015 9:03 pm

    Escravidão e preconceito nos EUA

    Só 100 anos depois de abolir a escravidão a Suprema Corte dos EUA decretou o fim das Jim Crow laws (Leis de Jim Crow), uma série de legislações estaduais que estabeleciam diferenciações racistas, como escolas segregadas, proibidas aos negros, distinção de lugares em locais públicos e no transporte público e proibição de casamentos interraciais, além do infame “direito de reserva de admissão”: os donos de bares e restaurantes podiam proibir o ingresso de negros e índios em seus estabelecimentos sem qualquer justificativa.

    Em 1945 a Califórnia (um dos estados mais liberais dos EUA) aprovou uma lei estadual que proibia o casamento de brancos com negros, mulatos, “mongóis e malaios”.

    Quem assistiu o filme O Mordomo da Casa Branca ficou impressionado de saber que só na gestão Reagan (1981/1989) os funcionários negros da Casa Branca tiveram seus salários equiparados aos brancos e puderam ocupar cargos de chefia.

    1. Andre Araujo

      4 de fevereiro de 2015 11:58 am

      http://en.wikipedia.org/wiki/

      http://en.wikipedia.org/wiki/Desegregation_busing

      A segregação nas escolas acabou em 1954 com a decisão da Suprema Corte que criou a politica de “busing”, os onibus escolares, que são obrigatorios nos EUA, passaram a misturar crianças negras e brancas na ida e volta para as escolas

      as classes passaram a ser obrigatoriamente mixtas.

      1. Alan Souza

        4 de fevereiro de 2015 1:13 pm

        http://en.wikipedia.org/wiki/Segregation_academy

        http://en.wikipedia.org/wiki/Segregation_academy

        Acabou a segregação em escolas públicas em 1954. E assim que ela acabou criaram as escolas privadas segregadas…

  6. Ricardo Cesar

    3 de fevereiro de 2015 10:01 pm

    Hoje tivemos mais uma

    Hoje tivemos mais uma libertação: a xuxa saiu da globo!

    1. wendel

      3 de fevereiro de 2015 10:15 pm

      Será ???????????????

      De que adianta a abolição da dita cuja ter saido da Globo e ter ido para a REcord ?

      Os “escravos” a acompanharão, isto é certo !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! 

    2. Alan Souza

      3 de fevereiro de 2015 10:33 pm

      E foi trabalhar com quem a chamou de “satânica”…

      Em 2008 o jornal da Igreja Universal disse que Xuxa tinha vendido a alma ao diabo por 100 milhões de dólares (caraca, deve ser a alma mais cara da história!). Ela processou o jornal e ganhou uma indenização de 150 mil reais.

      E agora ela trabalha na TV do seu Edir Macedo, dono da Igreja Universal…

  7. Branquinho Blecaute

    4 de fevereiro de 2015 12:03 am

    White & Coloured

    … 1865 … Lincoln abolia a escravatura , há 150 anos

    … 1965 … ainda continuava o “american way of apartheid ”  100 anos depois.

    Na década de 80 ainda havia lugares segregados para brancos e negros nos ônibus de Nova York, a “capital do mundo”.

    Ou seja, a abolição faz 150 anos, mas o fim da segregação (pública e oficial), tem uns 30.

     

    (PS: suspeito que estou provocando o AA, estou sim…)

    1. Andre Araujo

      4 de fevereiro de 2015 11:53 am

      A completa abolição da

      A completa abolição da segregação racial se deu no governo Lyndon Johnson, em 1980 não tinha qualquer segregação nos onibus de Nova York, a segregação se dava no Sul e não nas cidades do Norte.

      1. Branquinho Blecaute

        4 de fevereiro de 2015 1:10 pm

        Meu caro não estou googlando, eu vivi pessoalmente

        Sentei distraidamente (havia placas indicativas) na parte “black” (traseira do ônibus) e fui instado a mudar de lugar.

        Data: 1980. Local: New York City, NY, USA.

        E não venha me chamar de mentiroso pois posso apostar seu imóvel familiar de CapeCod como isto era fato em NYC (norte dos EUA, “capital do mundo”) em 1980.

        Topas?

  8. aliancaliberal

    4 de fevereiro de 2015 3:18 pm

    “Os primeiros e sempre os

    “Os primeiros e sempre os maiores negociantes de escravos foram os portugueses”, engano. Árabes foram (e são?) os maiores negociantes de escravos.

     

     

  9. Raii

    28 de setembro de 2016 8:38 pm

    Gente ele está falando da
    Gente ele está falando da abolição da escravidao nos estados unidos e não do fim da descriminação racial até pq essa mesmo não acabou !

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