25 de agosto de 2026

Á ONU, esposa de Moro defenderá imagem inclusiva da APAEs

 
Jornal GGN – Ao longo de 2015 e 2016, o GGN mostrou como a Federação das APAEs (Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais) deixou de lado o objetivo principal, transformando-se em um grande lobby que se apropriou de amplo acesso a verbas públicas sem controles ou fiscalizações. Parte do amparo jurídico da Federação do Paraná esteve sob a responsabilidade de Rosângela Wolff de Quadros Moro, a esposa do juiz Sérgio Moro. Agora, Rosângela fará uma palestra na ONU em Nova York, para falar sobre pessoas com deficiência.
 
A esposa de Moro trabalha no departamento jurídico da Federação das APAEs, então controlada por Flávio Arns, o ex-secretário de Educação do Paraná (2011-2014) e ex-vice-governador de Beto Richa, epicentro das medidas de lobby em favor das APAEs contra a educação inclusiva.
 
Isso porque foi sob a gestão de Flávio Arns na educação paranaense, que as APAEs conseguiram obter R$ 420 milhões, sem rígidos controles, apenas para competirem com os investimentos do MEC (Ministério da Educação) na rede pública federal. 
 
Apesar de representar a entidade, Rosângela Wolff de Quadros Moro defende pessoalmente o direito de crianças com deficiência a serem acolhidas por escolas privadas não exclusivas a portadores de necessidades especiais. 
 
Nesse sentido, a advogada chegou a assinar um pedido no Supremo Tribunal Federal para entrar como amicus curiae (com intuito de ajudar na decisão do tribunal) em uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) da Federação das Escolas Privadas, contra lei que obriga todas as escolas a aceitarem os alunos com deficiência.
 
O ministro do Supremo, Edson Fachin, admitiu a participação de Rosângela no processo. Em junho deste ano, quando o plenário do STF julgou o caso e a Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen) defendeu que as instituições não estão obrigadas a respeitar o Estatuto da Pessoa da Deficiência (Lei 13.146/15), a advogada da Fenapaes defendeu o contrário.
 
Para ela, os estabelecimentos de ensino privados não estão desobrigados do cumprimento da lei, sustentando que seria uma “descriminação odiosa”. “Além de ser um direito social, a educação não pode ser compreendida como somente um despejo de conteúdo para aquela pessoa que está na escola particular. A educação é muito mais que isso, é aprender a conviver com as diferenças”, defendeu, em junho.
 
No discurso inesperado, Rosângela usou como base o relatório do comitê especializado da ONU, que monitora as ações de aplicação da Convenção, que apontou o Brasil como exemplo negativo ao recursar matrículas de crianças com deficiência.
 
Foi a partir dessa defesa da advogada há quatro meses, na contramão de como vinha atuando a entidade que ela representa, que a representante da ONU na América Latina, Vanuza Jardim, convidou a esposa de Moro a participar do evento no dia 2 de dezembro, em Nova York.
 
Ainda sem claridades sobre as estratégias das APAEs com essa medida, o evento será a melhor bandeira para a entidade convencer, a nível mundial, a quem possa interessar, que tem esforços pela educação inclusiva – grande publicidade espontânea para a imagem da APAEs, inclusive na obtenção de mais recursos públicos.
 

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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9 Comentários
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  1. PauloBR

    31 de outubro de 2016 8:46 pm

    Alô, revisor!

    Tudo bem que hoje é dia das bruxas, mas alguém deve ter se confundido. Essa aí na foto é a Maga Patalójika!

  2. ATavares

    31 de outubro de 2016 9:54 pm

    Aposto um doce que o maridão
    Aposto um doce que o maridão vai acompanhá-la.
    Já é hora de retornar para buscar novas instruções nos EUA.
    Talvez seja este o real motivo da palestra da esposa.

  3. Meire

    31 de outubro de 2016 10:24 pm

    Ela também mudou um dos

    Ela também mudou um dos pilares do Verdadeiro Judiciário, que diz que um Verdadeiro Juiz deve se manifestar nos autos.

    Agora segundo madama Moro, o juiz, deve se manifestar no faceboo, na grobo e restante do pig.Tudo para inflamar os corruptos, partidários dos maiores fichas sujas que são do psdb, e para enganar os bobos.

    Imagina a hora que os bobos perceberem que foram engambelados pelos moro.

  4. wendel Anastáciow

    31 de outubro de 2016 10:38 pm

    E…………………

    O tal marido que um comentarista, aquí mesmo disse ” aquele de voz esquisita com baixo teor de testosterona ” !!!

    É mais que provável que irá acompanhá-la, para prestgar conta de sua atuação em favor daquel Império !!!

    Alguma dúvida ?????????

    Cadê os jornalistas in vestigativos ????

  5. Schell

    31 de outubro de 2016 11:27 pm

    São insidiosos os caminhos do

    São insidiosos os caminhos do mal.

  6. Danilo pro

    31 de outubro de 2016 11:37 pm

    Eita casalzinho colonizado.

    Eita casalzinho colonizado. Gostam de dar umas lambidas nas botas dos americanos…

  7. João de Paiva

    1 de novembro de 2016 8:11 am

    Cai como uma luva, qdo o CDH da ONU acolhe denúncia contra moro

    Prezados,

    Embora não tenha sido combinado, a famíglia moro ganhou um presentão com essa oportunidade dada a Rosângela Quadros Moro de se pronunciar no exterior sobre a inclusão de crianças com deficiência. Parece jogo combinado porque o convite vem a público poucos dias após o Comitê da ONU para os Direitos Humanos, Civis e Políticos ter recebido uma denúncia do ex-presidente Lula contra sérgio moro, a qual aponta com várias provas irrefutáveis a perseguição política sofrida pelo ex-presidente da república e as continuadas ilegalidades criminosas cometidas por sérgio moro e comparsas da Fraude a Jato. A famíglia moro usará o evento para tentar recuperar o ‘prestígio’ junto á ONU. Se vai colar a estratégia, só o tempo dirá.

  8. Spin D de deriva

    1 de novembro de 2016 10:09 am

    Esse casal sem noção é a

    Esse casal sem noção é a imagem da nossa elite prá lá de bizarra e seus serviçais, gente egressa do bacharelismo que se acha parte da Casa Grande, mal sabe o casal que a era da bonança vai acabar e que, com a mexicanização ou desintegração do pais, não terão paz: nem salário de 80 mil reais…até rimou…rss

    Moniz Bandeira: O estado brasileiro pode desintegrar-se

    http://www.viomundo.com.br/politica/moniz-bandeira-o-estado-brasileiro-parece-desintegrar-se-nem-na-ditadura-militar-a-pf-invadiu-o-congresso.html

  9. Genesio Mourag

    1 de novembro de 2016 8:16 pm

    E olha que participar de

    E olha que participar de reunião na ONU não é para qualquer um! E não é só falar inglês não! Tem que ser convicente ao estilo fhc,  com posicionameno firme e na vanguarda.

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