O governo federal pretende estabelecer o salário mínimo em R$ 1.741 a partir de 2027. A proposta será incluída no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) do próximo ano, que deve ser encaminhado ao Congresso Nacional até 31 de agosto.
A informação foi divulgada nesta segunda-feira (24) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan. O valor representa um aumento de R$ 120 em relação ao salário mínimo vigente em 2026, de R$ 1.621.
O reajuste corresponde a uma alta nominal de 7,4%. Considerando a inflação projetada, o ganho real, ou seja, acima da variação dos preços, será de aproximadamente 2,4%.
Segundo Durigan, a correção busca beneficiar principalmente a população de menor renda. O ministro destacou ainda que o reajuste terá impacto sobre benefícios e despesas vinculados ao salário mínimo.
“O reajuste está dentro do nosso espírito de privilegiar a população mais carente, vai também para a Previdência e benefícios sociais com anexação ao salário mínimo”, afirmou.
Como o valor é calculado
A definição do salário mínimo leva em conta dois principais indicadores: o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado em 12 meses até novembro do ano anterior e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes.
A proposta, no entanto, ainda precisa ser analisada e aprovada pelo Congresso Nacional. Se o valor de R$ 1.741 for confirmado, o novo piso entrará em vigor em janeiro de 2027, com reflexos nos pagamentos realizados a partir de fevereiro.
Impacto nas contas públicas
O salário mínimo serve como referência para uma série de pagamentos do governo. Entre eles estão benefícios previdenciários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), seguro-desemprego e abono salarial. Por lei, esses benefícios não podem ter valor inferior ao piso nacional.
Durigan também afirmou que a expectativa para 2027 é de que o crescimento das despesas obrigatórias seja inferior à expansão geral do Orçamento.
“Para o ano que vem, a gente projeta o aumento das obrigatórias um pouco inferior ao aumento geral do orçamento”, declarou o ministro.
O governo tem até o fim de agosto para encaminhar o projeto orçamentário ao Congresso. Depois do envio, a proposta será analisada pela Comissão Mista de Orçamento e posteriormente deverá passar pela votação dos parlamentares.
*Com informações da CNN.
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