25 de agosto de 2026

Crime organizado não se combate apenas com aumento de penas, afirma Moraes

Ministro do STF defende atuação integrada entre Judiciário, Ministério Público, Defensoria e polícias no enfrentamento às facções

Ministro Alexandre de Moraes defende atuação coordenada para combater crime organizado, além do endurecimento das penas.
Audiência pública no STF discute Lei Antifacção, com 48 expositores, e avalia constitucionalidade da lei 15.358/2026.
Moraes critica uso excessivo de prisões provisórias e destaca que impunidade, não penas, estimula crimes.

Esse resumo foi útil?

Resumo gerado por Inteligência artificial

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta segunda-feira (24) que o combate ao crime organizado não pode depender apenas do endurecimento das penas. Para ele, o enfrentamento às facções exige uma atuação coordenada entre o Judiciário, o Ministério Público, a Defensoria Pública e as forças policiais.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

A declaração foi feita durante a abertura de uma audiência pública convocada pelo STF para discutir a Lei Antifacção (Lei 15.358/2026), que estabeleceu um marco legal para o combate ao crime organizado. Moraes é o relator de quatro ações que questionam a constitucionalidade da legislação.

Segundo o ministro, aumentar as penas não é suficiente para impedir a atuação de organizações criminosas. Na avaliação dele, a percepção de impunidade é um fator mais relevante para estimular a prática de crimes.

“Se aumentar a pena resolvesse, bastava colocar pena de 100 anos para todos os crimes. Ninguém iria cometer crime. Não adianta. O crime organizado não está preocupado com o tamanho da pena. Está preocupado com a impunidade”, afirmou.

Moraes também criticou a forma como o sistema prisional brasileiro utiliza as prisões provisórias. Ele afirmou que cerca de um terço das pessoas mantidas nessa condição responde por crimes cometidos sem violência.

Para o ministro, as prisões devem levar em consideração a gravidade das condutas. “O Brasil prende muito e prende mal. É a legislação. Não é culpa da polícia, do Ministério Público, da Defensoria, do Judiciário”, disse.

A audiência pública reúne especialistas e representantes de diferentes setores para discutir os impactos e a constitucionalidade da Lei Antifacção. Ao todo, 48 expositores foram convidados pelo Supremo. Os debates terão continuidade nesta terça-feira (25).

*Com informações da Agência Brasil.

LEIA TAMBÉM:

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendados para você

Recomendados