4 de junho de 2026

Acidente em rodovia de Minas Gerais tem 38 mortes confirmadas

Colisão é considerada maior tragédia rodoviária desde 2007; presidente Lula divulga mensagem de condolências aos familiares
Foto: Corpo de bombeiros Militar/MG

A colisão de um ônibus com uma carreta na BR-116, em Minas Gerais, na madrugada deste sábado (21/12) deixou um total de 38 vítimas fatais até o momento, segundo dados do Corpo de Bombeiros.

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Dados preliminares da Polícia Rodoviária Federal (PRF) indicam que o acidente, ocorrido na altura da cidade de Teófilo Otoni, ocorreu depois que um grande bloco de granito, que era transportado pela carreta, se soltou e se chocou com um ônibus de viagem, que seguia em sentido contrário.

Após o impacto da rocha, segundo a PRF, o ônibus se incendiou. Um carro também se chocou contra a carreta e seus três ocupantes ficaram gravemente feridos.

Dados da PRF divulgados pelo G1 indicam que esta é a maior tragédia em estradas federais pelo menos desde 2007, início da série histórica disponível para consulta.

“Lamento imensamente e envio minhas orações aos familiares das mais de 30 vítimas fatais do acidente em Teófilo Otoni, Minas Gerais. Rezo pela recuperação dos sobreviventes dessa terrível tragédia”, disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em nota oficial

“A Polícia Rodoviária Federal está no local do acidente, e o Governo Federal se coloca à disposição da prefeitura de Teófilo Otoni e do governo de Minas Gerais para tudo o que for necessário”, afirmou o presidente. 

Com informações da Agência Brasil

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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3 Comentários
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  1. jura

    22 de dezembro de 2024 12:55 am

    Esse caminhao esta nitidamente arqueado na traseira alem do permitido. A Policia Rodoviaria falhou na fiscalizacao mais uma vez.

    O arqueamento e o excesso de carga no caminhao sao as mais provaveis causas do acidente.

    Esses caminhoneiros sao um perigo ambulante e ainda votam. Precisam perder a carteira de motorista e o titulo de eleitor ao mesmo tempo.

    https://estradao.estadao.com.br/caminhoes/caminhao-arqueado-e-uma-moda-perigosa-dizem-especialistas-entenda/

  2. jura

    22 de dezembro de 2024 1:07 am

    O bloco de granito nao caiu do caminhao. A cacamba partiu ao meio de foi atropelada pelo onibus. A cabine do motorista do caminhao nem aparece na foto, o motorista saiu ileso e fugiu. O carro entrou debaixo da cacamba porque o parachoque do caminhao e alto demais.
    Ta na cara que a cacamba arqueada nao aguentou o excesso de peso e rompeu. Ate quando a Policia Rodoviaria vai deixar esses caminhoneiros imbecis fazerem que bem entendem?
    https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2024/12/21/estrada-do-acidente-com-38-mortos-e-campea-de-acidentes-fatais-segundo-cnt.htm

  3. W K

    23 de dezembro de 2024 11:17 am

    Nassif,

    É mesmo muita estupidez perecer na estrada de madrugada, vítima de uma pedra que soltou do veículo transportador.

    38 mortos devido a uma irresponsabilidade de um mau transportador!

    https://www.otempo.com.br/cidades/2024/12/21/nova-versao-sobre-causa-de-acidente-na-br-116-que-matou-mais-de-30-pessoas-e-apresentada

    Só que esse tipo de acidente no qual a carga “cai” (ou melhor, é jogada na pista) não é tão raro assim nas terras mineiras. E o tal modismo do “arqueamento” da traseira do reboque não contribuiu para a segurança do transporte.

    Vejamos meus pitacos:

    Há uns poucos anos passados um ônibus rodoviário da Viação Gontijo bateu em uma pedra como essa no meio de uma curva. Algumas horas depois deste acidente vi a carcaça remanescente do que era o tal ônibus sendo rebocada para a oficina dessa transportadora.

    Pude ver que na frente do ônibus o lado esquerdo estava razoavelmente preservado, ao passo que faltava aproximadamente a metade do lado direito, desde a frente até perto do eixo traseiro desse ônibus. Isso foi o resultado da colisão do ônibus com essa pedra.

    Provavelmente o ônibus andava a uns 60 – 70 km / hora ao bater na pedra. Nessa batida, ainda que o ônibus sendo freado, os passageiros são prensados no salão do ônibus e falecem quase que instantaneamente.

    Acerca dessa pedra: aparentemente trata-se de um bloco de granito retirado de uma mineração deste material, vendido para marmorarias, onde são fatiadas em placas de até 5 cm de espessura (ou talvez até mais espessas).

    Essas fatias são trabalhadas para se tornarem pedras para pias de cozinha, de banheiros, fachadas, pisos, etc. com os devidos furos para torneiras, esgoto, etc., conforme projeto específico.

    Como muitas vezes o custo da pedra bruta na mina é bem menor do que o custo do frete, isso implica em que recolocar uma pedra caída em um caminhão para continuar o transporte ao comprador inviabiliza o custo da aquisição. Como nem sempre há guindastes disponíveis para içar a pedra, o resultado disso é que essas pedras caídas são somente arrastadas para fora da pista da estrada e por lá abandonadas.

    Quanto aos caminhoneiros especializados nesses fretes: alguns deles, conhecedores do perigo de a pedra esmagar o motorista numa freada brusca, dentro da boléia, costumam afrouxar eventualmente as cintas que prendem a pedra lateralmente no reboque.

    Com isso, numa situação de perigo podem “fazer o L”. (Nada de política aqui!).

    O tal L consiste em frear propositalmente o cavalo mecânico sem acionar o freio do reboque. A inércia do reboque pode fazer o mesmo girar em volta do acoplamento com o cavalo mecânico e com isso a pedra pode cair na via sem bater na boléia. Azar de quem está na rota da pedra, como o ônibus mencionado.

    Além disso, uma certa montadora de veículos com sede atualmente na Holanda adquire bobinas de aço de uma siderúrgica em Minas Gerais para com elas prensar partes da lataria de seus veículos.

    Durante muito tempo essas bobinas eram transportadas em carretas. Geralmente a bobina era presa diretamente sobre os três eixos traseiros do reboque.

    Em relação às pedras, essas bobinas causam ainda mais estragos. Para entender melhor, imagine um rolo de papel higiênico, porém com dois metros de diâmetro e, no lugar de papel, uma chapa contínua de aço. Essas bobinas e as pedras de granito costumam pesar dezenas de toneladas.

    Em Belo Horizonte, um caminhoneiro carregando uma bobina dessas (deitadas no reboque) se perdeu no caminho e desceu a avenida Nossa Senhora do Carmo em excesso de velocidade. Percebendo a falha, “fez o L”, capotando a carreta lateralmente.

    A bobina que estava deitada, ficou em pé e a inércia a fez rolar avenida abaixo, distendendo o aço.

    Automóveis que estavam parados em semáforos foram prensados contra o solo matando imediatamente seus ocupantes. A avenida ficou interditada por alguns dias para remover os estragos.

    O resultado do julgamento inicial do responsável pelo acidente foi publicado nessa reportagem:

    https://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2013/06/11/interna_gerais,403062/justica-desqualifica-denuncia-contra-motorista-que-provocou-tragedia-na-av-nsa-senhora-do-carmo.shtml?fbclid=IwY2xjawHT9ddleHRuA2FlbQIxMAABHf8NaeZzHA8WqGEpulGdbpYtpwRwp47uEcIW-okeqlDqiB6EGmZP8MlOvQ_aem_-K0ziGTjH2ILmPLuSl5niw

    Há imagens bastante elucidativas nessa reportagem.

    Com base nessa reportagem, talvez se poderia levantar uma questão a respeito de uma possível “relação de amores” entre o motorista em questão e os participantes desse processo jurídico.

    De qualquer modo, a reportagem passa o sentimento de “azar das vítimas desse acidente de bobinas”, não é?

    Enquanto as autoridades responsáveis pelo tráfego nas estradas ainda não sabem como agir preventivamente, aqui vão algumas ideias para ajudar, e – quem sabe – úteis:

    O tráfego desses materiais deveria ocorrer somente após o amanhecer e antes do anoitecer.

    O veículo deveria ter uns LEDs piscantes em volta do reboque / cavalo mecânico e letreiros avisando do material (tal como as placas obrigatórias “Excesso Lateral” / “veículo longo”).

    Como em aviões, deveria existir também um co-motorista, que revezaria a cada duas horas com o motorista em operação, para manter uma concentração mais constante do condutor.

    O planejamento do tráfego de cada carreta deveria ser registrado com bastante antecedência nesse órgão responsável e o veículo transportador deveria exibir bem visível na sua traseira um QR-Code que aponte diretamente a esse registro.

    Esse registro também deveria conter dados da apólice de seguro de responsabilidade civil específico da viagem, do comprador e do vendedor do material. Talvez a validade da carteira do motorista também deveria ser exibível, bem como o tempo que o motorista já está ao volante.

    Com esse QR Core seria fácil acessar os dados mesmo durante a viagem.

    Enquanto esse “faroeste” irresponsável não é regulamentado, o melhor que se pode fazer ao encontrar esses veículos na estrada é tratar de se afastar deles o mais longe possível e com muito cuidado.

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