8 de junho de 2026

Associação dos Povos Indígenas fala sobre Alessandra Negrini e as tretas virtuais

O fato é que Alessandra Negrini não foi brincar de índio, foi em situação de denúncia, em defesa dos povos originários.

Jornal GGN – A polêmica começou forte nas redes sociais. Alessandra Negrini, à frente de seu bloco de carnaval, vestiu-se de indígena. Bastou para que se tornasse o tema mais falado. Defesas de um lado, condenações de outro. O fato é que Alessandra Negrini não foi brincar de índio, foi em situação de denúncia, em defesa dos povos originários. Existe aí uma diferença nem sempre apreciada nas gritas de redes sociais.

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A Associação dos Povos Indígenas do Brasil – APIB se posiciona quanto ao fato, e chacoalha as redes sociais nesse ativismo sem eira nem beira, muito menos concretude. Uma boa interpretação, que poderá ajudar os ativistas digitais nas próximas ‘tretas’.

Leia a nota a seguir.

Por isso, reafirmamos que o momento é de união entre todos, e não atacar uma aliada por se juntar a nós em um protesto. Alessandra Negrini colocou seu corpo e sua voz a serviço de uma das causas mais urgentes. Fez uso de uma pintura feita por um artista indígena para visibilizar o nosso movimento. Sua construção foi cuidadosa e permanentemente dialógica, compreendendo que a luta indígena é coletiva.

É preciso que façamos a discussão sobre apropriação cultural com responsabilidade, diferenciando quem quer se apropriar de fato das nossas culturas, ou ridiculariza-las, daqueles que colocam seu legado artístico e político à disposição da luta. Alessandra Negrini é ativista, além de artista, e faz parte do Movimento 342 Artes, que muito vem contribuindo com o movimento indígena. Esteve conosco em momentos fundamentais. Portanto, ela conta com o nosso respeito e agradecimento. E assim será, sempre quem estiver ao nosso lado.

APIB – Articulação dos Povos Indígenas do Brasil
17/02/2020

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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2 Comentários
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  1. Lucinei Lucena

    18 de fevereiro de 2020 9:56 am

    …E mesmo que a atriz quisesse “brincar” de índio, os “cabeças” IGNORAM que o que temos de “mestiçagem cultural” veio da cultura e das manifestaçoes populares, sendo o carnaval a sua expressão máxima, não veio de textão nem de cartilhinha, não.

    A polifonia de manifestações lúdicas, bem ao contrário de reforçar preconceitos, como teimam os ativistas, permite até que sejam “corrigidos” por meio do deboche e da ironia. Até mesmo a ordem “natural” dos papéis sexuais é subvertida quando homens se vestem de mulher e mulheres se vestem de homem. É uma “tecnologia” antiga, que esses sem graça não entendem. Sem se darem conta, eles é que estão tentando “se apropriar” do carnaval de rua ao cagarem regra em cima de regra e criando mais uma divisão, os fantasiados e os “não fantasiados” de grife.

    Implicam com fantasia de índio no carnaval e depois não entendem o crescimento da direita…

  2. Paulo Dantas

    18 de fevereiro de 2020 10:49 am

    Compreendo mas não compreendo , em tese qualquer fantasia no carnaval será ofensiva , policial , enfermeira , freira , padre , p*** , caixa de leite etc.
    Gosto de ver o povo que defendeu Porta dos Fundos criticar a sra Negreni.
    Masc vivemos em um mundo cada vez mais complicado.

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