5 de junho de 2026

Brasil registra mais de 1 milhão de pessoas em situação de escravidão

Relatório da organização Walk Free coloca o país na 11ª colocação em ranking de escravidão contemporânea entre 160 países
Sérgio Carvalho/MTE

O Brasil está na 11ª colocação do ranking mundial de escravidão contemporânea, com 1,053 milhão de pessoas vivendo em situação correlata, segundo o Índice Global de Escravidão 2023 elaborado pela organização de direitos humanos Walk Free.

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As estimativas mostram que cerca de 50 milhões de pessoas viviam em situação de escravidão contemporânea em 2021, o que corresponde a um aumento de 10 milhões de registros em relação ao levantamento realizado em 2018.

Desse total, 28 milhões de pessoas estavam em situação de trabalho escravo e 22 milhões de pessoas em casamentos forçados, sendo 12 milhões de crianças. Pelo menos metade das pessoas em situação de escravidão contemporânea são mulheres, e um quarto são crianças – mulheres e meninas contabilizam 68% dentre todos os casos de casamentos forçados.

Dez países são responsáveis por registrar dois terços das vítimas da escravidão contemporânea: Índia, China, Coreia do Norte, Paquistão, Rússia, Indonésia, Nigéria, Turquia, Bangladesh e Estados Unidos.

Considerando a população, os países que apresentam mais prevalência de casos de escravidão contemporânea são a Coreia do Norte, Eritreia, Mauritânia, Arábia Saudita e Turquia. Na outra ponta, os países com menos ocorrências são Suíça, Noruega, Alemanha, Holanda e Suécia.

De acordo com o relatório, a piora foi decorrente de fatores como o aumento dos conflitos armados, regressão dos direitos das mulheres, e os impactos econômicos e sociais da pandemia de covid-19.

Segundo relatório da Walk Free, a escravidão contemporânea apresenta formas diversas e é conhecida por uma série de nomes, como trabalho forçado, casamento forçado ou servil, tráfico e venda de crianças, tráfico humanos e exploração forçada do trabalho sexual, dentre outras.

Além disso, os riscos de ser vítima de escravidão contemporânea aumentam entre os trabalhadores migrantes (que correm mais do que o triplo de riscos de estarem em situação de escravidão em relação aos não-migrantes) e entre aqueles que fazem parte de minorias religiosas, étnicas, de raça, casta, identidade sexual ou de gênero.

Leia abaixo a íntegra do último relatório global de escravidão contemporânea elaborado pela organização Walk Free.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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