21 de maio de 2026

Centenas de certidões de óbito de vítimas da ditadura serão retificadas

Documentos de 414 vítimas deverão trazer causa mortis como "não natural, violenta, causada pelo Estado brasileiro"
Foto: Arquivo Nacional, Correio da Manhã, PH FOT 00229.461

A família do ex-deputado federal Rubens Paiva e outras 413 terão a retificação nos documentos de mortos e desaparecidos políticos no período da ditadura militar.

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Nesta sexta-feira, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) entrou em contato com a família do ex-deputado federal Rubens Paiva, que informou seu desejo em obter a certidão de óbito retificada junto às demais famílias dos desaparecidos políticos.

Conforme a Resolução nº 601 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a causa da morte nos documentos das vítimas da ditadura deverá constar como “não natural, violenta, causada pelo Estado brasileiro no contexto da perseguição sistemática à população identificada como dissidente política do regime ditatorial instaurado em 1964”.

A Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) e o MDHC estão organizando solenidades para a entrega das certidões de óbito e as datas serão informadas assim que as sessões forem agendadas, quando podem haver pedidos de desculpas e outras homenagens. A expectativa é que as primeiras certidões sejam encaminhadas nas próximas semanas.

Entrega de certidões

As famílias que quiserem receber as certidões de óbito retificadas devem entrar em contato com a CEMDP informando o local onde elas gostariam que fossem entregues.

A orientação é responder a um formulário para coletar informações com o objetivo de estabelecer os contatos necessários para viabilizar a participação nas cerimônias solenes que serão realizadas pela Comissão.

O cronograma de entregas será elaborado conforme as certidões forem recebidas pela comissão. O formulário pode ser acessado clicando aqui.

Veja abaixo a íntegra da Resolução nº 601 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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  1. Douglas da Mata

    24 de janeiro de 2025 9:06 pm

    Um absurdo.

    Nas certidões as causas das mortes é ação violenta do Estado brasileiro.

    Como assim?

    Que Estado, em que tempo, em quais instalações estatais?

    Qual órgão?

    O funcionário dos correios ou do hospital do Andaraí deram causa às mortes?

    Afinal, todo servidor ou empregado público é parte do Estado.

    É muita covardia, muita cretinice.

    Nem menção às forças armadas e policiais se faz nos documentos.

    Então tá, é o “Estado”, “o mercado”, o arco-íris e o Papai Noel.

    País de m*rda, povo de m*rda.

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