Contrários ao PL antiaborto são maioria nas redes, mostra pesquisa

Patricia Faermann
Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile, repórter de Política, Justiça e América Latina do GGN há 10 anos.
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Pesquisa Quaest mostra que 52% das postagens nas redes sociais são contrárias ao projeto antiaborto e somente 15% a favor

Atos contra PL Antiaborto na Cinelândia, Rio de Janeiro (RJ) – Foto: Rodrigo Amodei / Mídia Ninja

Nas redes sociais, vencem as manifestações contra o Projeto de Lei antiaborto, em comparação às repercussões favoráveis à medida que equipara a interrupção da gravidez de 22 semanas a crimes de homicídio.

A Quaest monitorou os dados das redes sociais em torno da PL 1904/2024 nos últimos 3 dias: 52% das postagens são de críticas e contrárias ao projeto e somente 15% a favor.

Reprodução Pesquisa Quaest

Foram analisadas mais de 1 milhão de publicações. O ápice das postagens foi no dia de ontem, com quase 700 mil publicações. Apesar de o gráfico mostrar uma aparente queda das postagens desse tema nesta sexta-feira, não há uma conclusão, uma vez que o estudo coletou dados até às 13h30 de hoje.

Entre as principais palavras-chaves para comentar o PL estão “crianças” e “estupro”. A constatação ocorre porque estudos mostram que as crianças vítimas de estupro são as principais gestantes que tentam interromper gravidez após 22 semanas de gestação, no Brasil, atualmente.

Reprodução Pesquisa Quaest

De acordo com o diretor da Quaest, Felipe Nunes, os dados foram coletados nas três principais redes sociais: X, Facebook e Instagram, e o número de interações classificadas (likes, compartilhamentos e comentários) chegou a 5.1 milhões.

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2 Comentários

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  1. É possível, pedir o Impeachment do Lira, por desestabilizar a governança e impor padrões religiosos em uma sociedade laica, desobedecendo a constituição, usando do poder parlamentar para intentos pessoais fora da pessoalidade do cargo?

  2. Os seguidores da TEOLOGIA DA ABERRAÇÃO, querem implementar uma lei com a falsa presunção de protejer a vida dos que ainda não não nasceram em detrimento da vida de quem já nasceu.

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