22 de junho de 2026

Dezenas de cidades confirmam atos contra o autoritarismo nesta terça (5); confira

Atos estão marcados para esta terça-feira (5) em diversas cidades brasileiras; Confira a lista com locais e horários
Manifestações respondem à declaração do líder do PSL na Câmara, Eduardo Bolsonaro, que defendeu a edição de um "novo AI-5" / Elineudo Meira
do Brasil de Fato
Dezenas de cidades confirmam atos contra o autoritarismo nesta terça (5); confira

Com o lema “Por justiça para Marielle, por democracia e por direitos, Basta de Bolsonaro!”, movimentos populares, partidos de oposição e frentes de esquerda realizam amanhã (5) atos em diversas cidades do país. Nas redes sociais, os chamados circulam com hashtag #5NcontraAI5

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“Que os ventos da América Latina cheguem ao Brasil. Todos nas ruas contra as declarações absurdas dos filhotes da ditadura. Ditadura nunca mais! Quem mandou matar Marielle?”, convocou o integrante da coordenação nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stedile, em seu Twitter.

O militante sem-terra faz referência à entrevista dada pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL) em entrevista à jornalista Leda Nagle no dia 31 de outubro. O líder do PSL na Câmara e filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou que o governo pode criar um “novo AI-5” em reação a eventuais protestos.

 

O Ato Institucional número 5, citado por Eduardo Bolsonaro, foi editado em 1968 e resultou em perseguições políticas, censura, fechamento do Congresso, endurecimento da repressão e institucionalizou torturas e assassinatos.

A ex-presidenta Dilma Rousseff (PT) também se manifestou: “Ninguém pode se surpreender porque já houve seguidas manifestações contra a democracia por parte da família Bolsonaro. Defenderam a ditadura militar e, portanto, o AI-5; reverenciaram regimes totalitários e ditadores; homenagearam o torturador e a tortura; confraternizaram com milicianos”.

Em nota, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) disse considerar a declaração uma afronta à Constituição: “É gravíssima a manifestação do deputado, que é líder do partido do presidente da República. É uma afronta à Constituição, ao Estado democrático de direito e um flerte inaceitável com exemplos fascistas e com um passado de arbítrio, censura à imprensa, tortura e falta de liberdade.”

Após a declaração do parlamentar, partidos da oposição vão apresentar o pedido de cassação do mandato de Eduardo Bolsonaro na Câmara pelas declarações. Também acionaram o STF com uma notícia-crime.

Em defesa dos serviços públicos

Entre os organizadores estão as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, entidades sindicais e movimentos estudantis.

Os manifestantes também questionam os recentes “ataques aos servidores públicos, a tentativa de extinguir o Sistema Único de Saúde (SUS) – essencial para a classe trabalhadora e os mais pobres”.

Também criticam as tentativas de privatização das escolas e universidades públicas e a perseguição aos professores. Além das tentativas de reduzir os direitos dos servidores públicos.

Outro ponto levantado pelos organizadores do ato está os recentes indícios de participação do presidente no assassinato da vereadora carioca Marielle Franco (PSOL) e do motorista, Anderson Gomes, no 14 de março de 2018.

Nunca imaginei que eu, com 18 anos, no século 21, pudesse temer a volta de um estado autoritário no Brasil”, disse Pedro Gorki, presidente da Ubes, em Brasília.

Edição: Katarine Flor

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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2 Comentários
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  1. Carlos Elisio

    5 de novembro de 2019 6:39 am

    E que o samba enredo desta seja este de 2020 da Mangueira.
    https://youtu.be/29isCaktuKM
    Apesar de portelense, não há como deixar de torcer de novo por esta esta escola que, mais uma vez, alerta para o arbitrio e para a intolerância, procurando despertar o povo para a necessidade de resistir às trevas que despontam no horizonte.

  2. Juliano

    5 de novembro de 2019 8:53 am

    Mais um “ato” em pleno meio de semana e em horário de trabalho. Depois não sabem o motivo de o “povo” não comparecer. Quando vai entrar na cabeça desses dirigentes políticos acéfalos que quantidade nas manifestações é o fator mais importante para dar visibilidade as pautas? Por que não fazem o ato em um sábado ou domingo à tarde? Com certeza muito mais gente compareceria. É só ver que mais gente comparece aos festivais Lula Livre do que a essas manifestações. Será que é difícil entrar na cabeça dessas antas que quando bloqueiam uma rua e atrasam ainda mais o transporte do pobre assalariado que já passa horas no trânsito você acaba angariando apoio contra e não a favor da manifestação?. Com um esquerda burra dessas quem precisa de amigos.

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