Glenn produz espuma e trabalha o sensorial, por Letícia Sallorenzo
A reportagem da Folha com “denooncias” contra Xandão:
– não traz nada de conteúdo factual
– causa nas pessoas a IMPRESSÃO/ SENSAÇÃO de q há algo errado. Mas ninguém sabe apontar, de forma racional e ponderada, o q, de fato, está errado
(Troca de informações entre tribunais? Pode. Troca de dados em ofício? Combine td q é possivel combinar informalmente, arredonde tudo e oficie tudo direitinho por último. É praxe, é racional, é usual, é cotidiano. Dois funcionários reclamando de chefe cismado? Pode e deve!!)
– apesar disso tudo, o txt (enviesadíssimo) tá bem estruturado. Argumentação perfeita. A manipulação tá sutil, em poucos adjetivos.
– o autor não é o Eustáquio, não é Allan dos Santos, não é o Augusto Nunes. É o Greenwald. (PQP, nunes e greenwald do mesmo lado, que quadra da história!)
– o txt saiu dois dias depois do fim das olimpíadas. Fechou-se uma agenda, outra foi aberta. Timing mais perfeito que os pousos da Rebeca Andrade após os saltos.
– os mesmos perfis de sempre estão se refastelando com isso
– Elon Musk tá repercutindo
Conclusão após análise: é troço bem articulado, bem planejado, bem feito, bem estruturado. Logo, veio de fora. E foi bem pago. Eu só consigo pensar num frango cru.
Por quê?
Por que qto mais se “denoonciar” a “terrivel ditadura” do Brasil, mais Trump vai ligar isso à Kamala. Sim: Xandão pode influenciar essa porra toda.
Dá pra derrubar essa narrativa? Dá. Mas precisa de sangue de barata, culhão, coragem e conhecimdnto de causa. Xandão tem quase tudo isso. O problema é o “quase”.
Oremos.
Leticia Sallorenzo – Mestra em Linguística pela Universidade de Brasília (2018). Jornalista graduada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1996). Graduaçao em Letras Português e respectivas Literaturas pela UnB (2019). Tem experiência na área de Comunicação, com ênfase em Jornalismo e Editoração. Autora do livro Gramática da Manipulação, publicado pela Quintal Edições.
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AMBAR
14 de agosto de 2024 1:16 pmTava sumida, Letícia. Bom, que a “denooonncia” é espuma, não resta a menor dúvida. É, como se dizia nos anos da ditadura, “mexerico da Candinha”, uma prática de inventar assuntos para manter celebridades em destaque falando-se qualquer coisa de suas vidas ou inventando o que não houvesse. Dessa época, Erasmo Carlos cunhou uma musiquinha que dizia ” Falem bem ou mal mas falem de mim”. Ah, e Candinha era uma articulista de revistinha de fofocas famosíssima e imortalizada em música de Roberto Carlos. Sobre as “práticas” não ortodoxas do Alexandre Moraes bem se vê que o Glenn Greenwald, o Verde Valdo viúvo não entende o processo jurídico brasileiro tanto quanto não conhecem o processo jurídico venezuelano aqueles que querem colher o Maduro. Ataques orquestrados tanto aqui quanto acolá, pagos, muito bem pagos, como você observou, vão encontrar em Xandão os colhões, e não o sangue de barata, que não combinam, mas a têmpera fria e contida, ainda que escaldante no interior de seu cérebro “maquinoso” , aliados à sua sempre coragem e conhecimento de causa.
Paulo Dantas
14 de agosto de 2024 6:32 pmAinda não entendi, pelo que li, qual o “pobrema”, o que vai na linha do que a senhora diz.
Achar que as autoridades só falam por meios oficiais é me chamar de idiota.
Sou idiota, sei, mas não precisa falar.