Os benefícios pagos pelo governo federal a famílias unipessoais (um único integrante), e que passaram a integrar o Cadastro Único dos programas sociais nos últimos 12 meses, só começou a ser investigado pelo Ministério da Cidadania no último dia 04 de novembro.
Segundo o jornalista Carlos Madero, do portal UOL, existe a suspeita de desmembramentos fictícios de núcleos familiares, para assim aumentar o valor pago em um domicílio.
Tal suspeita se justifica diante do aumento de 5 milhões de famílias unipessoais no CadUnico em um período de 11 anos, o que levou estados e municípios a alertarem o governo federal para o assunto.
Contudo, o Ministério da Cidadania só publicou uma instrução normativa sobre o tema após o segundo turno das eleições presidenciais.
No documento, a pasta informa que a averiguação deve ser feita junto a todas as famílias unipessoais com cadastro incluído ou atualizado após novembro de 2021 e com renda pessoal de até meio salário mínimo por pessoa.
Na mesma normativa, o Ministério afirma que o total de famílias unipessoais no Cadastro Único subiu de 8,929 milhões para 13,912 milhões em outubro.
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