16 de junho de 2026

IBGE revela que pretos e pardos lideraram mortalidade em 2023

Foto CUT-RS

De acordo com o último levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), homens jovens, pretos e pardos, foram os que mais morreram no Brasil no ano de 2023.

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Os resultados divulgados nesta quarta-feira (4) representam a realidade da população brasileira, levando o nome de “Síntese de Indicadores Sociais: uma análise das condições de vida da população brasileira 2024”.

Este estudo do IBGE usou dados norteadores desde 2012 a 2024, sendo eles sobre a estrutura econômica, mercado de trabalho, padrão de vida e distribuição de rendimentos, condições de moradia, educação e saúde. Porém, neste levantamento também foram usadas novas estratégias, como indicadores de condições de vida segundo estratos geográficos e de condições de moradia de acordo com a situação de pobreza monetária.

Foi confirmado um índice de 17,3% do total de 1.463.546 óbitos em 2023 foram desses jovens, segundo o IBGE. Seguido desde número, vem as meninas pretas e pardas, até os seus 9 anos de idade, com 0,9% dos casos. 

Em seguida ficam os homens brancos até 69 anos, com 11,3% do total dos óbitos. Já na faixa etária de 10 a 59 anos, cerca de 4,1% das mortes foram de mulheres pretas ou pardas, podendo ser constatado que mulheres pretas estão morrendo mais cedo do que as brancas. 

Agora, entre pessoas da terceira idade, foram registrados mais óbitos de mulheres brancas. 

Veja abaixo os percentuais de acordo com sexo e cor de pele em 2023:

  • Mulher branca (20,5%);
  • Homem branco (18,9%);
  • Homem preto ou pardo (15,6%);
  • Mulher preta ou parda (13,8%)

A analista responsável por essa pesquisa, Clician Oliveira, afirma que os percentuais estão retornando ao padrão que se tinha antes da pandemia do Covid-19.

“Na comparação das pirâmides etárias dos óbitos desagregados por sexo e cor ou raça, observa-se que, em 2023, há um retorno ao padrão de 2019, após os movimentos incomuns causados pelo aumento da mortalidade por COVID-19. Além disso, a velhice brasileira se reafirma como branca e, acima dos 80 anos, feminina”, destaca.

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Milleny Ferreira

Milleny Ferreira é estudante de jornalismo, repórter no Jornal GGN e produtora na TV GGN.

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