
Jornal GGN – Na cidade alemã de Bautzen, na fronteira com a Polônia e a República Tcheca, bombeiros tiveram dificuldades para apagar um incêndio em um centro de acolhimento de refugiados~, em razão de um grupo de pessoas que comemorava e aplaudia o desastre. Um porta-voz da polícia local afirmou que “o trabalho dos bombeiros foi dificultado enormemente pelos curiosos, e alguns dos manifestantes comentavam com desdém e visível alegria o que estava acontecendo”.
A origem do incêndio é desconhecida, mas a polícia suspeita que ele tenha sido provocado intencionalmente. Ao longo de 2015, mais de 500 albergues foram atacados em todo o país, e 126 edifícios foram parcialmente destruídos
Do El País
Se for confirmado que o incêndio, que destruiu completamente o edifício, foi provocado intencionalmente, ele integrará uma longa lista de agressões contra refugiados na Alemanha. De acordo com fontes da Polícia Federal Criminal, ao longo de 2015, mais de 500 albergues foram atacados em todo o país, e 126 edifícios foram parcialmente destruídos.
O incêndio da madrugada de domingo em Bautzen e o que os seus moradores fizeram também deixaram escancarado que o Estado federado da Saxônia está se convertendo em um lugar perigoso para os refugiados. Na última quinta-feira, em Clausnitz (também na Saxônia), um grupo de aproximadamente 100 pessoas reuniu-se diante de um albergue para impedir a chegada de 24 refugiados, que viajavam em um ônibus. Quando o veículo chegou ao edifício, encontrou a rua bloqueada por vários carros cruzados sobre a rua, enquanto os manifestantes repreendiam os refugiados com gritos de “nós somos o povo”.
O bloqueio durou mais de uma hora e terminou apenas quando a polícia chegou ao local. Mas a atuação das forças da ordem, ao invés de aplacar o medo dos refugiados, provocou um escândalo que colocou em dúvida a atuação e a neutralidade da polícia. Nos vídeos gravados pelos cidadãos e publicados nas redes sociais, pode-se ver como um musculoso agente da polícia agarra brutalmente uma criança de 14 anos e a empurra para fora do ônibus, debaixo de aplausos e gritos dos manifestantes. Outro vídeo mostra como um segundo agente obriga uma mulher a descer do ônibus.
As imagens que mostram a ação violenta da polícia obrigaram as autoridades a convocarem uma coletiva de imprensa, na qual o chefe da polícia de Chemnitz, Uwe Reissman, acusou os refugiados de terem provocado os manifestantes. O oficial não deu detalhes sobre como esse incidente, que poderia ter terminado em tragédia, havia começado.
A segunda maior emissora de televisão alemã, ZDF, revelou que o responsável pelo abrigo de Clausnitz é Thomas Hetze, um militante ativo do partido eurocético e xenofóbico Alternativa para a Alemanha (AFD). A ZDF denunciou que Hetze era uma das pessoas que sabia o dia e a hora em que chegariam os refugiados.
O chefe do Governo regional da Saxônia, o democrata-cristão Stanislaw Tillich, condenou energicamente os incidentes. Tillich chamou os manifestantes de “criminosos”. “Os acontecimentos de Clausnitz e Bautzen são surpreendentes e chocantes. São repugnantes e abomináveis”, disse o político.
carlos rosalvo barreto e silva
22 de fevereiro de 2016 1:13 pmxenofobia
O medo e ódio aos estrangeiros é indiscupável, do mesmo modo que pretender impor a integração rápida entre religiões e sociedades diferentes não parece tarefa fácil. Não há solução próxima quando ambas as partes parecem inflexíveis.
Anarquista Lúcida
22 de fevereiro de 2016 8:31 pmOnde na matéria vc viu inflexibili// de “ambas” as partes?
Só vi base para dizer isso em relaçao a uma das partes, a dos xenófobos…
carlos rosalvo
24 de fevereiro de 2016 12:38 amOs refugiados têm seus
Os refugiados têm seus costumes e hábitos sociais diferentes das leis civis e penais, por exemplo, os homens têm o direito e dever de bater em suas esposas, quando estas não lhe obedeçam . Os refugiados são seres humanos como nos, nem melhores , nem piores, porém recusam-se a seguir às leis civis que contrariem sua religião, por exemplo, tem o dever religioso de não permitir que seus membros convertam-se a outras religiões.
Sim, há inflexibilidade de ambas as partes, ambos não aceitam os diferentes, os xenófobos não aceitam os refugiados, mas os refugiados não aceitam as leis civis. As leis de determinado pais, se descumpridas por motivos religiosos, geram tesão social. Socrates foi condenado à morte por desrespeitar os deuses gregos, a inflexibilidade religiosa é o caminho do retrocesso.
Anarquista Lúcida
24 de fevereiro de 2016 5:37 pmOra francamente
Em que isso justifica o prazer com o incêndio? E de onde vc tirou que todos o refugiados agem como vc diz, e em especial que os refugiados desse centro incendiado o fazem? Vá ter idéia preconcebida assim…
carlos rosalvo
25 de fevereiro de 2016 12:05 amMedo
O que justifica o prazer de alguns com o incêndio é o medo dos estrangeiros e preconceito contra o diverso, nem a reportagem falou que todos ficaram felizes, nem todos os refugiados são islamitas, nem todos os lslamitas pregam à morte dos infíeis, nem todos os gregos são preguiçosos, nem todos os gregos são alegres,nem todos os alemães são trabalhadores, nem todos os alemães sao disciplinados, nem todos os americanos falam inglês, nem todos os religiosos são conservadores etc. A religiãoislâmica prega a intolerência e a supremacia, porém ao colocar a questão de forma maniqueísta e não levar em consideração o problema religioso é demagogia ou mistificação.