5 de junho de 2026

MST ocupa áreas ligadas a Eike, Henrique Eduardo Alves e sede da Justiça Federal no Maranhão

mst_eike_4.jpg
 
Foto: MST
 
Jornal GGN – Em continuidade às mobilizações realizadas ontem, militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra ocupam áreas ligadas a Eike Batista, ao ex-ministro Henrique Eduardo Alves, e também a sede da Justiça Federal no Maranhão.
 
Na madrugada de hoje (26), 200 famílias ocuparam um complexo de fazendas em São Joaquim de Bicas, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG), que fazem parte da empresa MMX, de Eike Batista. 
 
O movimento afirma que as terras estão abandonadas e que sofreram degradação ambiental em razão da exploração mineral desordenada, o que pode afetar o abastecimento de água na região de BH. O MST pede que os órgãos responsáveis fiscalizem a área, e afirma que os crimes ambientais fazem parte de uma “lista extensa” de delitos do empresário. 

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

 
Desde março, outras 600 famílias ocupam a fazenda Santa Terezinha, também de propriedade de Eike Batista, na cidade de Itatiaiuçu, também em Minas Gerais. 
 
A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, multidão e atividades ao ar livre
 
No Maranhão, em torno de 900 trabalhadores ocupam a sede da Justiça Federal, em São Luís. Além do MST, participam da mobilização a Frente Povo Sem Medo, a Frente Brasil Popular e a Fetaema. 
 
Henrique Eduardo Alves
 
No noite de ontem, os militantes do MST ocuparam o Projeto Perímetro Irrigado Santa Cruz de Apodi, articulado pelo ex-ministro Henrique Eduardo Alves (PMDB), preso em junho pela Polícia Federal em um desdobramento da Operação Lava Jato.
 
Chamado de “Projeto da Morte”, o Perímetro Irrigado fica na Chapada do Apodi, no Rio Grande do Norte e foi resultado de uma articulação do ex-ministro junto à bancada ruralista do Congresso. 
 
O MST quer que as terras desapropriadas pelo Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (DENOCS) sejam destinada para a reforma agrária e para construção de um modelo de agricultura familiar.
 
“A construção dessa obra tem impactado diretamente a região, reconcentrando de forma autoritária e ilegal as comunidades rurais e as áreas de assentamentos, sem indenização justa, expulsando as famílias do campo para viverem nas periferias das cidades, em detrimento da instalação das empresas do agronegócio”, afirma o MST.
 
O movimento também diz que estudos de impacto ambiental apontam a falta de viabilidade técnica do Perímetro Irrigado Santa Cruz de Apodi, já que a água existente só faria o projeto viável durante cinco anos.
 
Nesta semana, o MST também ocupou propriedades ligadas ao presidente Michel Temer, ao ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira, e de Blairo Maggi, ministro da Agricultura. 
 
As mobilizações fazem parte da Jornal Nacional de Lutas “Corruptos Devolvam Nossas Terras”, que pede que áreas relacionadas a pessoas envolvidas com corrupção sejam destinadas para a reforma agrária. Além disso, o MST também pede pela saída de Temer e pela realização de eleições diretas. 
 
Assine
 

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

3 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Henrique Finco

    26 de julho de 2017 2:31 pm

    Resistência

    Pelo menos uma parcela dos brasileiros – uma percela organizada – está reagindo à barbárie.

  2. Cafezá

    26 de julho de 2017 2:37 pm

    Nada mais justo. Não há

    Nada mais justo. Não há nenhuma ilicitude na ação do MST.

    1. Andre Araujo

      26 de julho de 2017 4:49 pm

      Há completa ilicitude, fazer

      Há completa ilicitude, fazer justiça ou aquilo que alguem acha justiça, com as proprias mãos é o sinal da barbarie.

      Fora do Estado de Direito não há salvação para um grande e complexo Pais.

Recomendados para você

Recomendados