Jornal GGN – A bordo do avião, o Papa Francisco deu uma entrevista informal aos jornalistas ali reunidos. Ele disse que existem limites à liberdade de expressão ‘quando as crenças dos demais estão envolvidas’. Ele condena o ataque ao Charlie Hebdo, em Paris, mas pontuou que o insulto e o deboche não ‘podem ser naturalizados’. ‘Matar em nome de Deus é uma aberração, mas a liberdade de expressão não dá direito de insultar a fé do próximo”. Leia a matéria de O Globo.

de O Globo
Papa Francisco: ‘Liberdade de expressão não dá direito de insultar a fé do próximo’
Em viagem pela Ásia, pontífice condena mortes em nome da religião, mas alerta para limites do discurso
POR O GLOBO COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS
MANILA – Em visita a países asiáticos, o Papa Francisco disse a jornalistas a bordo do avião papal que existem limites à liberdade de expressão quando as crenças dos demais estão envolvidas. Apesar de condenar severamente o ataque ao ‘Charlie Hebdo’, em Paris, o pontífice afirmou que o insulto e o deboche não podem ser naturalizados.
— Matar em nome de Deus é uma aberração, mas a liberdade de expressão não dá direito de insultar a fé do próximo — disse. — Acredito que tanto a liberdade religiosa quanto a de expressão são direitos humanos fundamentais. Todos têm não apenas o direito, mas a obrigação de dizerem o que pensam pelo bem comum. Podemos fazer isto sem ofender. Se, meu bom amigo, o doutor (Alberto) Gasparri (assessor que organiza as viagens papais), xingar minha mãe, pode esperar que levará um soco. É normal. Mas você não pode provocar, insultar a fé dos outros, fazer zombaria.
Pontífice e jornalistas se dirigiam do Sri Lanka às Filipinas na viagem, e a questão da intolerância religiosa foi um dos temas principais na entrevista informal. Ele também falou de questões climáticas, em vista da Cúpula de Paris, mas o tema predominante foi a religião e seus conflitos.
— Consideremos nossa própria história. De quantas guerras religiosas a Igreja Católica participou? Até nós fomos pecadores — avaliou.
O Papa ainda descartou temer um ataque a sua própria vida.
— Estou nas mãos de Deus — brincou. — Se tenho medo? Vocês sabem que tenho o defeito de ser descuidado. Se algo acontecer comigo, avisei ao Senhor apenas que não doa, porque perco a coragem diante da dor.
REFAZENDA2010
15 de janeiro de 2015 10:28 pmUma voz racional…
…no meio de tanta sandice! Nassif, leitores; extra-pauta: A Publica lançou mais cedo reportagem sobre os estudantes desaparecidos no México. Linkamos em http://refazenda2010.blogspot.com
alfredo machado
15 de janeiro de 2015 11:59 pmSandice das boas
Refazenda,
Esta é que é sandice das boas.
Quando o sujeito viaja para qualquer país, procura saber como a banda toca naquele canto, e os dois não fizeram nada disto, resolveram inventar a roda. O mesmo fez aquele outro, ao tentar entrar na Indonésia com a bagulhada dentro da prancha, está preso há anos e agora será executado.
Sair do avião em Cingapura com qualquer tipo de tóxico é o mesmo que se condenar ao martírio.
É isto, em condições normais, nenhum dos dois irmãos aparece prá contar a história.
Alex Sotto
16 de janeiro de 2015 2:07 amViajou
De boa !
altamiro souza
15 de janeiro de 2015 10:33 pmainda bem que temos um papa
ainda bem que temos um papa progressista que
reposiciona ma sciedade o bom senso como atitude ética e moral.
Leo V
15 de janeiro de 2015 10:40 pmEsse artigo de Leigh Phillips
Esse artigo de Leigh Phillips é muito bom. Desfaz ‘mitos’ criados pela esquerda fora da França sobre cartuns do Charlie e dá passos num diagnóstico da esquerda a partir de casos como esse.
“O caso como um todo é precisamente o fundo do poço para a esquerda identitária.”
“Presunção automática de racismo sem comprovação não é antirracismo; é covardia e vaidade, visto que sugere que o indivíduo está mais interessado em garantir que ele ou ela não pareça racista do que em realmente lutar contra o racismo.”
“Como podemos confiar nas análises críticas desses esquerdistas sobre outros eventos em terras estrangeiras como Ucrânia, Síria ou Mali se nos damos conta de que eles sequer fazem um esforço prévio como investigadores quando se trata do contexto francês, muitíssimo mais acessível?”
“Perdida na tradução: Charlie Hebdo, liberdade de expressão e a esquerda monolíngue”
Por Leigh Phillips
http://passapalavra.info/2015/01/101964
Jorge Luis
15 de janeiro de 2015 10:49 pmConcordo com o Papa. Eu vi
Concordo com o Papa. Eu vi algumas charges do Charlie Hebdo. Não me senti “ofendido”, mas achei algumas de extremo mau gosto.
rdmaestri
15 de janeiro de 2015 10:56 pmComo as mães ensinam seus filhos.
Nunca vi uma mãe zelosa dizer para seu filho:
– Filho, quando fores atravessar a rua, olhe para o sinal verde, se ele estiver aberto para ti não te preocupe, podes atravessar a rua sem olhar se vem ou não vem um automóvel, afinal está na lei que é proibido cruzar com o sinal vermelho!
Noir
15 de janeiro de 2015 11:04 pmEngraçado, se um cidadão
Engraçado, se um cidadão comum diz as mesmas coisas que o Papa ele é chamado de idiota, não tem capacidade de enxergar a real verdade, não vê o outro lado com isenção, etc e tal. Porém, quando é o Papa ou outra pessoa dita culta ou em alta posição, é sempre elogiado e dito de grande visão.
Sociedade composta por gente hipócrita e constituída de merda, assim.
janes salete
15 de janeiro de 2015 11:13 pmEsse papito é dos bons. Ainda
Esse papito é dos bons. Ainda acho que vão “suicidar” ele. A direita não aguenta gente com poder voltado para o social.
Edsonmarcon
15 de janeiro de 2015 11:34 pmlimites
LIMITES devemos ter ao nos referirmos a pessoas, especialmente dos mais fracos.
Mas IDEIAS foram feitas para serem discutidas, e religião é mais uma das ideias que existem no mundo, e devem ser discutidas, refutadas, aprovadas ou mesmo achincalhadas.
Não podem exigir que aceitemos ou louvemos ideias que não nos fazem o menor sentido.
Ou é isso ou voltaremos à inquisição.
Jose de Almeida Bispo
16 de janeiro de 2015 12:21 amDiscordo no quesito achincalhe.
Achincalhes é coisa de gentinha sem argumentos.
Nada sem um mínimo de substância prospera por muito tempo. Por mais esquisita que seja uma ideia, o combate a ela deve ser feito dentro do respeito; senão, isso será uma inquisição, apenas com sinal trocado. Se completamente falsa ele perecerá; se com alguma substância, a essência desta acabará perdurando. Logo, é no argumento que deve combater uma ideia; não no achincalhe.
Alan Souza
16 de janeiro de 2015 12:51 amDiscordo do achincalhe
Como religioso não me sinto à vontade de achincalhar a religião alheia. Até mesmo porque a minha religião é frequentemente achincalhada e confundida. Sei, nesse ponto, o que os islâmicos estão sentindo em relação ao Charlie Hebdo e suas charges.
O caso é que eu nunca pegaria em armas por causa desse achincalhe. Mas que me incomoda o que falam da minha religião, isso me incomoda. Inclusive me incomoda a postura de certos ateus (que eu respeito muito, alguns dos meus melhores amigos são ateus e são das melhores pessoas que conheço) quando começam a ridicularizar a fé dos teístas e julgar-se superiores por serem ateus…
Edsonmarcon
16 de janeiro de 2015 2:32 am“Religiões inferiores”
Quem mais denigre as religiões são os religiosos das religiões rivais.
Quando fiz a primeira comunhão, disseram no catecismo que as religiões indígenas eram “inferiores” porque eram baseadas em mitos, e ridicularizaram a dança da chuva.
Mas naquele verão houve uma grande seca, e sabe o que fizeram?
Uma procissão pedindo chuva.
Eu fiquei num ponto elevado observando e me perguntei qual era a diferença afinal?
Ateus são mais perseguidos que qualquer outro grupo. Em vários países são condenados à morte.
Mas não vou parar de falar que religião é besteira só porque os religiosos não gostam.
Religião é uma idéia totalmente ilógica
Idéias ruins tem que ser denunciadas sim.
Luiz Antonio Antunes Machado
15 de janeiro de 2015 11:45 pmDe acordo
De acordo com Francisco nas duas partes do tema: 1) Matar em nome de Deus é uma aberração, é a negação de qualquer virtude religiosa, portanto uma possibilidade monstruosa, vinda de qualquer confissão; 2) O deboche, a injúria, o escracho, a agressão gratuita é sempre temerária, e me causa repugnância. Apesar do talento, do espírito cr´tico, o CH poderia fazer melhor. Alguns ataques se pareciam muito com os monstruosos e canalhas “”neo-cons” da grande imprensa brasileira.
Paulo cesar Monteiro
16 de janeiro de 2015 1:27 amDepois de ouvir o idiota do
Depois de ouvir o idiota do Reinaldo Azevedo vociferar que o Papa, a quem ele chamou de inculto litúrgico, instigou a violencia afirmando que se falarem mal de sua mãe, ele daria um soco…Não só o Papa, mas qualquer um daria um soco até em meu filho se falassem mal de minha santa mãzinha. Como pode, eu totalmente contra qualquer tipo de religião, quando passo a gostar de um Papa, o Rei dos coxinhas vem ser contra!! O mundo cruel!!!!!! Deve ser por causa de seu viés comunista petralha???
Luiz Antonio Antunes Machado
16 de janeiro de 2015 12:21 pmPor aí
De repente é por aí mesmo, grande Paulo ! Essa foi boa !
EJ
16 de janeiro de 2015 6:03 pmVaticano
E, segundo notícias colhidas no Vaticano, pelo mesmo método com que certo “imortal” (onde chegamos…) jornalista da Globo informou que Dilma estava certo dia a chorar e que Lula está escanteado do governo e por isso, aborrecido, o Papa Francisco está preocupadíssimo. Como vai ele conseguir levar adiante a sua missão, sem o apoio de certos “jornalistas” brasileiros, da Veja e do Gobo, de extraordinário prestígio internacional? Como é que, com quase oitenta anos e tanta responsabilidade, ele vai conseguir “atualizar” os seus princípios? Como vai esquecer o que aprendeu, certamente de seus páis, em casa, que é uma falta de educação o que se chama hoje “bullying”? Como vai aceitar que tal prática, já condenável em adolescentes, é considerado legítimo direito de expressão até mesmo por publicações “jornalísticas”? Como vai entender que isso, até mesmo dirigido a religiões, é humorismo? Ah, o Papa não vai conseguir entender e aceitar. Nem eu.
Flavio Galib
16 de janeiro de 2015 12:05 amLimites à de expressão? ??
Limites à liberdade de expressão??? Ah, esse Papa só pode ser bolivariano .
scaramuça
16 de janeiro de 2015 12:31 ameu concordo com o Papa
eu concordo com o Papa Francisco.
Luciano Prado
16 de janeiro de 2015 12:41 amAté o Papa é a favor da regulametação da mídia… tá na cara.
Eu sabia… Esse Papa é petralha de carteirinha.
r. silva
16 de janeiro de 2015 12:44 amCharlie Hebdo
Toda unanimidade é burra, toda manifestação de três milhões de pessoas tem efeito rebanho.
Todo povo que chora a morte de quatro dos seus e comemora a morte de 400 dos outros é preconceituoso.
Na França é crime fazer ofensas antissemitas, mas não é crime fazer ofensas anti-islâmicas.
Muitos crimes foram cometidos em nome da liberdade, que não póde servir de abrigo às ofensas preconceituosas e chulas, pois ofender as pessoas por suas convicções religiosas, em termos chulos, gera, naturalmente, ressentimento e violência. A liberdade de expressão não é absoluta, porque divulgar o ódio religioso, leva à violência.
Não foram os palestinos que invadiram à mão armada a terra alheia, logo não há mocinhos contra bandidos nesta questão, mas pessoas contra pessoas, levadas ao conflito pela falta de diálogo e respeito mútuo. Àquele que foi educado sob a religião islâmica não pode ter sua fé achincalhada.
Sim, podemos discutir religião e não sacralizá-la, porém não podemos ofender às pessoas que professam sua fé. Digamos que somos contra os petencostais, podemos queimar Bíblias em público para ofendê-los? Qual o propósito de ofender a fé alheia?
Coube ao Papa a voz da razão.
Luiz Gonzaga da Silva
16 de janeiro de 2015 12:52 am“Todos têm não apenas o
“Todos têm não apenas o direito, mas a obrigação de dizerem o que pensam pelo bem comum. Podemos fazer isto sem ofender”
Direito…obrigação…bem comum…sem ofender.
Palavras chaves que demonstram bom senso. Tá bem, o cara é papa, mas não custa nada ter moderação num assunto tão explosivo. Achincalhe, menospreso, bulling, pinimba, humilhação fecham todas as possibilidades de diálogo. Aliás, no dia fatídico, um âncora da Globonews fez um link entre o massacre e o discuso de Dilma na ONU.Na ocasião, Dilma condenou o uso da força para solucionar conflitos:
“O uso da força é incapaz de eliminar as causas profundas dos conflitos. Isso está claro na persistência da questão palestina, no massacre sistemático do povo sírio, na prática de desestruturação nacional do Iraque, na grave insegurança na Líbia, nos conflitos de Israel e nos embates na Ucrânia.
(…)
“A cada intervenção militar, não caminhamos para a paz, mas sim assistimos ao acirramento desses conflitos. Verifica-se uma trágica multiplicação do número de vítimas civis e de dramas humanitários. Não podemos aceitar que essas manifestações de barbárie permaneçam ferindo nossos valores éticos, morais e civilizatórios”,
Dilma propôs que ações diplomáticas seriam ideal. Estávamos em plena campanha eleitoral, Dilma foi massacrada pelo cartel midiático e pela oposição. O tal âncora,com sobrenome de inseto, só faltou dizer:”viu Dilma, não dá para dialogar com essa gente”. O rapaz achou contraditório o fato de Dilma ter condenado o atentado em Paris e seu pronunciamento na AGO.
Está mais do que claro que a falta de compreensão, diálogo e os interesses das grandes potencias são a raiz do denominado radicalismo islâmico.
Anarquista Lúcida
16 de janeiro de 2015 12:59 amSe o papa disse, deve ser verdade… IRONIA ON, claro
Claro que o papa é contra “blasfêmias”, imaginem só! Debochar de religioes, onde já se viu?
Bom, vamos entao proibir Guerra Junqueiro, Fernando Pessoa, Saramago… Isso só em língua portuguesa.
Dulce (Madame X)
16 de janeiro de 2015 3:45 pmEça de Queiroz ? (Crime do
Eça de Queiroz ? (Crime do Padre Amaro?)
Acredito ser diferente “atacar” alguém, ou toda uma instituição, Seja ela qual for. O equivalente a enforçar Tiradentes e SALGAR SUA CASA (coisa de doidA mesmo) É justo? Não é!
E olhe que NEM CATÓLICA eu sou. Mas concordo com o Chicão.
Bjs.
Anarquista Lúcida
16 de janeiro de 2015 8:06 pmNao citei esse livro, Dulce, porque nao se aplica
Mas conhece Guerra Junqueiro, o poema A Velhice do Padre Eterno? Conhece o poema VIII de O Guardador de Rebanhos, de F. Pessoa, Alberto Caieiro? E vários romances de Saramago. É uma das liberdades que se conseguiu depois do Iluminismo, poder criticar as religioes, incluindo “blasfêmias” e “heresias”. É só o que faltava, pretender que voltemos a esses “crimes”! A Idade Mëdia já acabou.
Dulce (Madame X)
17 de janeiro de 2015 2:15 pmPois é AnaLú…Tiradentes
Pois é AnaLú…Tiradentes passou “um pouquinho” da Idade Média. E continuo achando injusto. Só mudando, um pouquinho a expressão…não acho “blasfêmea”, acho DESRESPEITO com a cultura alheia.
Bjs.
Alessandre de Argolo
16 de janeiro de 2015 1:50 amO papa defender que insultem a religião dos outros?
Claro que ele não defenderia isso. Só que na França as pessoas pensam o contrário, que é válido zombar da fé alheia, vide o que fazia o Charlie Hebdo, amparado pela lei francesa e sua noção de liberdade de expressão. E agora, depois do atentado terrorista que matou 12 pessoas do jornal, aí é que eles não vão mudar isso mesmo. Mudar significaria concordar com os terroristas covardes e fanáticos. Os terroristas mostraram que os franceses estão certos quanto a este ponto. Quem acredita nos dogmas e valores da sua religião tem mais é que respeitar a opinião de quem não acredita. Não tem essa de exigir respeito, mas não respeitar a opinião do outro. Querem respeito somente para o que eles pensam, defendem ou acreditam? Não, estão errados. Ninguém vai respeitar a religião deles porque eles acham a coisa mais importante do mundo. Para muita gente não é a coisa mais importante do mundo e é até mesmo fonte de problemas, como atentados terroristas praticados por malucos sem qualquer noção válida sobre as coisas. Os terroristas que atacaram o Charlie Hebdo se constituíam num bando de lunáticos covardes que não respeitam a opinião dos outros e muito menos as vidas dos outros. Querem impor os seus valores na base da violência, da intimidação, da ameaça, do terrorismo.
Eu particularmente concordo com os franceses. Religião existe para ser respeitada por quem leva ela a sério. Quem não é religioso e acha tudo aquilo uma bobagem, uma enorme perda de tempo, tem o direito de dizer isso, de fazer piada e até de escrachar em nome da liberdade de expressão, se quiser. Direito subjetivo do indivíduo. Se ele acha que deve falar, opinar criticamente, fazer piada, pode fazer. Não existe liberdade de expressão, menos para criticar a religião. Era só o que faltava agora.
alexis
16 de janeiro de 2015 9:43 amNão deve generalizar assim
“Só que na França as pessoas pensam o contrário, que é válido zombar da fé alheia”
Um Pasquim horroroso de baixa tiragem (antes do atentado), 30 ou 40 mil, não ilustra uma França inteira engajada naquela campanha difamatória do Charlie.
Entre 4 a 6 milhões de muçulmanos moram na França (10% da população). A comunidade judaica na França é de 200 mil.
Ou seja, quem não respeita a opinião de milhões dos outros é aquela dúzia de cartunistas e os seus 30 mil leitores.
Ainda, sobre a covardia:
“Mudar significaria concordar com os terroristas covardes e fanáticos.”
“Os terroristas que atacaram o Charlie Hebdo se constituíam num bando de lunáticos covardes”
Acho que deve reavaliar o seu conceito de covardia, embora seja comumente usado este termo para minimizar qualquer sentimento de causa por parte do extremista. Quem sacrifica a sua própria vida pelo que acredita (embora seja errado e eu não concorde com isso) é fanático, assassino, mas está longe de ser um covarde.
Por favor, não venha com a sua lógica binária de dizer que, se não é covarde então significa que eu penso que é valente. O que questiono é a utilização esperta de adjetivos, para direcionar o pensamento de quem assiste a noticia.
A utilização de adjetivos desse tipo é típica de redações de TV, direcionadas pela globalização. Lembro do Bonner, anos atrás, no Jornal Nacional, falando: “O Bin Laden…..parou! (ouviu uma ordem no seu ponto eletrônico, e repetiu)…perdão, “o milionário Bin Laden…. e seguiu enfrente. O “cocaleiro” Evo Morales, o “ditador” Cháves…e os covardes terroristas.
Nem sequer nisso você é original Argolo.
Anarquista Lúcida
16 de janeiro de 2015 8:10 pmÉ. Diderot, Voltaire, etc. eram uns alucinados e nao representam
nada no pensamento europeu. Ignorância voluntária ou má fé mesmo?
A França tem uma grande tradiçao libertária a esse respeito. E o mesmo se aplica a vários escritores de língua portuguesa. Citando de memória, Guerra Junqueiro, Fernando Pessoa, Saramago. Vamos proibir todos, nao se deve zombar da fé alheia! Haja obscurantismo!
alexis
17 de janeiro de 2015 9:22 amO assunto é atual
Talvez algo de ignorância, mas involuntária. Má fé, nunca.
Estamos discutindo um assunto muito atual e recente.
Na época dos pensadores que cita não tinha acontecido a 2a guerra e a situação trágica dos judeus, e nem tinha aquela imigração enorme de muçulmanos para a França (hoje são quase 10% da população).
A realidade de hoje mostra que uns tem muito mais poder que outros e, essa situação injusta, acaba em violência.
Anarquista Lúcida
17 de janeiro de 2015 2:40 pmÉ “Só” tinham acontecido as guerras de religiao e a Inquisiçao
E nao venha a me dizer que vc nao usa de má fé. Maior má fé é ficar adotando essa pose de correto, quando vive fazendo comentários antissemitas e homofóbicos.
alexis
17 de janeiro de 2015 2:55 pmSem exageros
Você costuma assumir posição de Juiz em rotular os outros.
Não penso como você, em muitos assuntos, mas isso não dá direito a desqualificar o outro.
Anarquista Lúcida
17 de janeiro de 2015 3:13 pmOh! Tao bonito isso!
Pos eu acho plenamente válido “desqualificar” preconceitos e preconceituosos. E quem nao te conhece que te compre.
alexis
17 de janeiro de 2015 3:24 pmOk
Vamos deixar por aí.
Marco St.
16 de janeiro de 2015 3:00 amAmigos ausentes
O ódio desses terroristas nao é só contra a liberdade de expressão. É contra qualquer liberdade. Até a de estudar.
Nas fotos abaixo dois sobrevivventes do massacre da escola em Peshawar feita pelo Taleban prestam homenagem e refazem a foto que haviam tirado antes do massacre com outros 2 amigos.
No total 145 pessoas foram massacradas. A maioria estudantes adolescentes.
Mauro Chazanas
16 de janeiro de 2015 3:09 amHelp
Marco, posso te pedir uma ajuda?
Como faço exatamente para postar aqui no “comentários” do blog uma foto que encontrei na internet?
Usei o “copiar” e “colar”, a imagem aparece após clicar no “pré-visualizar”, mas após o “salvar” aparece apenas a mensagem “imagem.jpeg”
Há como eu postá-la aqui?
Te agradeço.
Juliano Santos
16 de janeiro de 2015 1:24 pmÔ Mauro, eu não conseguia até
Ô Mauro, eu não conseguia até pouco tempo. Mas da última vez consegui. Clique no ícone “imagem” acima na barra de ferramentas. Aí aparece onde colocar o código URL. Geralmente toda imagem tem esse código. Voce clica com o botão da esquerda do mouse sobre a imagem que voce quer. Daí apresenta a opção “código URL”. Copie e cole. Foi assim que consegui.
Mauro Chazanas
16 de janeiro de 2015 3:18 pmPois é, Juliano, eu tentei,
Pois é, Juliano, eu tentei, deu certo não.
O ícone a que voce se refere é o que está ao lado do ícone de vídeo, certo? Fiz isso, abriu uma janela com espaço para o código URL, colei, dei ok, sumiu tudo. Tentei de novo, em vez de ok, cliquei no “procurar no servidor”, abriu outra página da internet, muito cabulosa, me perguntando se eu queria atualizar o diretório raiz. Uma vez eu cliquei sim, em outra, não.
De novo, nada feito.
Se bem que voce está me dizendo que este código URL está na imagem? Não é o enderêço da página da internet onde está a imagem?
Anarquista Lúcida
16 de janeiro de 2015 8:13 pmSe a imagem é do Google, vc tem que ir à página original dela
Peça para abrir a imagem em outra guia. Normalmente há opçoes que permitem visualizar a imagem maior e ir à página. Escolha primeiro visualizar, porque a imagem aparece de forma melhor, e depois pegue a url da página.
Mauro Chazanas
16 de janeiro de 2015 8:32 pmGracias
Tentarei novamente, Anarquista, hei de vencer, pois eu, unido, jamais serei vencido!
Anarquista Lúcida
16 de janeiro de 2015 8:41 pmOk. Rs, rs
.
Mauro Chazanas
16 de janeiro de 2015 6:45 amQue belo serviço
O Profeta Maomé deve estar muito satisfeito com seus vingadores.
Graças à iniciativa dos rapazes, os cartuns que feriram os sentimentos do Profeta tiveram divulgação mundial e até o esquimó mais desinformado hoje já sabe o que é Charlie Hebdo, que de uma circulação restrita para os padrões franceses, 30.000 exemplares, saltou para 5.000.000.
Almeida
16 de janeiro de 2015 9:10 amO Papa faria melhor se mandasse mensagem ao islã…
… para que aprendessem com os católicos a tolerar os chargistas.
Almeida
16 de janeiro de 2015 9:16 amO Papa devia relaxar e…
… olhar sempre para o lado bom da vida.
[video:https://www.youtube.com/watch?v=MJuorMRSH3U%5D
Almeida
16 de janeiro de 2015 9:20 amO Papa é pop.
O Papa é Charlie.
Almeida
16 de janeiro de 2015 9:24 amPapa quer traçar uma linha vermelha para os cartunistas.
Almeida
16 de janeiro de 2015 10:01 amPapa faz propaganda dos Pregos Garcia.
Almeida
16 de janeiro de 2015 10:12 amA liberdade de expressão segundo o Papa.
Carla Antonia
16 de janeiro de 2015 12:11 pmLiberdade de um lado só…
O papa fala em não poder ofender as crenças dos outros. Mas os que acreditam podem ofender, julgar, proibir os que não tem religião. Então, nada de aborto para todas, por exemplo. Ou, segundo os islâmicos, ninguém deveria beber vinho ou comer porco. Mas se um ateu ousa ir contra esses dogmas, abre-te céu!
A sátira do baixo para o alto é permitida, sim. Os que estão no “alto” tem todas os meios para se defenderem. Afinal, há blogueiros e jornalistas na cadeia, mas não há poderosos, não é mesmo?
Je suis RAIS BADAWI (e Charlie também).
Juliano Santos
16 de janeiro de 2015 1:42 pmEsse Papa é bom, muito bom
É claro que o Papa não é Charlie. Nem poderia ser. A charge sempre foi contra as instituições do poder, Igreja Católica incluidíssima. Seria o fim da picada.
Nesse sentido está perfeito o Papa, condena com veemêencia “matar em nome da religião”, isso é fundamental na posição que ocupa.
E até sentido de timing ele tem. Agora sim cabe falar sobre ofender a fé de terceiros. No momento da comoção não, agora sim.
Numa época tensa como a nossa, o Papa como representante máximo da ICAR, não pode deixar brecha para que se pense que não está nem aí que se achincalhe o islamismo. Um gesto extremamente sábio em direção ao arrefecimento de ânimos entre muçulmanos e cristão nesse contexto de “guerra entre civilizações”. Esse cara é um estadista, concordo com o Nassif.
PS: Está vendo Argolo, como nem sempre quem “não é Charlei” justifica chacina? Depende de quem, onde, como e quando fala. O timing principalmente, ou adequação, se preferir
Onilda
17 de janeiro de 2015 1:19 pmComentário do Papa Franciso sobre atentado da França
O Santo Papa ta certissimo, liberdade de expressão não quer dizer deboches com as religiões dos outros, cabe respeita a todos neste sentido. Belas e certas palavras do santo Papa, homem sábio e correto.