Reginaldo Nasser e Bruno Huberman, professores de Relações Internacionais na PUC-SP, foram denunciados por “antissemitismo” por estudantes sionistas da instituição.
A manifestação pode ter sido contra o sionismo, mas os alunos denunciantes alegaram a existência de “conteúdo e falas discriminatórios, antissemitas e ofensivos”, conforme nota oficial divulgada pela mantenedora da instituição:
Em defesa da justiça, da dignidade de todo ser humano e do diálogo
Nesta manhã de quinta-feira, 19 de setembro de 2024, na sede da Fundação São Paulo, o Padre José Rodolpho Perazzolo recebeu uma delegação de estudantes judeus da PUC-SP. O Padre tomou conhecimento de uma carta aberta desses alunos à Comunidade Universitária, diante de um ato que aconteceu na Prainha, em 28 de agosto deste ano. O ato foi eivado de conteúdo e falas discriminatórios, antissemitas e ofensivos. Esse mesmo ato repercutiu depois nas redes sociais e, num determinado momento, passou a mirar os estudantes judeus. O Padre esclareceu que pelos próprios princípios da Fundação, ela não poderia compactuar com tais fatos. Esclareceu, também, que a Fundação existe e trabalha por uma cultura da Paz! Lembrou que a Universidade, como o próprio nome inspira, é lugar da diversidade, do respeito, da convivência e que a PUC-SP destaca-se no cenário nacional e internacional pela defesa intransigente da justiça, da dignidade de todo o ser humano e do diálogo! O Padre comprometeu-se diante dos estudantes a apurar os referidos atos de intolerância. O encontro terminou com uma oração ao Senhor, Deus da Vida!
Nasser e Huberman foram comunicados da denúncia na última terça-feira (19/11), quando o Setor de Ética e Integridade da Fundação São Paulo (Fundasp) encaminhou pedido de reunião a respeito das acusações.
Doutor em Ciências Sociais e Pesquisador nas áreas de conflitos internacionais, geopolítica do Oriente Médio e política externa dos EUA, Nasser confirmou o recebimento de tal comunicado, assim como Huberman – que é judeu.
Fábio de Oliveira Ribeiro
21 de novembro de 2024 4:18 pmO sionismo era uma ideologia sectária, intolerante, violenta e colonial. Agora que protagoniza um genocídio, o sionismo virou um instrumento asqueroso de terrorismo intelectual, de censura e de opressão. Esses estudantes sionistas acreditam realmente que estão acima da nossa Constituição democrática ou dos organismos internacionais que proferem decisões que dão respaldo à crítica que os professores enunciaram contra o regime criminoso de Netanyahu?
Carlos
22 de novembro de 2024 12:04 amNetanyahu já é reconhecidamente um genocida perante a Corte Penal Internacional e Israel demonstra uma insaciável sede de sangue inocente em nome de uma pseuda “defesa justa de território”. E parece que apontar as ações genocidas de criminosos de guerra virou sinônimo de antissemitismo
Ja PUC SP, em evento recente, apresentou uma turma de Direito com ações racistas.
Esperar o que mais do corpo docente da PUC SP?