4 de junho de 2026

Promotora pede leis para proteger a imagem da mulher na internet

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Da Agência Brasil

A promotora de Justiça e coordenadora do Núcleo de Violência Doméstica do Ministério Público de São Paulo, Valéria Diez Scarance Fernandes, fez um apelo aos deputados federais para que se debrucem em leis que protejam a imagem das mulheres na internet.

“Meu pedido é para que os senhores nos permitam trabalhar, criem mecanismos para que as mulheres possam dizer ‘não’, sem que seus nomes e fotos sejam jogados na internet como vingança”, apelou a promotora, durante audiência pública nesta terça-feira (8), na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Crimes Cibernéticos.

Valéria Fernandes foi uma das convidadas pela comissão para falar sobre os direitos individuais da mulher na internet, como parte das comemorações do Dia Internacional da Mulher.

A promotora lembrou que, quando a exposição de imagens e o assédio ocorrem com meninas de até 18 anos, existe um crime especifico, previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente, para o qual a pena prevista vai de três a seis anos. “Quando é adulta, tipifica-se como crime contra a honra, e o problema é que a pena é muito baixa e, como é um crime de ação penal privada, se a vítima quiser que o Estado atue, tem que contratar advogado para que ele faça a ação.”

Segundo Valéria, na maior parte dos casos, a vítima não tem conhecimento dessa exigência e acaba perdendo o prazo legal para entrar com um processo contra o divulgador ou assediador. “Enquanto continuar sendo crimes de ação privada estas pessoas que divulgam fotos vão continuar impunes. Na minha vida inteira como promotora, eu só vi uma investigação acompanhada de advogado. Precisa ser muito informada para saber que precisa de advogado”, disse ela.

A promotora lembrou que a Justiça brasileira precisa de instrumentos urgentes, entre os quais a tipificação de um crime penal para pornografia de vingança e pena mínima maior para que o processo não acabe prescrevendo por se tratar de crime na internet, que é de difícil apuração. Valéria levantou também a possibilidade de a vítima alterar seu nome, em alguns casos, “para garantir sua sobrevivência”. Entre os instrumentos,ela incluiu a previsão de reparação do dano moral no processo criminal e a responsabilidade dos provedores.

“Não só responsabilidade civil, mas prevenção. Se mandam mensagens de “lembre de um ano atrás”, por que não lançam programa de proteção rotineiro, com o que pode e o que não pode ser divulgado na internet? O que vem acontecendo em nosso país é uma atrocidade. São mulheres com sua honra e imagem devastadas. Simplesmente porque disseram ‘não’”, alertou.

 

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

2 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Edi Passos

    9 de março de 2016 12:12 pm

    Enquanto isso,

    os homens do Ministério Público, em especial boa parte dos do MPF, continuam em plena campanha política em favor de Aécio Neves e Jair Bolsonaro!

  2. Athos

    9 de março de 2016 4:34 pm

    Cuidado
    Isso é só um ser humano com ambições políticas.

    Promotoria não e para isso!!!
    Deveria ser DEMITIDA!

Recomendados para você

Recomendados