Doria quer barrar PPP que oferece menor preço na iluminação

Consórcio oferece redução no custo da iluminação pública na cidade em licitação de Parceria Público-Privada criada na gestão Haddad 
 
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Jornal GGN – O consórcio Walks venceu a FM Rodrigues na concorrência da Parceria Público-Privada (PPP) de iluminação pública da cidade de São Paulo. A proposta do grupo  foi R$ 23,25 milhões por mês, contra R$ 30,158 milhões da concorrente e atual prestadora do serviço na cidade.
 
A diferença ofertada entre os dois consórcios corresponde a R$ 1,68 bilhão de economia com a Walks no prazo de 20 anos de contrato. A proposta também prevê que a vencedora ofereça redes de wi-fi e instale sensores inteligentes nos postes.
 
Porém, mesmo com todos os evidentes benefícios, a gestão Doria pode barrar a contratação. As informações são da Folha de S.Paulo. 
 
A PPP foi anunciada em 2015 pelo então prefeito Fernando Haddad (PT-SP). Em 2016, as garantias apresentadas pela Walks foram questionadas pela FM Rodrigues no Tribunal de Contas do Município (TCM) que travou o processo. Meses depois a justiça autorizou a continuidade da disputa e a abertura dos envelopes estava prevista para dezembro de 2017. 
 
Antes de chegar na data de abertura dos envelopes, a Rodrigues tentou novamente barrar o processo na justiça, mas sem sucesso. Foi quando a gestão Doria, através da Secretaria dos Serviços e Obras, se manifestou contra o consórcio da Walks alegando favorecimento da Alumini, uma empresa condenada na Lava Jato. A Alumini participa indiretamente da concorrência porque detém 99,9% das ações da Quaatro, integrante do consórcio junto com a Walks. 
 
Para manter o serviço público durante a briga judicial, a prefeitura firmou um contrato emergencial em outubro de 2017 com a FM Rodrigues, gerando críticas porque dispensou o processo licitatório. 
 
A Walks entrou com um mandato de segurança na semana passada conseguindo que a Justiça paulista determinasse na última sexta-feira (26) a abertura dos envelopes hoje. Até domingo, a prefeitura tentava barrar a participação da Walks, mas sem sucesso. 
 
O resultado desta segunda-feira ainda não é definitivo. A prefeitura e a empresa vencida tem o prazo de cinco dias para entrar com recurso, sem contar que falta a etapa de habilitação do consórcio. 
 

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8 comentários

  1. PPP Iluminação pública

    Por que o Prefeito iria barrar? Venceu o consórcio que apresentou o melhor preço, e é isso que a Prefeitura precisa. Menos gastos.

    •   Meu deeeeels… você é

        Meu deeeeels… você é daqueles que acreditam em tudo que sai nos jornais tucanos, não é? Chega a chocar que um adulto seja tão inocente.

        Vai ver a culpa é do Lula, Rafael. 

  2. De que Prefeitura você fala

    De que Prefeitura você fala Rafael? Convém separar o que vem a ser Prefeitura da Cidade de São Paulo e, a prefeitura dos negócios escusos do marketeiro e viajante da farinácia. São entidades distintas. Pois não?

    Orlando

  3. ppp Iluminação

    Uma boa Gestão tem que contrarar a empresa vencedora com o menor preço. se fugir disto esta desperdicando o dinheiro publico e naõ esta fazendo uma boa gestão. 

  4. é o “geito” tucano…

    … de governar…

    Modelo de consórcio é o da Linha Amarela do metrô,privatizado, de longe o pior em termos de conforto, acessibilidade, arquitetura (sim, leitor, isso conta, um dia eu vou vestido de guarda de trânsito pra organizar o espaço), problemas na construção pela falta de know-how para a empreitada, o que levou a mortes (alguém foi em cana?), além de ter a remuneração mais belezinha que se tem notícia (https://brasil.elpais.com/brasil/2017/01/30/politica/1485802821_227320.html)  e dando pedalada usando o dinheiro da Companhia do Metrô (http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2016/05/governo-de-sao-paulo-causa-prejuizo-de-r-332-milhoes-ao-metro.html). O retorno daquilo que denomino de lixo sobre trilhos é maior que a da Companhia do Metrô (http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2017/09/remuneracao-da-linha-privada-do-metro-sobe-tres-vezes-mais-que-numero-de-passageiros).

    Isso sim, é governar.

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