A estagnação da indústria automobilística, por Luís Nassif

Agora, com a vinda dos carros elétricos chineses, ocorrerá mudanças expressivas no mercado, afetando as empresas jpa instaladas.

Há várias maneiras de analisar a indústria automobilística. Para avaliar os efeitos dos subsídios concedidos para a venda de carros novos, percebe-se uma alta de 20% no licenciamento de carros nacionais em julho, em relação a julho do ano passado. Mas, em agosto, a queda foi de 4,9% em relação ao mesmo mês. A explicação pode estar na antecipação das compras feitas em julho.

Por outro lado, o licenciamento de importados aumentou 57,6% em relação a agosto do ano passado, possivelmente refletindo a queda do dólar.

Ao mesmo tempo em que as exportações despencavam 32,2%.

Aqui, os dados mensais de todos esses indicadores.

Quando se analisa no acumulado de 12 meses, a produção nacional sofreu queda, em relaçãop ao mesmo período do ano passado.

E o maior motivo foram as quedas internas, certamente afetadas pelo custo do crédito.

E pela queda das importações.

Agora, com a vinda dos carros elétricos chineses, ocorrerá mudanças expressivas no mercado, afetando as empresas já instaladas.

Embora em um poatamar inferior de produção, os comerciais leves tiveram melhor desempenho.

Luis Nassif

1 Comentário

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  1. O Brasil é um país sem o devido comprometimento em relação às suas próprias questões. Dada a importância na alavancagem do desenvolvimento do País de se poder contar com o efetivo populacional que possui, jamais deu-se qualquer valor à construção do mercado interno. Durante o governo anterior, os Lula 1 e 2 , foi intentado um acordo envolvendo a indústria automobilística que apresentou metas de atingir conteúdo nacional na montagem/fabricação dos veículos de cerca de 75 porcento dos componentes. Fracassou por falta de vontade local em fazer dar certo. Apenas nessa indústria, se o País praticasse esforço em favor dele mesmo certamente haveria resultados bastante diferentes do que tem sido refletido através das considerações empreendidas pelo GGN. Foi oportunizado ao País fazer parte dessa pujante indústria mesmo não possuindo uma montadora nacional, mas o caminho até isso foi desprezado. O País quer tudo prontinho. Sem precisar contrapartida. Talvez por isso está praticamente no mesmo lugar. Tempo vai e não volta.

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