24 de junho de 2026

A queda da indústria automobilística, por Luis Nassif

Do mesmo modo, o licenciamento de automóveis vem experimentando quedas até em relação a um ano atrás.

A indústria automobilística brasileira continua rolando montanha abaixo. No acumulado de 12 meses até abril de 2022, o licenciamento total foi de 1.440.386, contra 1.653.7634 de abril de 2021. A produção interna caiu de 1.728;710 para 1.619.774 no mesmo período.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

O único crescimento foi o licenciamento de importados, que cresceu 30,57% em relação a abril do ano passado. O restante, foi queda constante. Os dados são mais assustadoras quando comparados com abril de 2015, início da crise brasileira. A produção caiu 31,63%; o licenciamento total caiu outros 45,35%.

A queda da produção foi expressiva, mesmo com um crescimento, ainda que modesto nas exportações, que voltaram aos níveis de 2020, com 316;604 veículos vendidos em 12 meses.

Todas as curvas de produção de automóveis apontam para baixo, desde a curva de quantidade até a variação em 3, 6 e 12 meses.

E as exportações, apesar da pequena melhoria, estão longe dos pivôs de 2018.

Do mesmo modo, o licenciamento de automóveis vem experimentando quedas até em relação a um ano atrás.

Nesse mercado sem ânimo, a liderança de janeiro a abril foi da Fiat, seguido da General Motor e da Hiunday.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

3 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Gabriel

    11 de maio de 2022 1:28 pm

    Vergonhoso é, em pleno 2022, Estados nacionais e governos locais continuarem a subsidiar uma indústria sem qualquer perspectiva de futuro e com data de validade como é o caso dos automóveis particulares movidos à combustível fóssil. Dentre todas as muitas péssimas notícias do governo Bolsonaro, ao menos a diminuição sustentada e constante do volume de automóveis fabricados e vendidos pelas multinacionais aqui no país é algo para a gente comemorar. Excelente notícia.

  2. José Carvalho

    11 de maio de 2022 2:21 pm

    Esse é apenas mais uma página dos resultados colhidos pelo País em função da postura diante das implicações que levariam ao seu crescimento. A multiplicação de oferta de crédito, permitiu facilidades durante um bom tempo. Mesmo com um panorama de juros como os praticados aqui. Em quê o Brasil alterou o contexto das relações econômicas que produzem o crescimento e o desenvolvimento de uma sociedade. O crescimento econômico não é uma ocorrência natural, ela é o resultado daquilo que foi feito para produzi-lo. Ainda que existam crises afetando esses e outros números, a dificuldade expressada por vários anos sem crescimento é do País. Daqui um pouco tudo vai passar, tudo voltará ao ” normal” brasileiro; não existe uma autocrítica que faça todos reagirem.

  3. Sergio Navas

    11 de maio de 2022 2:21 pm

    Talvez o setor automobilístico tenha aprendido com os outros setores cartelizados e favorecidos pelo câmbio, que o melhor negócio é vender menos e cada vez mais caro.

Recomendados para você

Recomendados