A queda das exportações de automóveis para a Argentina, por Luis Nassif

As exportações de veículos automotivos não conseguiram se recuperar das perdas a partir de 2017.

A crise argentina produziu um efeito imediato sobre o Brasil: a redução das exportações de veículos automotores em 24,4%. Na outra ponta, houve um aumento de 28,7% nas exportações de veículos argentinos para o Brasil.

A integração entre os mercados automobilísticos do Brasil e da Argentina mostra um amplo superávit da Argentina: US $ 8.191.902.278 de exportações da Argentina contra US $ 3.945.422.569 do Brasil.

No quesito fabricação de peças e acessórios para veículos automotores, o Brasil exportou US $ 2.575.654.347, contra US $651.928.933 de exportações da Argentina.

Nas análises dos principais produtos de exportação, percebe-se que a Argentina é um mercado mais relevante para o Brasil que o oposto. Entre os 20 maiores produtos da pauta de exportação brasileira, a Argentina foi a 1a compradora em 7 produtos, o 2o maior em 3, o 3o maior em 3, o 4o maior em 2 e o 5o maior em 3.

Já o Brasil é o maior comprador de 2 produtos da Argentina, 2o maior em 1 e 3o maior em 2.

Quando se analisam as principais exportações brasileiras, nota-se um nível menor de exportações do que em 2017, embora em alta em relação aos meses mais próximos. Já as exportações de veículos automotivos não conseguiram se recuperar das perdas a partir de 2017.

Já as importações da Argentina estão em expansão desde 2016. E as importações de automóveis cresceram a partir de 2021.

Comércio exterior com Chile

A balança comercial com o Chile traz surpresas maiores. De 2021 para 2022 houve aumento de 58,3% nas exportações para o Chile, com 98% de crescimento no petróleo bruto, 63,5% de veículos automotores e 271,3% para ferro e aço básicos.

Mesmo assim, as exportações para o Chile representam apenas 3,7% do total das exportações brasileiras

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