17 de junho de 2026

É hora do MCTI deslanchar, por Luís Nassif

Para um projeto de desenvolvimento inclusivo, os setores estratégicos são a agricultura, saúde, desenvolvimento sustentável e educação.
MCTI

Finalmente, foi entregue ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) o “Livro Violeta – Ciência, Tecnologia e Inovação para um Brasil justo, sustentável e desenvolvido”, que juntou insights, propostas e recomendações do mundo acadêmico e de pesquisa, apresentados na 5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação. O livro deverá fornecer as bases de uma estratégia para o setor.

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Os principais objetivos de uma política científico-tecnológica são:

  • Crescimento inclusivo: priorizar soluções baseadas na ciência para combater a desigualdade, a pobreza e a fome.
  • Desenvolvimento Sustentável: com foco na mitigação das mudanças climáticas, na transição energética e no uso sustentável dos recursos naturais.
  • Avanço tecnológico: promover a transformação digital, o desenvolvimento de IA e maior competitividade em setores estratégicos.

Um dos temas discutidos na CNCTI foi a neoindustrialização, a necessidade de uma nova política industrial que alavanque CT&I para aumentar a competitividade do Brasil na economia global. Isso inclui a definição dos setores-cheve, como biotecnologia, nanotecnologia e energia renovável.

Propõe também a promoção da inovação tanto em indústrias tradicionais quanto em setores emergentes. E a a colaboração entre universidades, instituições de pesquisa e o setor privado.

Para um projeto de desenvolvimento inclusivo, os setores estratégicos são a agricultura, saúde, desenvolvimento sustentável e educação.

Mas não se pode abrir mão da cooperação internacional, através de três prioridades:

  • Fortalecimento da parceria , com outros países – especialmente aqueles do Sul Global.
  • Promover a mobilidade de pesquisadores e o intercâmbio de conhecimento e experiência.
  • Participar de iniciativas globais e enfrentar desafios compartilhados.

Outro desafio é a Educação, Comunicação e Engajamento Público. Papel crítico será desempenhado pela educação científica e do alcance público na promoção de uma cidadania cientificamente alfabetizada e na promoção do suporte para CT&I. 

Isso abrange:

  • Melhorar a educação científica em todos os níveis, do ensino fundamental ao ensino superior. É só lembrar que a China introduziu a matéria de Inteligência Artificial em todo sistema educacional.
  • Promover a conscientização pública sobre ciência e tecnologia por meio de vários canais de mídia.
  • Envolver cidadãos na pesquisa científica por meio de iniciativas de ciência cidadã.
  • Ciência e Sociedade : Articulando a importância de um forte relacionamento entre ciência e sociedade e defendendo um maior envolvimento público na tomada de decisões científicas.

O próximo desafio será o MCTI transformar as recomendações em políticas públicas.

Leia também:

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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13 Comentários
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  1. Lênin and The Ulianovs

    31 de março de 2025 8:33 am

    Engraçado esse texto em um país com 40 milhões abaixo da linha da pobreza (menos de dez reais por dia) e, dentre estes, 4 milhões sem um banheiro em casa.

    Me lembra um desfile militar da Coreia do Norte.

    A melhor tecnologia não seria acabar com a desigualdade?

    “Ahhh, mas uma coisa não elide a outra”.

    Sim, talvez mas onde?

    Onde a distribuição de renda deu certo depois do enriquecimento das elites?

    Afinal, tecnologia para quem?

    1. GalileoGalilei

      1 de abril de 2025 11:06 am

      Reproduzindo parte do texto do artigo acima: …) Os principais objetivos de uma política científico-tecnológica são:

      Crescimento inclusivo: priorizar soluções baseadas na ciência para combater a desigualdade, a pobreza e a fome. (…)

      1. Lenin & the Ulianovs

        1 de abril de 2025 11:58 am

        Ah, sim e a terra continua plana, nos lados do lulopetismo também…

        Quando é que foi? Quais foram as entidades da sociedade organizada que estão auxiliando nesse planejamento?

        Quem estabeleceu as demandas?

        Qual critério???????????????

        1. GalileoGalilei

          1 de abril de 2025 2:31 pm

          Que tal deixar de ser arrogante e preguiçoso e procurar você mesmo? Fui fazer o dever de casa, que você não fez, e não foi difícil encontrar. https://concertacaoamazonia.com.br/evento/5a-conferencia-nacional-de-ciencia-tecnologia-e-inovacao/?gad_source=1&gclid=EAIaIQobChMI_qChwKy3jAMVNiVECB3ATie3EAAYASAAEgKHxfD_BwE Se houver dúvidas continue pesquisando. A Internet está à sua disposição para isso mesmo. Se quiser colaborar com sugestões muito bem, muito bom. Caso contrário não atrapalhe quem está preocupado em tirar este país do atraso no qual se encontra.

          1. Lênin and The Ulianovs

            2 de abril de 2025 6:40 am

            Arrogante eu?
            Sou eu que estou resumindo todo um processo histórico de luta política necessária para a distribuição de renda, e aí sim, desenvolvimento tecnológico correspondente a uma “conferência de concertação”, tipo workshop de iniciados?????

            É isso, vamos criar duas ou tres siglas (acrônimo), e vamos na base do voluntarismo?

            Triunfo da vontade?

            Heil ou Anauê?

            Uau, e eu que sou arrogante e preguiçoso?

            Rererere…

            Tá bom, vamos no seu MCTI ou no meu?

            Aí, cansa.

  2. Mário Mendonça

    1 de abril de 2025 7:34 am

    Brasil, mil teorias e zero práticas! Tem milhões morrendo de fome e sem saneamento básico, mas o que importa e mostrarem os projetos! Quantos maravilhosos estão nas gavetas? Enquanto isso nossos parlamentares do município a união recebem milhões e emendas, que os transformam em milionários! Pobre país rico.

    1. GalileoGalilei

      1 de abril de 2025 1:07 pm

      A China ainda tem milhões na pobreza. Mas reduziu drasticamente este número sem descuidar do seu desenvolvimento científico. E é isso que permite à China, hoje, a continuar elevando o nível de vida de sua população mais pobre.

      1. Mário Mendonça

        2 de abril de 2025 8:43 am

        Galileu, veja como é a educação na china, e depois voltaremos ao assunto!

        1. GalileoGalilei

          2 de abril de 2025 11:01 am

          O senhor deve possuir conhecimentos sobre a educação na China que talvez desconheçamos. Que tal compartilhar esses conhecimentos para enriquecer o debate?

  3. jose jorge campello pereira

    1 de abril de 2025 3:33 pm

    Trabalhei muitos anos no setor e vi que a maioria das iniciativas dá com os burro na água. Gasta-se dinheiro com muita conversa bonita, bem intencionada etc, mas sem disposição de vitória nessa luta para chegar ao mercado com soluções reais .Só ingênuos acreditam nessas diretrizes. Vão distribuir dinheiro a pesquisadores, empresas, fazer média com todo mundo, etc e pouco vai sair daí. Faltam critérios para separar o agente que quer de fato inovar e criar riqueza e e empregos, que tem projeto viável e tesão para fazer acontecer. Vão gastar m dinheirão e a montanha vai parir um rato.

  4. Luiz

    2 de abril de 2025 11:51 am

    Nenhum pais fez avançao em inovação sem atacar as três questões críticas que inibem o catching up: falha quanto à capacidade das firmas; falha quanto ao tamanho das empresas; e a proteção à propriedade intelectual.
    A falha quanto à capacidade das firmas refere-se à dificuldade de desenvolvimento das capacidades de inovação.

    Empresas de economias emergentes têm conhecimento limitado sobre como conduzir P&D (pesquisa e desenvolvimento) e lançar inovações. Esta falha decorre da falta de oportunidades para aprender e fomentar competências, e não simplesmente devido a uma falha de mercado que leva à falta de incentivos.

    2. A falha quanto ao tamanho da empresa diz respeito à dificuldade de geração de grandes empresas.

    As grandes empresas são necessárias para uma transição de renda média para renda alta, uma vez que tais empresas tendem a desfrutar ganhos de escala e promover externalidades, estando, portanto, em melhor posição para a realização de atividades de maior valor agregado como P&D e marketing.

    3. A forte proteção à propriedade intelectual é vista como uma barreira para o processo de catching up baseado em inovação. Depois de analisar uma série de estudos empíricos sobre o tópico, o livro conclui que a forte proteção à propriedade intelectual tem impacto negativo sobre as exportações e sobre o processo de aprendizado de economias emergentes.

    Economias emergentes devem “ser semelhantes, embora diferentes” das economias avançadas. Além de garantir um regime de propriedade intelectual pouco rígido de forma a promover imitações e inovações menores, as outras duas recomendações se destacam pela originalidade.

    Seem grandes emresas nacionais não tem solução. Multis não fazem inovaação fora do seu país sede.
    Por último a definição de missões como o avião nacional (EMBRAER), s conbustível renovavel (etanol de cana de acuçar para enfrentar a crise do petróleo e auguas profubdas da Petrobrás.

    Nnda disso esta na NIB. Com o NAF não tem poder de comra do Estado. Exemplo a Avibrás. Vão deixar morrer?

  5. MARINA RANGEL SANTOS

    9 de abril de 2025 7:16 am

    Chega a ser engraçado como existe gente que acha que basta “querer” e se faz uma completa e maravilhosa distribuição de renda…Por que então não falar em distribuição de riqueza de uma vez? Seria tão fácil fazê-lo, basta querer!!!! Afinal estão aí o Congresso todo, todo o Judiciário, a maior parte dos Executivos em todas as esferas, a Mídia local e Internacional, enfim, todos, todos que detêm poder, apenas a espera que o Governo Federal “acorde” e tenha a boa vontade de distribuir RENDA/RIQUEZA para todos. Mas que triste, o governo não entende isso….isnif

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