A Petrobras estima que poderá começar a produzir petróleo em águas ultraprofundas da Margem Equatorial dentro de aproximadamente sete anos. A projeção foi apresentada após a estatal anunciar, na sexta-feira (14), a identificação de hidrocarbonetos em um poço exploratório na bacia da Foz do Rio Amazonas, na costa do Amapá.
Os indícios foram identificados por meio de perfis elétricos e análises das rochas encontradas durante a perfuração. Apesar da descoberta, a Petrobras ainda precisa realizar estudos adicionais para determinar o potencial da área e avaliar se a exploração comercial será economicamente viável.
As operações de perfuração no local continuam justamente para aprofundar a avaliação das reservas. A definição de um eventual plano de produção dependerá dos resultados dessas pesquisas.
A Petrobras possui 100% de participação no bloco onde está localizado o poço.
Poço
O poço exploratório Morpho, situado no bloco FZA-M-59, está localizado a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá, em uma área com profundidade de aproximadamente 2.886 metros.
A Petrobras recebeu autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em outubro de 2025, para realizar atividades de pesquisa na Margem Equatorial, após prestar esclarecimentos solicitados pelo órgão ambiental.
A região se estende do litoral do Amapá ao Rio Grande do Norte e reúne cinco bacias sedimentares: Foz do Amazonas, Pará-Maranhão, Barreirinhas, Ceará e Potiguar.
Potencial
A Margem Equatorial é considerada uma das principais áreas de fronteira exploratória do país. A região apresenta características geológicas semelhantes às encontradas em áreas produtoras da Guiana e do Suriname, onde grandes reservas foram identificadas nos últimos anos.
Estimativas da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) apontam que o potencial total da região pode alcançar 30 bilhões de barris de óleo equivalente.
A confirmação de novas reservas é considerada estratégica para o Brasil, pois poderia ampliar a oferta nacional de petróleo e contribuir para a reposição das reservas durante o processo de transição energética.
No entanto, a eventual produção dependerá da confirmação do potencial dos reservatórios, da viabilidade econômica do projeto e do cumprimento das exigências ambientais para a exploração da área.
*Com informações da CNN.
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