16 de agosto de 2026

Petrobras prevê produção de petróleo na Margem Equatorial em até sete anos

Estatal encontrou indícios de hidrocarbonetos em poço na costa do Amapá, mas ainda realizará novos estudos para avaliar viabilidade da produção
Petrobras - Divulgação

A Petrobras estima que poderá começar a produzir petróleo em águas ultraprofundas da Margem Equatorial dentro de aproximadamente sete anos. A projeção foi apresentada após a estatal anunciar, na sexta-feira (14), a identificação de hidrocarbonetos em um poço exploratório na bacia da Foz do Rio Amazonas, na costa do Amapá.

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Os indícios foram identificados por meio de perfis elétricos e análises das rochas encontradas durante a perfuração. Apesar da descoberta, a Petrobras ainda precisa realizar estudos adicionais para determinar o potencial da área e avaliar se a exploração comercial será economicamente viável.

As operações de perfuração no local continuam justamente para aprofundar a avaliação das reservas. A definição de um eventual plano de produção dependerá dos resultados dessas pesquisas.

A Petrobras possui 100% de participação no bloco onde está localizado o poço.

Poço

O poço exploratório Morpho, situado no bloco FZA-M-59, está localizado a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá, em uma área com profundidade de aproximadamente 2.886 metros.

A Petrobras recebeu autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em outubro de 2025, para realizar atividades de pesquisa na Margem Equatorial, após prestar esclarecimentos solicitados pelo órgão ambiental.

A região se estende do litoral do Amapá ao Rio Grande do Norte e reúne cinco bacias sedimentares: Foz do Amazonas, Pará-Maranhão, Barreirinhas, Ceará e Potiguar.

Potencial

A Margem Equatorial é considerada uma das principais áreas de fronteira exploratória do país. A região apresenta características geológicas semelhantes às encontradas em áreas produtoras da Guiana e do Suriname, onde grandes reservas foram identificadas nos últimos anos.

Estimativas da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) apontam que o potencial total da região pode alcançar 30 bilhões de barris de óleo equivalente.

A confirmação de novas reservas é considerada estratégica para o Brasil, pois poderia ampliar a oferta nacional de petróleo e contribuir para a reposição das reservas durante o processo de transição energética.

No entanto, a eventual produção dependerá da confirmação do potencial dos reservatórios, da viabilidade econômica do projeto e do cumprimento das exigências ambientais para a exploração da área.

*Com informações da CNN.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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