Esta semana, os atos assinados pelos governos brasileiro e chinês podem ser o marco inicial da aguardada revolução industrial brasileira.
No último ano, o MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio) procedeu a um amplo levantamento das possibilidades brasileiras para a nova etapa da economia mundial, baseada na transição energética. Foi um passo essencial para o segundo tempo do jogo: um acordo abrangente com a China.
Durante a reunião do G20, houve uma decisão estratégica relevante: em vez da adesão à Rota da Seda, uma longa relação de memorandos buscando os pontos que realmente interessam ao país: transferência de tecnologia, parceria entre empresas brasileiras e chinesas.
Foram 39 atos assinados, envolvendo temas econômicos, culturais e esportivos.
Um dos mais relevantes, o memorando 2 versa sobre:
No parágrafo 2, a parte brasileira reconhece a relevância da Iniciativa Cinturão e Rota e está disposta a cooperar com o lado chinês (…).
Por sua vez, a parte chinesa reconhece a importância das iniciativas brasileiras no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento, do Plano Nova Indústria Brasil, do Plano de Transformação Ecológica e do Programa Rotas de Integração Sul-americana, e está disposta a cooperar com o lado brasileiro.
A partir daí, os dois lados identificarão projetos de interesse comum, “respeitando as necessidades e particularidades de cada parte”.
O ítem 7 do memorando define como intenção “maior interconexão na área de infraestrutura financeira a fim de ampliar o fluxo de investimentos entre os dois países”. A partir daí, definem os 5 eixos essenciais:
i) cooperação financeira;
ii) ampliação da infraestrutura, a partir de projetos indutores do desenvolvimento;
iii) desenvolvimento de cadeias produtivas, especialmente de alta tecnologia em setores como inteligência artificial, energia, saúde pública, digital, aviação civil e aeroespacial;
iv) transformação ecológica, com destaque para os setores de energia, veículos, descarbonização e resiliência ambiental; e
v) cooperação para transferência tecnológica e desenvolvimento de tecnologias estratégicas, promovendo a inovação.
A partir desses princípios, serão definidas duas Forças Tarefas pelas Partes, uma dedicada ao eixo “cooperação financeira” e outra aos eixos “infraestrutura, desenvolvimento de cadeias produtivas, transformação ecológica e tecnologia”. Sua missão será “identificar e detalhar projetos a serem desenvolvidos conjuntamente no âmbito da presente sinergia”.
A proposta inicial será apresentada dentro de 60 dias. Definidos os termos do acordo, ele vigorará por 10 anos.
Outro memorando versa sobre desenvolvimento conjunto de temas ligados à bioeconomia, abrangendo a biotecnologia, a biomedicina, a agricultura, a biomanufatura, a bioenergia e a integração da bioeconomia e da economia digital.
O memorando 5 assegura ao BNDES um empréstimo equivalente a 5 bilhões de Renminbi, o equivalente a 4,8 bilhões de reais.
O memorando 13 define uma parceria entre o Ministério de Ciência e Tecnologia e Inovação do Brasil e o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China para cooperação na indústria fotovoltáica. E o 14 define cooperação estratégica em aplicações de energia nuclear.
Há um capítulo relevante referente à cooperação para trocas de experiência de internacionalização das pequenas e micro empresas. “As Partes cooperarão para aumentar a participação das MPMEs na economia digital e para facilitar o acesso das MPE da outra Parte às suas plataformas nacionais de comércio eletrônico”.
A abrangência do acordo pode fornecer ao governo brasileiro, finalmente, o plano de metas em torno do qual se alinharam os principais ministérios e os principais setores da economia e dos movimentos sociais.
Cidadão sem cidadania
21 de novembro de 2024 10:37 amSó assinaram um papel e nada mais, o PT está 20 anos no poder e nada fez, Lula nao quis e nao vai mais reendustrisluzar o país poderia ter ao mesmos tentado com o plano da aepet atraves do pré sal, nao fez e nem atendeu os engenheiros da aepet, o próprio vice Felipe Coutinho fala isso na entrevista com o nassif, Lula nao ganha mais, fica claro quê è tudo papel.
Emanuel Augusto
21 de novembro de 2024 7:31 pmQuem governou nos últimos quase oito anos? Se não me engano o Bozo e o Usurpador, fizeram o que? Doaram o que puderam e roubaram o que quiseram.
Cidadão sem cidadania
24 de novembro de 2024 1:08 amNinguém usurpou nada Dilma mudou a lei para lava jato funcionar o próprio Renan Calheiros líder do governo Dilma fala isso em entrevista ao nassif, montou as leis, deixou tudo ser destruído, mectron, estaleiros, empreenteiras, sub nuclear e etc, nao mexeu uma mão para salvar nada, começou a venda do pré sal ( foi uma doação,) hoje Lula continua vender o pré sal, nao vai e nem quer reendustrializar o país, Lula mostrou quê ‘e mais um. Ponto final você pôde se iludir, nao paga nada. Más ja ta feio.
Antonio Edson Belther
21 de novembro de 2024 8:07 pmNão é o que penso, é um plano de metas e está firmado com a China e China não é EUA, com este plano o Brasil está buscando a sua independência em setores importantes e também a sua soberania. Pena que o complexo de Gabriela ainda persiste em mentes colonizadas.
ADNAN EL KADRI
23 de novembro de 2024 10:12 amBelther Vc. e o Nassif tem toda razão! É um acordo histórico e de LONGO PRAZO! Tudo que o Brasl precisa para estruturar o seu desenvolvimento; O Brasil precisa de continuidade e um projeto nacional factível; Repito será um acordo de cooperação histórico!
Paulo
21 de novembro de 2024 12:37 pmFinalmente, teremos um Plano de metas para o país como um todo e não apenas para uma elite privilegiada.
Vladimir
21 de novembro de 2024 2:05 pmQuanto mais perto de um desenvolvimento contínuo estiver o país mais desesperados ficarão os falcões do norte norte e mais atentos precisamos ficar nós
Edivaldo Dias de Oliveira
21 de novembro de 2024 5:12 pmConsiderando que se trata de um compromisso de estados e não de governos.
Considerando que os governos do nosso estados são mais instáveis que o chinês.
Seria de grande interesse para o nosso estado que esses compromissos tivessem uma clausula rescisória, que panalizasse duramente o estado, caso o governo de plantão, se recuse a cumprir os tratados assinados.
Douglas da Mata
21 de novembro de 2024 6:27 pmNassif, seu otimismo é comovente.
A China não se relaciona com nenhum país de forma cooperativa.
Não há espaço para isso na disputa pela hegemonía mundial.
Não há capitalismo de compadrio.
Trocar de dono não muda a nossa condição canina.
Cidadão sem cidadania
24 de novembro de 2024 1:19 amEssa rapaziada ta perdida, a China nao vai ajudar em nada com certeza, China só quer os minérios e o pré sal quê está comprando baratinho, a feira começou com Dilma vendendo baratinho depois montou as leis para lava jato funcionar, Renan Calheiros relata isso pro nassif em entrevista, daí a lava jato destrói tudo e Dilma só fica olhando tudo ser destruido e Lula continua a vender o pré sal e os minérios baratinhos, hoje depois de quase 20 anos de PT no poder só os inocentes acreditam que Lula vai reendustrializar o Brasil
Padawan
21 de novembro de 2024 9:59 pmProvavelmente trata-se de uma brincadeira sobre Inteligência Artificial, mas robôs chineses estão pensando em seus próprios interesses.
https://noticias.r7.com/hora7/robo-chines-promove-fuga-em-massa-apos-convencer-outros-a-largarem-empregos-21112024/
Cidadão sem cidadania
28 de novembro de 2024 2:59 amHoje, Lula vendeu a maior reserva de urânio no Amazonas para a China, claro vão falar Lula guereiro, Lula estadista, Lula vai reendustrializar o Brasil, ta certo, imagina comprar algo tão grandioso por um trocado, tem 15 tipos de terras raras e 100 tipos de minérios, o negócio foi tão terrível, que os senhores podem ver o discurso do senador Plínio do PSDB, até o PSDB achou estranho , até quando ainda nassif vai acreditar no Lula?
A esperança de um Brasil forte, até aqui nao existe, nem em pensamentos mais, que humilhação.