4 de junho de 2026

Roberto Campos Neto e o terrorismo monetário

É papel do Banco Central administrar as expectativas de mercado, mas o que o presidente da instituição faz é o oposto
Crédito: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

É papel do Banco Central administrar as expectativas do mercado. Administrar expectativas significa atuar para acalmar mercados, reduzir volatilidades, trazer a calma. O que o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, faz é o oposto. Diariamente ele procura minimizar as boas notícias, manter o mercado em permanente estados de nervos em relação a dragões de uma inflação que ninguém vê.

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Pode ser ignorância. Campos Neto nunca foi reconhecido pelo brilho intelectual. Mais provável é que faça parte da ofensiva bolsonarista para desestabilizar o governo Lula ou, no mínimo, diminuir a possibilidade de vitória em 2026.

Não é normal e o próprio mercado está se dando conta desse terrorismo. Até o jornal Valor Econômico, em geral mais sóbrio, embarcou nessa neurose criada por Campos Neto e deu uma manchete terrorista, atribuindo mudanças do mercado a falas de Gabriel Galípolo – provável sucessor de Campos Neto – em um momento em que as curvas de juros do Brasil espelhavam fielmente as dos Estados Unidos.

Campos Neto vai se desmoralizar por si só. Já há setores bolsonaristas do mercado entendendo que esse terrorismo prejudica a todos. Mas ainda vai fazer muito estrago.

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Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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6 Comentários
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  1. hermes

    27 de abril de 2024 8:38 pm

    Mala bolsominion funcionário dos rentistas, todo mundo sabe, vai tarde.

  2. Paulo Dantas

    28 de abril de 2024 9:33 am

    Em dezembro acaba a coceira, Lula pode nomear Mercadante ou Mantega.

    O mercado vai reagir mal a qualquer nome de Lula mesmo então tanto faz Chico Bento ou um phd da USP.

    Em janeiro de 25 o governo vai precisar “nomear outro “culpado” também …

    🙂

  3. Fábio de Oliveira Ribeiro

    28 de abril de 2024 12:05 pm

    A pseudoesquerda neoliberal ataca o presidente do BC para ficar bem nan fita com os pobres e o mantém no cargo para agradar e enriquecer os ricos. Assim como Campos Neto usa o cargo para excluir os pobres do orçamento e dos benefícios do crescimento econômico, Lula e Haddad usam eles para justificar a paralisia governamental. Esmagados pela perpetuação do neoliberalismo, os profissionais liberais urbanos só tem duas opções: endividamento e radicalização contra o governo Lula. O PT vai pagar a fatura de suas escolhas em breve. E eu não vou defender o partido que traiu os trabalhadores e preferiu agradar os especuladores.

  4. ed.

    28 de abril de 2024 6:56 pm

    “We the people” estamos sujeitos a representantes da banca financeira em ações que devem ser de Estado e respectivos governos eleitos, cujas estratégias são autorizadas pelas urnas. Ao invés disso, criam uma independência que por si só vira um tabu finaceiro e miRdiático.
    Ai do “retrogrado” que for contra!
    O apavorante é que o mesmo acontece em diversos outros setores onde bancadas parlamentares e os donos de míRdia também têm interesses diretos, como no agronegócio.
    Ou seja banqueiros e fazendeiros acumulando fortunas com a esmagador apoio da sua ässessoria de imprensa e relações públicas.
    E assim, “we the people” top, top, top!

  5. Francis Elpi de Oliveira Nascimento

    29 de abril de 2024 7:39 pm

    Se os juros não caírem o capital não será usado para a produção e sim para a especulação que só atende aos interesses dos ricos e prejudicam a população. Esse terrorismo em relação a inflação não se justifica e prejudica a todos. Já a intenção de prejudicar o governo é óbvia.

  6. Eduardo P. Dias

    30 de maio de 2024 3:24 pm

    O engraçado é que um criminoso do atacado como esse, não vai preso. Nem ninguém propõe a pena.de morte pra ele. Me pergunto quantos morrerão nos hospitais públicos por conta de uma picaretagem dessa.

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