Por Maria Rodrigues


Ontem assisti parte da sessão plenária da Câmara quando estava sendo votada uma lei em favor dos gatos e cachorros. Vi que a maioria votou sim, mas não sei se todos. E a lei foi aprovada.
Eduardo Cunha está tirando das gavetas qualquer projeto para votação, inclusive uma bestialidade dessa, pensando em agradar a população, e aparecer e aparecer. Acho que porque ele sabe o quanto esses animais são queridos. E quem votou a favor foi na mesma linha, como se contrariando estivesse agindo contra a população, ou coisa que o valha, mesmo sabendo, pelo menos alguns mais entendidos, que essa é uma lei imbecil.
Primeiramente nós, que amamos gatos e cachorros, não somos alheios aos outros animais, como cavalos, jegues, pássaros – araras, papagaios, tucanos, entre outros, sempre aparecendo na mídia debaixo de sofrimentos pela prática ciminosa dos humanos. Depois, muitos casos de violência contra animais têm sido motivo de processos, independentes dessa lei. Por fim, se um indivíduo mata um ou dez por atropelamento, e por dirigir embriagado, é considerado criminoso culposo, com direito a fiança mínima, e nunca é preso, como alguém vai acreditar que alguém que feriu um gato pode ser preso por um tempo entre 1 a 3 anos?
Ou a Câmara está constituído somente de parlamentares asnos, ou esses parlamentares estão sofrendo daquele mal que os pastores conseguem fazer aos fiéis das pentencostais, ou, seria ainda pior: estão todos sendo pagos para votarem todos os dias qualquer coisa, inclusive uma lei favorável aos gatos e cachorros.
Quantos projetos importantes devem estar à espera de votação na Câmara, incluindo o dos pobres animais, claro, mas que tenha conteúdo abrangente com repercussão abrangente também, e não uma idiotice desse tamanho.
Flaviano
1 de maio de 2015 12:03 pmSe você for auma manifesção
Se você for auma manifesção em Curitiba, leve um gato.
Em tempo, nunca vi um tucano aparecendo na mídia debaixo de sofrimento pela prática criminosa.
Jose Mayo
1 de maio de 2015 12:46 pmQue bom seria se ficassem legislando sobre gatos e cachorros…
… A invés de legislar para atrapalhar, ou roubar direitos de quem está trabalhando.
José C Lima
1 de maio de 2015 12:47 pmcomo alguém vai acreditar
como alguém vai acreditar que alguém que feriu um gato pode ser preso por um tempo entre 1 a 3 anos?
Se o gatofóbico for petista tá no sal…
Carlos Lenz
1 de maio de 2015 1:10 pmJá está avisado, se um
Já está avisado, se um procurador acertar qualquer “gatuno” do congresso, será preso.
Cunha
1 de maio de 2015 1:25 pmAsnos votando e outros
Asnos votando e outros quadrúpedes achando lindo
Cunha
1 de maio de 2015 1:28 pmSe fosse aprovada uma lei que
Se fosse aprovada uma lei que proibisse a eleição de jumentos, estaríamos livres de quantos parlamentares?
Ugo
1 de maio de 2015 1:59 pmlei preventiva do cu-nha
É uma lei “ad personam”, ele bem sabe que depois do apagar dos holofotes está será a única lei a protege-lo.
janes salete
1 de maio de 2015 6:11 pmJosé Mayo: to contigo!
José Mayo: to contigo!
leonidas
1 de maio de 2015 6:37 pmUé trata-se de uma lei feita
Ué trata-se de uma lei feita no molde que a esquerda tanto ama,rs
ou seja pega-se uma causa justa que qualquer pessoa é a favor em um primeiro momento e em nome dela se impoe uma lei absurda.
A esquerda não gosta é da pessoa que a avaliza, mas AMA o expediente e ADORA usar e abusar desse recurso canalha para aprovar leis …rs
Luiz Eduardo Brandão
1 de maio de 2015 8:44 pmA prisão, sempre a prisão. Chega de prisão!
Sempre apontam para a mesma solução: cadeia! cadeia! cadeia! Que coisa mais retrógrada! A prisão devia ser a derradeira alternativa de punição, em casos excepcionais e não a primeira, a regra geral, a ansiada como se fora um elixir milagroso, uma maravilha curativa para todas as chagas sociais. A única eficaz. É corrupto? Cana. Bate no gato? Cana. Assalta o velhinho (sou um deles)? Cana. E assim por diante, no caso de todas as violências ou atos mais banais (bater uma carteira, transportar uma pouca de maconha …) contra pessoas, animais, instituições, etc. etc. etc.
Prisão é uma pena desastrosa — só não enxerga a prova disso quem não quer ver –, traz consigo, em nosso desditado país, o mau cheiro de vingança, que nada tem a ver com justiça. É uma proposta bárbara, a negação de uma medida civilizatória para os problemas sociais: corrupção, criminalidade etc. etc. etc. Fiquei longos dias esperando que a nossa presidenta, aproveitando o debate sobre a maioridade penal, ou até a indignação seletiva da Lava Jato, fosse se manifestar nesse sentido ante a sede prisional que, mais uma vez, se abate sobre o país. Ingenuidade minha: a presidente (sem a: afinal ela é neutra), muito pelo contrário, parece engrossar o coro dos histéricos babosos de ódios ancestrais a berrar vingança, vingança, vingança.
Peraí, dirá alguém, ela não berrou! Formalmente, superficialmente é a pura verdade. Mas poderia ter aproveitado a deixa para tomar enfim posição diante de um tema que, no fundo, decorre do embate permanente entre civilização e barbárie. E silenciar ante tamanha gritaria é berrar com a manada, mesmo que em silêncio. Nem lhe passa pela cabeça, da presidente ou de seu ministro da Justiça, posicionar-se ante a grita geral, e clamar por penas alternativas. Nem é capaz de ligar, pelo menos em público, uma coisa a outra. Afinal, que fez no sentido de lutar efetivamente para modificar esse sistema reacionário de botar uma parte considerável da população em cana, como se isso resolvesse algum problema? Alguma vez desfraldou para valer a bandeira de um sistema alternativo de penas, mas para valer mesmo, não em discursos sem consequência prática?
Chega de prisão! Penas alternativas já!
Bateu no gato? Que o agressor vá cuidar dos gatos de rua, junto com muitas Ongs que se dedicam lindamente a isso.