Cunha reafirma que não mentiu na CPI e vai provar no Conselho de Ética

Jornal GGN – O deputado federal e presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB) voltou a afirmar que não mentiu à CPI da Petrobras sobre a existência de fundos na Suíça em seu benefício e disse ainda que irá provar isso na defesa que apresentará ao Conselho de Ética, onde poderá enfrentar um processo de cassação em função de quebra de decoro parlamentar (mentir a deputados é considerado motivo para perda de mandato).

De acordo com informações da Folha desta terça (10), o relator do processo de Cunha no Conselho de Ética, Fauto Pinato (PRB), deve antecipar o relatório inicial, indicando a continuidade da análise do pedido de cassação do presidente da Câmara, previsto para ser concluído no dia 19.

Cunha tem sido pressionado a deixar o cargo desde que a Procuradoria Geral da República confirmou existência de quatro contas na Suíça que beneficiam o deputado e sua família. Elas foram ligadas ao esquema de corrupção na Petrobras por um réu delator da Lava Jato. Cunha nega irregularidades, mas tem perdido apoio até mesmo entre a oposição ao governo Dilma.

Segundo a Agência Câmara, o deputado Bruno Araújo (PSDB) pediu ontem que Cunha deixe a presidência da Casa para trabalhar em sua defesa própria. O partido está interessado na tramitação do impeachment de Dilma, e Cunha tem segurado a análise dos requerimentos que já foram protocolados na Câmara.

 

Da Agência Câmara

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, reafirmou no final da tarde desta segunda-feira (9) sua convicção de que vai provar no Conselho de Ética da Casa que não mentiu à CPI da Petrobras.

Na última sexta-feira (6), em entrevista ao site G1 e à TV Globo, Cunha reafirmou que não tem contas bancárias, nem é proprietário, acionista ou cotista de empresas no exterior. Ele admitiu, entretanto, ter usufruído de ativos mantidos na Suíça e não declarados à Receita Federal e ao Banco Central, por se tratarem de recursos obtidos no exterior e mantidos em contas das quais não é mais o titular.

“Eu tenho a mais absoluta convicção de que o que falei na CPI vai ser comprovado no Conselho de Ética. Eu não estou preocupado com isso. Eu falei a verdade e vou me ater a defender a representação”, afirmou.

Mais cedo, em entrevista no Salão Verde, o líder da Minoria, deputado Bruno Araújo (PSDB-PE), defendeu a saída de Eduardo Cunha da presidência da Casa para não afetar os trabalhos do Conselho de Ética. “A posição do PSDB e a posição dos partidos de oposição é do afastamento do presidente Eduardo Cunha, porque seria bem melhor para a instituição e para o próprio presidente ter o devido tempo para sua defesa”, disse.

Eduardo Cunha, por sua vez, afirmou não ver problemas em permanecer na presidência da Câmara: “Eu não vejo nada que possa ser afetado com minha permanência, porque são trabalhos independentes, cada um faz o seu trabalho na Casa”.

Votações

Em relação à pauta de votações, o presidente da Câmara disse que nesta terça-feira (10) será iniciada a votação da MP 688/15, que repassa o risco hidrológico dos geradores de energia elétrica para os consumidores, por meio das bandeiras tarifárias.

Ainda estão na pauta a proposta (PL 2960/15) que trata da regularização de recursos depositados no exterior, o projeto (PL 2016/15) que define o crime de terrorismo, com pena de 30 anos, além do projeto (PL 3123/15) que define os itens do contracheque que contam para o teto do funcionalismo público.

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