Governistas e PSDB alçam candidaturas para Presidência do Congresso

Logo após a decisão do Supremo, partidos já se articularam para lançar candidatos ao comando da Câmara e do Senado

Jair Bolsonaro e o deputado Marcos Pereira durante culto religioso na Câmara - Foto: ABr

Jornal GGN – Após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de impedir a reeleição de Rodrigo Maia (DEM) e Davi Alcolumbre (DEM) à Presidência da Câmara e do Senado, os partidos deram início à articulação para lançarem seus candidatos ao comando das Casas Legislativas.

Do lado governista, o Republicanos já aposta no deputado federal Marcos Pereira para representar Jair Bolsonaro na Câmara. E o PSDB também já movimenta Tasso Jereissati para o comando do Senado.

Se, por um lado, o impedimento de Alcolumbre representou uma derrota para o governo Bolsonaro, por outro, Maia era vista como ameaça pelo mandatário, por frear diversas medidas de interesse do Planalto e, também, agir na contramão de propostas relacionadas ao combate ao coronavírus.

Não à toa, o deputado escolhido pelo Republicanos comemorou a decisão do Supremo: “O STF agiu com responsabilidade ao recusar a tese casuística de reeleição no Parlamento”, escreveu, em suas redes sociais.

“O § 4º do art. 57 da CF [Constituição Federal] é absolutamente claro no seu teor, não cabendo interpretação diferente. Mudanças na CF devem ser promovidas dentro do Congresso Nacional, o locus adequado para isso”, continuou Pereira, momentos antes de confirmar que será candidato à Câmara.

Outro partido da base governista que está se mobilizando para lançar candidatura na Câmara é o PP, com Arthur Lira.

Já no Senado, até o momento, foi anunciada as intenções do PSDB com o nome de Tasso Jereissati. Em entrevista concedida ao Antagonista, o senador tucano Izalci Lucas confirmou Tasso na disputa.

“Definido o impedimento de reeleição no Senado, o PSDB vai insistir na candidatura de Tasso Jereissati. Com sua experiência, com boa relação com os colegas senadores e senadoras, não tenho dúvidas de que ele conduzirá o Senado de forma independente e harmoniosa”, afirmou.

 

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