Covid-19 – Balanço de momento: 228 milhões de casos, 4,7 milhões de mortes e 206 milhões de altas, por Felipe Costa

Olhando para as estatísticas (casos e mortes) mais recentes, certas coisas soam diferentes, mas outras seguem mais ou menos inalteradas.

Covid-19 – Balanço de momento: 228 milhões de casos, 4,7 milhões de mortes e 206 milhões de altas

Por Felipe A. P. L. Costa [*].

Levando em conta as estatísticas obtidas no fim da noite de ontem (19/9) [1], eis um balanço da situação mundial.

(A) Em números absolutos, os 20 países [2] mais afetados estão a concentrar 77% dos casos (de um total de 228.460.948) e 80% das mortes (de um total de 4.690.771) [3].

(B) Entre esses 20 países, a taxa de letalidade caiu de 2,2% para 2,1%. A taxa brasileira segue em 2,8%. (Os outros três países da América do Sul que estão no topo da lista têm as seguintes taxas: Argentina, 2,2%; Colômbia, 2,5%; e Peru, 9,2%.)

(C) Nesses 20 países, receberam alta 157 milhões de indivíduos, o que corresponde a 90% dos casos. Em escala global, 206 milhões de indivíduos já receberam alta [4].

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NOTAS.

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[1] Vale notar que certos países atualizam suas estatísticas uma única vez ao longo do dia; outros atualizam duas vezes ou mais; e há uns poucos que estão a fazê-lo de modo mais ou menos errático. Acompanho as estatísticas mundiais em dois painéis, Mapping 2019-nCov (Johns Hopkins University, EUA) e Worldometer: Coronavirus (Dadax, EUA).

[2] Os 20 primeiros países da lista podem ser arranjados em seis grupos: (a) Entre 42 e 44 milhões de casos – Estados Unidos; (b) Entre 32 e 34 milhões – Índia; (c) Entre 20 e 22 milhões – Brasil; (d) Entre 6 e 8 milhões – Reino Unido, Rússia, França e Turquia; (e) Entre 4 e 6 milhões – Irã, Argentina, Colômbia, Espanha, Itália, Indonésia e Alemanha; e (f) Entre 2 e 4 milhões – México, Polônia, África do Sul, Ucrânia, Filipinas e Peru.

Olhando para as estatísticas (casos e mortes) mais recentes, certas coisas soam diferentes, mas outras seguem mais ou menos inalteradas. Por exemplo, (i) em números absolutos, os EUA seguem sendo o país com o maior número de novos casos (4,3 milhões nas últimas quatro semanas); (ii) a lista dos cinco primeiros tem ainda os seguintes países: Índia (1,02 milhão de casos), Reino Unido (944 mil), Irã (768 mil) e Brasil (674 mil); (iii) a lista dos países com mais mortes nas últimas quatro semanas segue sendo encabeçada pelos EUA (44,8 mil); em seguida aparecem Rússia (21,6 mil), México (17,6 mil), Brasil (16,3 mil) e Irã (15,4 mil); e (iv) as escaladas das estatísticas em países do sudeste asiático parecem ter arrefecido.

[3] Para detalhes e discussões a respeito do comportamento da pandemia desde março de 2020, tanto em escala mundial como nacional, ver qualquer um dos três primeiros volumes da coletânea A pandemia e a lenta agonia de um país desgovernado, vols. 1-5 (aqui, aqui, aqui, aqui e aqui).

[4] Como comentei em ocasiões anteriores, fui levado a promover a seguinte mudança metodológica: as estatísticas de casos e mortes continuam a seguir o painel Mapping 2019-nCov, enquanto as de altas estão agora a seguir o painel Worldometer: Coronavirus.

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