Covid-19 – Cinco países estão a concentrar 63% das mortes, por Felipe Costa

Entre os cinco primeiros da lista, estão Japão (2,27 milhões), os EUA (1,32 milhão), a Coreia do Sul (724 mil), Taiwan (614) e o Brasil (390)

Covid-19 – Cinco países (EUA, Japão, Alemanha, Brasil e Itália) estão a concentrar 63% das mortes.

Por Felipe A. P. L. Costa [*].

RESUMO. – Este artigo atualiza as estatísticas (mundiais e nacionais) a respeito da pandemia divulgadas em artigo anterior (aqui). Em escala planetária, já foram registrados 672 milhões de casos e 6,84 milhões de mortes; em escala nacional, 36,87 milhões de casos e 697,4 mil mortes. Máscaras e vacinas seguem sendo as nossas principais armas para frear a pandemia e puxar de vez as estatísticas para baixo.

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1. ESTATÍSTICAS MUNDIAIS: ALGUMAS CONSIDERAÇÕES.

Levando em conta as estatísticas obtidas na manhã de hoje (6/2) [1], eis um resumo da situação mundial.

(A) – Em números absolutos, os 20 países mais afetados [2] estão a concentrar 74% dos casos (de um total de 671.747.987) e 68% das mortes (de um total de 6.844.898) [3].

(B) – Nesses 20 países, 481 milhões de indivíduos receberam alta, o que corresponde a 96% dos casos. Em escala global, 649 milhões de indivíduos já receberam alta.

(C) – Olhando apenas para as estatísticas das últimas quatro semanas, eis um resumo da situação: (a) Em números absolutos, a lista segue a ser liderada pelo Japão, agora com 2,27 milhões de novos casos; (b) Entre os cinco primeiros da lista, estão ainda os Estados Unidos (1,32 milhão), a Coreia do Sul (724 mil), Taiwan (614) e o Brasil (390); e (c) A lista dos países com mais mortes segue a ser liderada pelos Estados Unidos (15,63 mil); em seguida aparecem Japão (9,66 mil), Alemanha (3,44), Brasil (2,59) e Itália (1,86). Sem esquecer que houve um recrudescimento na China e que as estatísticas de lá deram um salto: nas últimas quatro semanas, foram anotadas mais 83.224 mortes. Deixando os números da China de lado, cinco países (EUA, Japão, Alemanha, Brasil e Itália) estão a concentrar hoje 63% das mortes em todo o mundo.

2. ESTATÍSTICAS BRASILEIRAS: SEMANA 30/1-5/2.

Ontem (5/2), de acordo com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde, foram registrados em todo o país mais 727 casos e 1 morte. Teríamos chegado assim a um total de 36.868.946 casos e 697.361 mortes.

Na semana encerrada ontem (30/1-5/2), foram registrados 74.685 casos e 602 mortes. Em relação aos números da semana anterior, a primeira estatística caiu e a segunda subiu (23-29/1: 76.208 casos e 502 mortes).

3. CODA.

A pandemia não acabou. As estatísticas – tanto aqui como em vários outros países – ainda são vergonhosas.

Máscaras e vacinas seguem sendo as melhores armas que nós temos para impedir novas escaladas e puxar de vez as estatísticas para baixo. Em qualquer lugar do mundo. (Lembrando que a vacina combate a doença, mas não impede o contágio. O que pode impedir o contágio é o uso correto de máscara facial.)

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NOTAS.

[*] Há uma campanha de comercialização envolvendo os livros do autor – ver o artigo Ciência e poesia em quatro volumes. Para mais informações ou para adquirir (por via postal) os quatro volumes (ou algum volume específico), faça contato pelo endereço [email protected]. Para conhecer outros artigos e livros, ver aqui.

[1] Como comentei em ocasiões anteriores, as estatísticas de casos e de mortes estão a seguir o painel Mapping 2019-nCov (Johns Hopkins University, EUA), enquanto as de altas estão a seguir o painel Worldometer: Coronavirus (Dadax, EUA).

[2] Os 20 primeiros países da lista podem ser arranjados em 11 grupos: (a) Entre 100 e 110 milhões de casos – Estados Unidos; (b) Entre 40 e 45 milhões – Índia; (c) Entre 35 e 40 milhões – França, Alemanha e Brasil; (d) Entre 30 e 35 milhões – Japão e Coreia do Sul; (e) Entre 25 e 30 milhões – Itália; (f) Entre 20 e 25 milhões – Reino Unido e Rússia; (g) Entre 15 e 20 milhões – Turquia (estatísticas congeladas); (h) Entre 12 e 15 milhões – Espanha; (i) Entre 10 e 12 milhões – Vietnã, Austrália e Argentina; (j) Entre 8 e 10 milhões – Taiwan e Países Baixos; e (k) Entre 6 e 8 milhões – Irã, México e Indonésia.

[3] Nessas estatísticas (casos e mortes) estão computados os números da China. Para detalhes e discussões a respeito do comportamento da pandemia desde março de 2020, tanto em escala mundial como nacional, ver os volumes da coletânea A pandemia e a lenta agonia de um país desgovernado, vols. 1-5 (aqui, aqui, aqui, aqui e aqui). Sobre o cálculo das taxas de crescimento, ver qualquer um dos três primeiros volumes.

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Redação

1 Comentário

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  1. “Há uma campanha de comercialização envolvendo os livros do autor” ou o autor pretende comercializar os tais livros que ele escreveu e publicou em troca de dinheiro? E de muito mau gosto e estilisticamente pobre usar essa voz passiva combinada com esse verbo “envolver” no gerundio, com o intuito de (supostamente) esconder que o tal “autor” deseja vender o tal “livro” para lucrar. Eu nao comprarei e recomendo fortemente que os demais leitores nao o facam… alguém que se vale de subterfugios tao infantilizados e banais sequer mereceria ter um livro publicado ou participar de qualquer debate publico. Eh uma atitude intelectualmente desonesta e ridicula.

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