Covid-19 – Após um início de ano algo errático, as taxas (casos e mortes) tornaram a cair, por Felipe Costa

A pandemia não acabou. As estatísticas – tanto aqui como em vários outros países – ainda são vergonhosas.

Covid-19 – Após um início de ano algo errático, as taxas (casos e mortes) tornaram a cair simultaneamente.

Por Felipe A. P. L. Costa [*].

RESUMO. – Este artigo atualiza as estatísticas (mundiais e nacionais) a respeito da pandemia divulgadas em artigo anterior (aqui). Em escala planetária, já foram registrados 670 milhões de casos e 6,82 milhões de mortes; em escala nacional, 36,79 milhões de casos e 696,8 mil mortes. No caso específico do Brasil, o artigo também atualiza os valores das taxas de crescimento. Entre 23 e 29/12, as taxas ficaram em 0,0296% (casos) e 0,0103% (mortes). Ambas caíram em relação aos valores da semana anterior. Máscaras e vacinas seguem sendo as nossas principais armas para frear a pandemia e puxar de vez as estatísticas para baixo.

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1. ESTATÍSTICAS MUNDIAIS: ALGUMAS CONSIDERAÇÕES.

Levando em conta as estatísticas obtidas na manhã de hoje (30/1) [1], eis um resumo da situação mundial.

(A) – Em números absolutos, os 20 países mais afetados [2] estão a concentrar 74% dos casos (de um total de 670.400.456) e 68% das mortes (de um total de 6.824.235) [3].

(B) – Nesses 20 países, 480 milhões de indivíduos receberam alta, o que corresponde a 96% dos casos. Em escala global, 647 milhões de indivíduos já receberam alta.

(C) – Olhando apenas para as estatísticas das últimas quatro semanas, eis um resumo da situação: (a) Em números absolutos, a lista segue a ser liderada pelo Japão, agora com 3,16 milhões de novos casos; (b) Entre os cinco primeiros da lista, estão ainda os Estados Unidos (1,50 milhão), a Coreia do Sul (1,02), Taiwan (611 mil) e o Brasil (463); e (c) A lista dos países com mais mortes segue a ser liderada pelos Estados Unidos (14,6 mil); em seguida aparecem Japão (10,13 mil), Alemanha (3,98), Brasil (2,91) e Itália (2,19). Sem esquecer que houve um recrudescimento na China e que as estatísticas de lá deram um salto: nas últimas quatro semanas, foram anotadas mais 74.112 mortes.

2. ESTATÍSTICAS BRASILEIRAS: SEMANA 23-29/1.

Ontem (29/1), de acordo com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde, foram registrados em todo o país mais 483 casos e 2 mortes. Teríamos chegado assim a um total de 36.794.261 casos e 696.759 mortes.

Na semana encerrada ontem (23-29/1), foram registrados 76.208 casos e 502 mortes. As duas estatísticas caíram em relação aos números da semana anterior (16-22/1: 89.954 casos e 914 mortes).

3. O RITMO DA PANDEMIA EM TERRAS BRASILEIRAS.

Para monitorar de perto o ritmo e o rumo da pandemia, sigo a usar como guias as taxas de crescimento no número de casos e de mortes. Ambas estão a recuar. Eis os resultados mais recentes.

A taxa de crescimento no número de casos caiu de 0,0350% (16-22/1) para 0,0296% (23-29/1) (ver a figura que acompanha este artigo) [4].

A taxa de crescimento no número de mortes, por sua vez, caiu de 0,0188% (16-22/1) para 0,0103% (23-29/12).

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FIGURA. A figura que acompanha este artigo ilustra o comportamento das médias semanais das taxas de crescimento no número de casos (pontos em azul escuro) e no número de óbitos (pontos em vermelho escuro) em todo o país (valores expressos em porcentagem), entre 19/6/2022 e 29/1/2023. (Para resultados anteriores, ver aqui.)

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4. CODA.

A pandemia não acabou. As estatísticas – tanto aqui como em vários outros países – ainda são vergonhosas.

Em âmbito nacional, porém, a boa notícia é que, após um início de ano algo errático, as taxas (casos e mortes) tornaram a cair simultaneamente (ver a figura que acompanha este artigo).

Máscaras e vacinas seguem sendo as melhores armas que nós temos para impedir novas escaladas e puxar de vez as estatísticas para baixo. Em qualquer lugar do mundo. (Lembrando que a vacina combate a doença, mas não impede o contágio. O que pode impedir o contágio é o uso correto de máscara facial.)

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NOTAS.

[*] Há uma campanha de comercialização envolvendo os livros do autor – ver o artigo Ciência e poesia em quatro volumes. Para mais informações ou para adquirir (por via postal) os quatro volumes (ou algum volume específico), faça contato pelo endereço [email protected]. Para conhecer outros artigos e livros, ver aqui.

[1] Como comentei em ocasiões anteriores, as estatísticas de casos e de mortes estão a seguir o painel Mapping 2019-nCov (Johns Hopkins University, EUA), enquanto as de altas estão a seguir o painel Worldometer: Coronavirus (Dadax, EUA).

[2] Os 20 primeiros países da lista podem ser arranjados em 11 grupos: (a) Entre 100 e 110 milhões de casos – Estados Unidos; (b) Entre 40 e 45 milhões – Índia; (c) Entre 35 e 40 milhões – França, Alemanha e Brasil; (d) Entre 30 e 35 milhões – Japão e Coreia do Sul; (e) Entre 25 e 30 milhões – Itália; (f) Entre 20 e 25 milhões – Reino Unido e Rússia; (g) Entre 15 e 20 milhões – Turquia (estatísticas congeladas); (h) Entre 12 e 15 milhões – Espanha; (i) Entre 10 e 12 milhões – Vietnã, Austrália e Argentina; (j) Entre 8 e 10 milhões – Taiwan e Países Baixos; e (k) Entre 6 e 8 milhões – Irã, México e Indonésia.

[3] Para detalhes e discussões a respeito do comportamento da pandemia desde março de 2020, tanto em escala mundial como nacional, ver os volumes da coletânea A pandemia e a lenta agonia de um país desgovernado, vols. 1-5 (aqui, aqui, aqui, aqui e aqui). Sobre o cálculo das taxas de crescimento, ver qualquer um dos três primeiros volumes.

[4] Para conferir os valores numéricos, ver aqui (entre 27/12/2021 e 26/6/2022) e aqui (semanas anteriores).

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Redação

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