Covid-19 – Média de casos recua, enquanto a de mortes avança, por Felipe Costa

A pandemia não acabou. As estatísticas – tanto aqui como em vários outros países – ainda são vergonhosas.

Covid-19 – Média de casos recua, enquanto a de mortes avança.

Por Felipe A. P. L. Costa [*].

RESUMO. – Este artigo atualiza as estatísticas (mundiais e nacionais) a respeito da pandemia divulgadas em artigo anterior (aqui). Em escala planetária, já foram registrados 669 milhões de casos e 6,74 milhões de mortes; em escala nacional, 36,73 milhões de casos e 696,3 mil mortes. Nas últimas quatro semanas, foram registradas em todo o mundo 58,8 mil mortes, o equivalente a 2,1 mil mortes todos os dias. 53% dessas mortes estão concentradas em quatro países (Estados Unidos, Japão, Alemanha e Brasil). No Brasil, especificamente, a média de casos recuou, enquanto a de mortes avançou.

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1. ESTATÍSTICAS MUNDIAIS: ALGUMAS CONSIDERAÇÕES.

Levando em conta as estatísticas obtidas na manhã de hoje (23/1) [1], eis um resumo da situação mundial.

(A) – Em números absolutos, os 20 países mais afetados [2] estão a concentrar 74% dos casos (de um total de 668.914.101) e 69% das mortes (de um total de 6.739.884) [3].

(B) – Nesses 20 países, 478 milhões de indivíduos receberam alta, o que corresponde a 96% dos casos. Em escala global, 645 milhões de indivíduos já receberam alta.

(C) – Olhando apenas para as estatísticas das últimas quatro semanas, eis um resumo da situação: (a) Em números absolutos, a lista segue a ser liderada pelo Japão, agora com 3,78 milhões de novos casos; (b) Entre os cinco primeiros da lista, estão ainda os Estados Unidos (1,61 milhão), a Coreia do Sul (1,32), Taiwan (644 mil) e o Brasil (625); e (c) A lista dos países com mais mortes segue a ser liderada pelos Estados Unidos (13,62 mil); em seguida aparecem Japão (10,04 mil), Alemanha (4,1), Brasil (3,6) e França (2,6). Preocupa saber que, em quatro desses cinco países (a exceção é a França), o número de mortes aumentou em relação aos números da semana anterior.

2. ESTATÍSTICAS BRASILEIRAS: SEMANA 16-22/1.

Ontem (22/1), de acordo com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde, foram registrados em todo o país mais 552 casos e 3 mortes. Teríamos chegado assim a um total de 36.718.053 casos e 696.257 mortes.

Na semana encerrada ontem (16-22/1), foram registrados 89.954 casos e 914 mortes. Em relação aos números da semana anterior, a primeira estatística caiu, enquanto a segunda subiu (9-15/1: 138.049 casos e 526 mortes).

3. CODA.

A pandemia não acabou. As estatísticas – tanto aqui como em vários outros países – ainda são vergonhosas.

Olhando, por exemplo, para os quatro países onde a doença mais mata atualmente, a conclusão é a seguinte: estão a morrer, todos os dias, 486 estadunidenses (eram 432 na semana passada), 358 japoneses (334 na semana passada), 146 alemães (eram 144) e 129 brasileiros (eram 126).

Máscaras e vacinas seguem sendo as melhores armas que nós temos para frear as escaladas e puxar as estatísticas para baixo. Em qualquer lugar do mundo. (Lembrando que a vacina combate a doença, mas não impede o contágio. O que pode impedir o contágio é o uso correto de máscara facial.)

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NOTAS.

[*] Há uma campanha de comercialização envolvendo os livros do autor – ver o artigo Ciência e poesia em quatro volumes. Para mais informações ou para adquirir (por via postal) os quatro volumes (ou algum volume específico), faça contato pelo endereço [email protected]. Para conhecer outros artigos e livros, ver aqui.

[1] Como comentei em ocasiões anteriores, as estatísticas de casos e de mortes estão a seguir o painel Mapping 2019-nCov (Johns Hopkins University, EUA), enquanto as de altas estão a seguir o painel Worldometer: Coronavirus (Dadax, EUA).

[2] Os 20 primeiros países da lista podem ser arranjados em 10 grupos: (a) Entre 100 e 110 milhões de casos – Estados Unidos; (b) Entre 40 e 45 milhões – Índia; (c) Entre 35 e 40 milhões – França, Alemanha, Brasil, Japão e Coreia do Sul; (d) Entre 25 e 30 milhões – Itália; (e) Entre 20 e 25 milhões – Reino Unido e Rússia; (f) Entre 15 e 20 milhões – Turquia (estatísticas congeladas); (g) Entre 12 e 15 milhões – Espanha; (h) Entre 10 e 12 milhões – Vietnã, Austrália e Argentina; (i) Entre 8 e 10 milhões – Taiwan e Países Baixos; e (j) Entre 6 e 8 milhões – Irã, México e Indonésia.

[3] Para detalhes e discussões a respeito do comportamento da pandemia desde março de 2020, tanto em escala mundial como nacional, ver os volumes da coletânea A pandemia e a lenta agonia de um país desgovernado, vols. 1-5 (aqui, aqui, aqui, aqui e aqui). Sobre o cálculo das taxas de crescimento, ver qualquer um dos três primeiros volumes.

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Redação

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