Em seu período de Ministro da Saúde, José Gomes Temporão comandou vacinação de 100 milhões de pessoas em 3 meses. Trata-se de uma competência nacional desenvolvida ao longo de décadas. Para livrar o Brasil do Covid-19 seriam necessárias 100 milhões de vacinações em 3 meses. E faltam vacinas.
A partir dessa constatação, Temporão julga que seria hora da Anvisa (Agência de Vigilância Sanitária) rever seus critérios para autorização de vacinação emergencial.
Temporão faz questão de salientar o trabalho extremamente profissional da Agência na avaliação das vacinas da Fiocruz e do Butantã, consolidando o primado da ciência sobre a superstição. Mas julga que é hora de flexibilizar a autorização. Desde que a vacina candidata tenha sido aprovado pelo FDA americano, ou pela agência correspondente europeia, deveria ser autorizada a atuar no Brasil.
Ele se refere especificamente ao caso da vacina russa Sputinik.
A razão é óbvia. A demanda internacional por insumos não vai permitir a vacinação da população brasileira ainda em 2021. A Fiocruz está trabalhando em uma nova unidade de insumos, para atender à revolução tecnológica do setor, mas só ganhará auto-suficiência no final do ano. E o Butantã tem uma demanda grande pra o fornecimento de vacinas contra a influenza. Daí a relevância da revisão do registro emergencial.
Temporão enxerga problemas graves nos três alicerces centrais do PNI (Plano Nacional de Imunização).
1. Coordenação federal. Necessidade da União assumir a liderança, fornecendo capacitação, apoio financeiro e técnicos a estados e municípios. Perdemos, diz ele.
2. O PNI sempre trabalhou de mãos dadas com a ciência para definição de critérios de vacinação, número de doses, estratégias. Para essas definições, recorria a cientistas, sociedades médicas, epidemiologistas. Hoje em dia, não apenas não recorre como trata os cientistas como inimigos.
3. O PNI sempre se sustentou em grandes campanhas de vacinação em massa, com o Zé Gotinha, com artistas, atletas, O governo abandonou qualquer campanha.
O que fazer?, indaga ele. A sociedade tem que tomar o controle da questão. E estados e municípios estão prontos para colocar o PNI em prática, apesar de todos os problemas da União.
O grande obstáculo é o número insuficiente de doses de vacina. Daí a importância de flexibilizar as autorizações emergenciais.
Lucinei
21 de janeiro de 2021 12:41 pmO Brasil deveria ter dado início à produção da vacina própria logo no primeiro momento. O pais SABE fazer vacina, SABE vacinar.
…Mas, como, se “liberais” e fascistas são contra?
Zé Sérgio
22 de janeiro de 2021 1:56 pmEsta é a mesma Imprensa, a mesma pressão, a mesma Burocracia que exigem da ANVISA quanto aos AgroDefensivos? Quer dizer que querem que liberem uma Droga Experimental para ser usada em Seres Humanos sem saber quais as consequências no futuro? E no presente também? Conheceis a Verdade. E a Verdade Vos Libertará.
Vera Venturini
21 de janeiro de 2021 1:42 pmVamos devagar. Até os milicos das Forças Armadas entenderem que a Rússia não é comunista a China comunista manda a Coronavac. Hoje o General Mourão elogiou a “democracia americana”. Viva o último Borat. É uma tragédia!
j.marcelo
21 de janeiro de 2021 6:39 pmEstou desesperado pela vacina,é só tomá-la q ficarei livre deste terrível mal q mata,mata,mata e q muita gente morre,morre,morre aja tanto caixão,caixão,caixão todos os meus problemas serão resolvidos por este remédio milagroso!
Obs:Qual o nome deste insumo milagroso?Cadê a bula ?Por favor façam leis p sabermos o q tem nas vacinas,aí tomaremos elas bem gostoso!Ui !Até me arrepiei agora !
Obs2:Qual será o episódio de amanhã da novelinha coronariana ?