Governo Bolsonaro ajudou a transportar só 6% do oxigênio que Manaus precisa por dia

“A gente recebeu uma carga ontem com seis isotanques, tinha 5 mil metros cúbicos de oxigênio. Nossa necessidade hoje é de 75 mil metros cúbicos", disse o governador

A primeira remessa de isotanques de oxigênio. Foto: divulgação

Jornal GGN – O governador do Amazonas, Wilson Lima, afirmou em entrevista, nesta quinta (14), que o governo Bolsonaro tentou ajudar na crise de abastecimento de oxigênio nos hospitais públicos da capital em plena pandemia de coronavírus. Mas a ação foi, até o momento, bem tímida.

O Ministério da Saúde ajudou a transportar, por intermédio da Força Aérea Brasileira, apenas 6,6% do volume de oxigênio que a cidade precisa por dia para impedir que pessoas morram por asfixia. Os 5 mil metros cúbicos foram providenciados pela empresa fornecedora White Martins, não pelo Ministério da Saúde.

“A gente recebeu uma carga ontem com seis isotanques, tinha 5 mil metros cúbicos de oxigênio. Nossa necessidade hoje é de 75 mil metros cúbicos [por dia]”, disse o governador. Na primeira onda da pandemia, Manaus consumia até 30 mil metros cúbicos por dia.

Na entrevista ao site Antagonista, Lima explicou que foi “surpreendido” nesta semana com um comunicado da empresa White Martins, a maior produtora e fornecedora de cilindros de oxigênio hospitalar para a rede pública de Manaus.

A empresa alega que não tem capacidade de produzir o volume necessário demandado pela cidade, que enfrenta uma segunda onda da pandemia, porque faltam insumos. A demanda por oxigênio hospitalar aumentou em cinco vezes nos últimos 15 dias, alcançando um volume três vezes maior do que a capacidade de fornecimento da empresa, explicou a empresa ao site de Veja.

Nesta quinta, Manaus pediu ajuda à embaixada dos Estados Unidos para conseguir um avião para transportar o oxigênio obtido em outros locais. Isto porque o avião cedido pela Força Aérea Brasileira está passando por manutenção.

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