5 de junho de 2026

Ômicron está presente em mais de 95% dos testes de genoma de covid feitos pela Fiocruz

Em dezembro a variante Ômicron representou 39,4% dos genomas sequenciados, mas em janeiro esse índice saltou para 95,9%, sendo encontrada em todas as regiões do Brasil.
Arte na Rua

Foi divulgado pela Fiocruz os dados da Rede Genômica sobre as linhagens e variantes do vírus SARS-Cov-2 no Brasil. Segundo a publicação, em dezembro a variante Ômicron representou 39,4% dos genomas sequenciados, mas em janeiro esse índice saltou para 95,9%, sendo encontrada em todas as regiões do Brasil. O Relatório mostra que a Ômicron é dominante no cenário epidemiológico do Brasil.

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De 14 a 27 de janeiro, os dados da Rede feitos em seis unidades (Amazonas, Ceará, Pernambuco, Paraná, Bahia e Minas Gerais) mostram esse percentual com a produção de 3.739 genomas. Os seis estados analisam dados de outras unidades da federação.

A Rede Genômica da Fiocruz trabalha baseada em dois pilares fundamentais. Um é a amostragem representativa dos casos positivos por teste RT-PCR em tempo real realizados em cada unidade da federação. Outro são as amostras de eventos identificados pelas vigilâncias locais. Há mais de mil linhagens definidas do vírus, mas apenas 5 consideradas variantes de preocupação, com impacto significativo na saúde pública, com maior capacidade de transmissão e infecção, escape de anticorpos ou uma combinação destas.

Os primeiros genomas da Ômicron no Brasil são de amostras do fim de novembro e ao término de dezembro a variante já era a mais frequente nas regiões Sudeste, Nordeste e Sul. No momento, a Ômicron é classificada em quatro linhagens (BA.1, BA.1.1, BA.2 e BA.3). No Brasil, até o fechamento da nova edição do Relatório da Rede Genômica Fiocruz, foram identificadas as linhagens BA.1 (2.382 genomas), BA.1.1 (226 genomas) e BA.2 (1 genoma).

Redação

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