24 de junho de 2026

Prepare-se para ser infectado pelo coronavírus, diz OMS a todos os países

Os casos no mundo devem ser de 1,182 milhão até 3,546 milhão de pessoas contagiadas, segundo os cálculos do GGN
Reprodução de gráfico atualizado 24h do Centro de Ciência e Engenharia de Sistemas (CSSE)

Jornal GGN – Já são 236.420 casos confirmados de coronavírus no mundo. A doença Covid-19 já deixou 9.790 mortos. Os números são apenas aqueles que testaram positivo e seus casos foram repassados às autoridades oficiais dos Ministérios da Saúde dos respectivos países. “Não assuma que não será infectado. Prepare-se para tal”, diz a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

A saturação de exames e a insuficiência para detectá-los provocam uma defasagem de até 9 dias, segundo especialistas ouvidos por jornais de todo o mundo. Na prática, uma estimativa de 5 até 15 casos de coronavírus não registrados para cada caso oficialmente confirmado.

Isso significa que os casos no mundo devem ser de 1,182 milhão até 3,546 milhão de pessoas contagiadas, segundo os cálculos do GGN, com base nos dados atualizados, ao vivo [confira aqui], pelo Centro de Ciência e Engenharia de Sistemas (CSSE), do Departamento de Engenharia Civil e de Sistemas (CaSE) da Universidade Johns Hopkins.

Coronavírus pelo mundo: Mapa interativo mostra avanço em tempo real

A Organização Mundial da Saúde (OMS) já descreveu que o novo coronavírus é “uma ameaça sem precedentes” e fez um apelo para que todos os países do mundo adotem a quarentena obrigatória, única medida que asseguram ser efetiva para evitar a propagação do vírus Covid-19.

“Não assuma que a sua comunidade não será afetada. Prepare-se como se estivesse. Não assuma que não será infectado. Prepare-se para tal”, foi a declaração do diretor geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em anúncio oficial.

“A OMS continua recomendando que isolar, testar, tratar todos os casos suspeitos e rastrear todos os contatos deve ser a espinha dorsal da resposta em todos os países. Essa é a melhor esperança de impedir a transmissão generalizada da comunidade”, afirmou.

Tedros Adhanom insistiu no isolamento e quarentena como únicas medidas, atuais, para que o Covid-19 deixe de continuar contabilizando escalas massivas de vítimas e mortos. “Para suprimir e controlar epidemias, os países devem isolar, testar, tratar e rastrear. Caso contrário, as cadeias de transmissão podem continuar em um nível baixo e ressurgir assim que as medidas de distância física forem levantadas”, completou.

 

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

3 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Anônimo

    19 de março de 2020 8:41 pm

    “Os testes ainda não foram feitos em animais ou humanos, mas a expectativa é de que aconteçam dentro de alguns meses, resultando numa vacina com resposta rápida contra o vírus,”

    Vacina contra coronavírus em desenvolvimento na USP é diferente da americana
    Jornal da USP— Ciências da Saúde- 18/03/2020—Editorias: Ciências da Saúde, Jornal da USP no Ar, Rádio USP – URL Curta: jornal.usp.br/?p=308104

    Jorge Kalil explica que o método usado no projeto da vacina impede a penetração do vírus nas células, por meio de anticorpos bloqueadores
    A vacina para o coronavírus está em desenvolvimento por pesquisadores da Universidade de São Paulo. Os testes ainda não foram feitos em animais ou humanos, mas a expectativa é de que aconteçam dentro de alguns meses, resultando numa vacina com resposta rápida contra o vírus, possibilitando a criação dos anticorpos necessários.
    Jorge Kalil – Foto: Ramon Moser / UFRGS

    O professor Jorge Kalil, diretor do Laboratório de Imunologia do Instituto do Coração (Incor) da Faculdade de Medicina da USP, fala que o processo de desenvolvimento da vacina se dá a partir da criação de uma partícula semelhante ao coronavírus, o VLP (virus-like particle, em inglês), que, na verdade, é como se fosse um vírus oco, sem o material genético e, portanto, sem a transmissibilidade da doença, o que torna seguro usar em vacinas. “Colocamos as partes do coronavírus que são importantes para desencadear uma forte resposta do sistema imunológico, para emitir os anticorpos bloqueadores e impedir o vírus de penetrar nas células.”

    A vacina em desenvolvimento no Brasil difere da que já está sendo testada nos Estados Unidos. Lá, é utilizada a tecnologia mRNA, que insere na vacina uma partícula sintética do RNA mensageiro do vírus e, então, é injetada no organismo humano e instruída a produzir proteínas que possam ser reconhecidas pelo sistema imunológico. De acordo com Kalil, diferente das mRNA, as vacinas com VLP já possuem histórico de uso, como no papiloma vírus – o HPV. As respostas tendem a ser mais robustas, enquanto a utilização da mRNA gera respostas mais tímidas.

    O professor explica que a parte importante do vírus, a que penetra na célula e que é utilizada para a criação do VLP, são as coronas, ou espículas, que ficam na parte exterior do vírus. “No laboratório, a gente consegue sintetizar essa parte da proteína in vitro. A gente inclui esse peptídeo na partícula viral. São várias proteínas que sintetizamos e forma uma partícula, que colocamos junto a um pedaço do coronavírus que a gente escolheu.”

    Jorge Kalil comenta ainda que o desenvolvimento da vacina para o novo coronavírus no Brasil se deu rapidamente devido a estudos prévios sobre outro tipo de coronavírus, anterior ao causador da covid-19. “Quando apareceu esse novo coronavírus, imediatamente usamos os sistemas que já estávamos trabalhando. Por isso, precisamos ter pesquisa em andamento e pessoas afinadas e ligadas nas coisas, porque, quando surge uma emergência como essa, dá para alterar o rumo.”

    https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2020/03/VACINA-USP-CORONAVIRUS.mp3
    Ouça entrevista na íntegra pelo link acima.
    Editorias: Ciências da Saúde, Jornal da USP no Ar, Rádio USP – URL Curta: jornal.usp.br/?p=308104

  2. Anônimo

    19 de março de 2020 9:38 pm

    https://jornal.usp.br/ciencias/ciencias-da-saude/vacina-contra-coronavirus-em-desenvolvimento-na-usp-e-diferente-da-americana/

    Vacina contra coronavírus em desenvolvimento na USP é diferente da americana
    Jornal da USP— Ciências da Saúde- 18/03/2020—Editorias: Ciências da Saúde, Jornal da USP no Ar, Rádio USP – URL Curta: jornal.usp.br/?p=308104

    https://jornal.usp.br/ciencias/ciencias-da-saude/vacina-contra-coronavirus-em-desenvolvimento-na-usp-e-diferente-da-americana/

  3. Rui Ribeiro

    20 de março de 2020 8:00 am

    Imagina você recorrer a um estabelecimento de saúde e/ou a um profissional de saúde para evitar uma doença e ele em vez de prevenir, manda você se preparar para a doença?

    Qual a utilidade de um tal médico ou de um tal estabelecimento de saúde?

    OM$?

Recomendados para você

Recomendados