Negacionismo perpetuado pelo governo mata, afirma Natália Pasternak

Microbiologista afirma à CPI da Pandemia que Jair Bolsonaro mente ao negar a pandemia e a ciência, e que país está seis meses atrasado no debate

Microbiologista e pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP), Natalia Pasternak. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Jornal GGN – O negacionismo do presidente Jair Bolsonaro da pandemia de covid-19 e da ciência por conta de uma agenda política mata, e negacionistas não podem estar em uma posição de poder. A afirmação é da microbiologista Natália Pasternak, em audiência da CPI da Pandemia nesta sexta-feira.

“Não se trata de ignorância inocente. é mentir em nome de uma agenda política ou ideológica. ou de encontrar desculpas para não fazer nada. Quando Jair Bolsonaro nega a pandemia, nega a ciência, e nega o direito à vida dos brasileiros, nega consensos científicos e nega direitos humanos. Mente. Negacionismo é a propagação intencional da mentira. E não devemos permitir que negacionistas ocupem posições de poder”, afirmou Natália.

A cientista ressaltou que o Brasil está, pelo menos, seis meses atrasados em relação ao resto do mundo, que já descartou o uso da cloroquina no tratamento da doença. “Isso é negacionismo, senhores. Isso não é falta de informação. Negar a ciência e usar esse negacionismo em políticas públicas não é falta de informação, é uma mentira”.

Natália ressaltou que essa mentira, no caso do Brasil é orquestrada pelo governo federal e pelo Ministério da Saúde. “E essa mentira mata, porque ela leva pessoas a comportamentos irracionais, que não são baseados em ciência. Isso não é só para cloroquina, a cloroquina é apenas um exemplo. Isso serve para uso de máscaras, isso serve para distanciamento social, isso serve para compra de vacinas que não foi feita em tempo para proteger a nossa população. Esse negacionismo da ciência perpetuado pelo próprio governo, mata”.

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