17 de junho de 2026

Onyx avisa que Bolsonaro determinou investigações… contra denunciantes

Ele afirma que será feito pedido de procedimento administrativo disciplinar contra o irmão do deputado, que é servidor do Ministério da Saúde, e que irão propor à PGR que o deputado e seu irmão sejam investigados por supostamente adulterar documentos.
Reprodução

Jornal GGN – Onyx Lorenzoni, ministro-chefe da Secretária-Geral da Presidência, disse aos jornalistas que o presidente determinou que a Polícia Federal investigue as declarações do deputado Luis Miranda (DEM-DF), que teria alertado o governo federal sobre irregularidades e pressões supostamente indevidas envolvendo a compra da vacina Covaxin.

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O ministro falou a jornalistas nesta quarta, dia 23.

Ele afirma que será feito pedido de procedimento administrativo disciplinar contra o irmão do deputado, que é servidor do Ministério da Saúde, e que irão propor à PGR (Procuradoria-Geral da República) que o deputado e seu irmão sejam investigados por supostamente adulterar documentos.

Onyx diz que a posição do governo é que não houve sobrepreço nem irregularidades no trato com a Covaxin, o que existe é um trabalho correto feito pelo ministro Pazuello, afirmou.

O deputado Luis Miranda, em entrevista à CNN, disse que levou pessoalmente ao presidente as provas ‘contundentes’ de irregularidades nas negociações para a compra da Covaxin. Disse que o presidente sabia que ali havia crime e que, após o encontro, ficou convencido de que Bolsonaro compreendeu e que iria mandar a PF investigar.

Segundo ele não é só pressão no Ministério da Saúde, mas uma lista de crimes, como desvio de conduta, nota fiscal irregular, pedido de pagamento antecipado não previsto no contrato, quantidades diferentes.

O deputado disse ter ido ao presidente pois seu irmão, Luis Ficardo Fernandes Miranda, estava sofrendo retaliação por não ceder às pressões. Segundo ele, o irmão foi exonerado de cargo de confiança e só retomou o posto quando ele, deputado, procurou o ministro Eduardo Pazuello.

Onyx vociferou que a própria nota fiscal estava correta. O senador Randolfe Rodrigues (Rede) foi às redes sociais e postou a nota fiscal em questão. “Aqui está a nota de empenho da Precisa Medicamentos, para pagamento das doses da vacina Covaxin. Só não houve pagamento porque o servidor denunciou. Já estava tudo pronto!”, diz Randolfe em seu Twitter.

Veja abaixo.

Redação

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