Otto Alencar contradiz estudos apresentados por Mayra Pinheiro

Médico, senador baiano lista pontos necessários para validar uma pesquisa científica e refuta posição do governo federal

Senador Otto Alencar (PSD-BA). Foto: Reprodução/TV Senado

Jornal GGN – A médica Mayra Pinheiro, secretária do Ministério da Saúde, afirmou que a cloroquina é um medicamento de aplicação antiviral, e que existem publicações científicas publicadas desde 2005 que tratam do assunto.

Mayra respondeu a um questionamento do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) a respeito. E, “para tirar qualquer dúvida”, Tasso passou todo seu tempo para o senador e médico Otto Alencar (PSD-BA), que detalhou todo o processo de validação de uma pesquisa científica dentro da área médica, além de mostrar sua contrariedade com o uso da hidroxicloroquina como medicamento para tratamento da covid-19.

“A cloroquina/hidroxicloroquina é um antiparasitário – é uma droga antiga, usada para combater malária, causada pelo plasmodium, que é um parasita”, disse Alencar. “Não existe nenhuma medicação que possa, proposto nesse testecov, que possa evitar contaminação pelo vírus”.

Alencar também lembrou que outras doenças causadas por vírus só podem ser evitadas com vacina – dentre elas sarampo, paralisia infantil, varíola e H1N1. “Como é que inventaram agora que hidroxicloroquina pode evitar que uma pessoa se contamine do coronavírus? É um absurdo, e dizer que é um antiviral – Não tem nenhum estudo para comprovar, a não ser o estudo que deve ter sido feito sem os protocolos normais do estudo”.

Quando questionada pelo senador, Mayra afirma que são necessárias pelo menos quatro fases de estudos clínicos para que uma medicação possa ser aplicada. No que Alencar respondeu: “Então, a senhora está consciente de que não foi feito as quatro fases da hidroxicloroquina no combate ao covid-19. Não tem nenhum estudo que possa demonstrar que foi feito primeira, segunda, terceira e quarta fase. E, além disso doutora, todos esses estudos tem que ser acompanhados do ponto de vista farmacológico, farmodinâmico e farmocinético para saber como a droga no organismo do paciente desenvolve a sua ação”.

“Hidroxicloroquina não é antiviral em estudo sério nenhum no mundo, eu tenho lido sobre isso, tenho informações – tenho, inclusive, no meu estado, talvez o melhor infectologista do Brasil, um dos maiores do mundo, professor doutor Roberto Badaró, que é infectologista – a senhora não é infectologista”, disse o senador do PSD.

“A minha discordância aqui nunca foi política, sempre foi científica. Não tem nenhum antiviral agora, nem um antiviral até agora, que possa controlar a doença. O remdesivir tá em teste, e eu lutei muito no ano passado pra Anvisa liberar, veio a liberar agora, mas também não é a droga que a gente chama, e que a senhora também chama, de ‘escolha’ para tratar a doença”, ressaltou Otto Alencar.

“Essa insistência de permanecer no erro não é virtude, doutora, é defeito de personalidade. Não é da senhora não, eu tô me referindo até ao presidente da república”, ressaltou o senador. “É um fato de uma instituição jurídica da importância do Ministério da Saúde colocar no seu site TrateCov, para as pessoas olharem e tomar medicação. O presidente levantar a caixa de hidroxicloroquina. Isso não é honesto. Isso é uma coisa que deve ser combatida”.

Alencar finalizou sua explicação afirmando que a única coisa que pode combater a covid-19 é a vacina. “A vacina negada permanentemente pelo presidente da República. ‘Vai comprar vacina na casa da tua mãe’. Não é na casa da mãe, é no laboratório. Isso é uma falta de respeito para o povo brasileiro que vive, sobretudo, penando pelas ruas atrás de uma vacina”.

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1 comentário

  1. Tudo e todos que insistem em sustentar o atual governo federal deverão ser rigorosamente responsabilizados não apenas pelas vidas perdidas, mas e principalmente pelos disfarçados crimes de desleixo, deboche e tortura que atinge toda população brasileira e em alguns casos contribuíram para o óbito de pessoas por consequência de desespero, medo, tensão entre outras causas agravadas pela inércia em adotar os protocolos científicos e pelo favorecimento e a hiperpropaganda charlatã, que levou milhões de pessoas adotarem o negacionismo científico para adotarem medicamentos contra indicados mundialmente pela ciência.

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