
A marcha da insensatez na economia
por André Araújo
A expressão “marcha da insensatez” foi cunhada pela historiadora Barbara Tuchmann a respeito da trajetória das potencias europeias nos anos precedentes à Grande Guerra de 1914.
Tuchmann mostrou que o sistema de alianças cruzadas levaria as potencias inevitavelmente ao conflito geral, mas mesmo todos percebendo para onde o caminho levava ninguém conseguia parar a marcha da insensatez. Seu livro mostra o roteiro desse determinismo que conduzia os povos à inevitabilidade da guerra.
Em certos momentos econômicos isso também acontece. Um programa desastroso para a economia brasileira caminha inexorável para um abismo sem que, embora muitos vejam o resultado, ninguém consegue parar.
É que se vê no plano, se é que se possa chamar de plano, da política absurda da dupla Meirelles-Goldfajn de aprofundar a recessão a pretexto de combater uma inflação já em queda. O aparente sopro de vida do mercado financeiro representado pela queda incomparável do dólar e por espasmos de subida de bolsa não indica qualquer melhora na economia real. Continua o aumento do desemprego, o fechamento de lojas, a crise financeira de grandes e médias empresas, o aumento expressivo do endividamente de pessoas físicas, a derrapada na venda de veículos.
A receita é clássica, tem 200 anos: aumenta-se o juros para ESFRIAR O CONSUMO, nisso concordam ortodoxos e heterodoxos, desenvolvimentistas e monetaristas. Mas nenhuma das duas grandes linhas do pensamento econômico vê alguma lógica em juros exorbitantes quando a DEMANDA já está super reduzida, quando a economia já está fria, é de uma estupidez única, é muito ilógico, tentar baixar mais a temperatura do paciente que já esta gelado.
As duas escolas de pensamento econômico, a Austríaca e a Keynesiana NÃO recomendam juros altos na recessão, nem Milton Friedman e nem Joseph Stiglitz, dois Prêmio Nobel de Economia, mandam aumentar ou manter juros altos após LONGA recessão que já vai para três anos, juros altos é para ciclos de euforia, para baixar a demanda.
Porque combater inflação de custos com juros super altos que não terão NENHUM EFEITO sobre as causas estruturais de aumentos de custos? Está faltando um estadista na Fazenda que tenha essa visão elementar e que é preciso estimular a demanda para que a economia privada ocupe sua capacidade ociosa e DEPOIS volte a investir.
A única forma de estimular a demanda no atual contexto é através de aumento de exportações e ou investimento público.
A exportação NÃO aumenta com o dólar caindo a cada dia e nem se pensa em investimentos públicos. Fala-se em investimentos privados em concessões da ordem de R$ 31 bilhões em quanto tempo? Nem se sabe. TRINTA E UM BILHÕES é merreca para as dimensões da economia brasileira. Para levantar do velório a economia precisa de R$1 trilhão em dois anos, de dinheiro na veia, rápido, via um ” Banco de obras”, completar 500 obras paradas e jogar dinheiro em grande escala em saneamento e infraestrutura. Dinheiro privado para concessões DEMORA para chegar, depende de muitas avaliações e análises e vai chegar pouco, não faz coceira. Quem tira País da recessão rapidamente é investimento público.
E mais ainda, MESMO para concessões a economia desaquecida desestimula investimento em infraestrutura, os aeroportos privatizados tiveram enorme queda de receitas e não conseguem nem pagar as outorgas, Guarulhos e Galeão estão em má situação financeira, RECESSÃO também atrapalha investimento em infraestrutura.
O desemprego, que chega a 14 milhões, significa a 4 pessoas afetadas por desempregado, são 56 milhões de brasileiros.
Quantas desgraças familiares, depressões, separações, crianças e adolescentes prejudicados, jovens abandonando escola, saúde física e mental diretamente atingida, pessoas aos milhões que ficam sem plano de saúde, é uma DESGRAÇA NACIONAL e a dupla do Itaú só pensa na proteção dos rentistas, é a Escola Itaú de Economia, uma ironia, o dr.Olavo Setubal não tinha essa visão medíocre, era um homem de visão política aguçada, na linha de Oswaldo Aranha, aliás parente da família…
Meirelles e Goldfajn são delegados do mercado financeiro e SÓ ISSO. Não tem qualquer visão maior, de País, do social na economia, do alcance político das medidas econômicas, nem tocam no item desemprego, para eles é irrelevante, só pensam em um torto ajuste fiscal que nem toca nos supersalários e na conta de juros.
A conta de juros da DÍVIDA PÚBLICA é tema central da política econômica, fiscal e monetária e nem se fala nisso?
Já deveriam estar baixando as taxas e NÃO DEIXAR O DÓLAR CAIR, mas em nome da diabólica “meta de inflação” vão levar o dólar a R$2,70, liquidando com as exportações e com a agricultura de exportação, única fonte de renda do Brasil de hoje. É uma medida clássica de economias em recessão a desvalorização da moeda para alavancar exportações.
Mais uma mídia engajada no geral apoia essa política genocida, os Sardenbergs e cia. batem palmas e dão risadinhas, a simpática Juliana Rosa dá sua risadinha e avisa ” Olha, agora vai ficar melhor ainda para você viajar para o exterior” um bom conselho para rentistas e funcionários públicos de supersalários, hoje os maiores clientes de agências de viajem.
Adriano Martins
8 de agosto de 2016 11:18 amBravo!
Bravo André…. e ao mesmo tempo assustador! Valeu pela análise!
Jossimar
8 de agosto de 2016 11:48 am“Quantas desgraças
“Quantas desgraças familiares, depressões, separações, crianças e adolescentes prejudicados, jovens abandonando escola, saúde física e mental diretamente atingida, pessoas aos milhões que ficam sem plano de saúde, é uma DESGRAÇA NACIONAL e a dupla do Itaú só pensa na proteção dos rentistas, é a Escola Itaú de Economia, uma ironia, o dr.Olavo Setubal não tinha essa visão medíocre, era um homem de visão política aguçada, na linha de Oswaldo Aranha, aliás parente da família…”
Esta pergunta também deveria ser feita aos funcionários públicos concursados e decorebas integrantes da lava jato. Grande parte da nossa desgraça atual pode ser atribuída DIRETAMENTE a esta operação estúpida levada adiante por estúpidos.
É só trocar itaú por lava jato e rentistas por tucanos.
Assis Ribeiro
8 de agosto de 2016 11:51 amO meu grito é: Quem não sabia disso?
E porquê aplaudiram a escolha de Levy? Porquê pediram a volta de Meirelles?
E não estou me referindo apenas aos neoliberais.
Essas medidas não são as historicamente adotadas no Brasil?
Diz AA:
“É que se vê no plano, se é que se possa chamar de plano, da política absurda da dupla Meirelles-Goldfajn de aprofundar a recessão a pretexto de combater uma inflação já em queda. “(…) “Continua o aumento do desemprego, o fechamento de lojas, a crise financeira de grandes e médias empresas, o aumento expressivo do endividamente de pessoas físicas, a derrapada na venda de veículos.”
Não sabia, AA, que a saída de Mantega iria trazer de volta esta política?
drigoeira
8 de agosto de 2016 1:01 pmNão aplaudi e ainda copiei a taxação do Levi “Cavalo de Tróia”
Mas quem sou eu para ter alguma representação, minha opinião não conta, não sou doutor em economia, uma formiga entre leões…
Pois retorno a afirmar, não precisa ser doutor em economia para ser Ministro da Fazenda. É só admitir a economia básica capitalista e respeitar a mais valia dos donos do capital associado a lei da oferta e demanda.
Enquanto o Brasil for um país rentista, pois até o Governo Federal é rentista, nunca iremos para um sistema econômico capitalista no qual o dono do capital enriquece em cima da força de trabalho do proletariado.
Neste contexto os juros altos da Selic não deixa o Brasil sair do colonialismo…Há sim! O mesmo que extraira o ouro e pedras preciosas e os levava para o exterior. Hoje continuam levando as riquezas que é o “suor do brasileiro” transformado em Títulos Públicos pagos a juros exorbitantes.
E mais uma Olimpíada acontece para provar o valor do povo brasileiro e sua elite econômica podre, sabotadora e safada.
Assis Ribeiro
8 de agosto de 2016 11:54 amErrado, AA. Não é bem assim. Lá é lá, cá é cá. Não aprendeu?
O esforço de AA para explicar fica contaminado pelo limite do conhecimento acadêmico. Kkkkkk
AA, não aprendeu ainda que as receitas para os países periféricos são diferentes das receitas para os países centrais?
Não aprendeu ainda que para uns a receita é crescer e desenvolver, e para outros a receita é para favorecer a espoliação e o atraso permissivo colonialista?
Diz AA:
“As duas escolas de pensamento econômico, a Austríaca e a Keynesiana NÃO recomendam juros altos na recessão, nem Milton Friedman e nem Joseph Stiglitz, “
ML
8 de agosto de 2016 11:56 amConcordo com quase tudo,
Concordo com quase tudo, principalmente no que se refere à marcha da insensatez. Mas vou procurar esclarecer, para os que não são economistas, a lógica da política monetária restritiva numa situação como a que vivemos. Por que na recessão os juros reais altos reduzem a inflação? Depende do modelo que utilizamos, é claro.
No modelo básico (neo-keynesiano) da macroeconomia que é ensinada hoje em dia, o raciocínio é o seguinte. Na recessão a demanda (real) é inferior à de pleno emprego; não há, de facto, pressão de demanda sobre os preços. Estes sobem porque os custos nominais (salários, alugueis e outras rendas) aumentam, e aumentam porque trabalhadores e rentistas procuram reajustar salários e rendas nominais, de modo a recuperar parte de suas perdas reais que resultaram da inflação passada. É o que na literatura se chama espiral preços-salários.
A recessão, o desemprego, enfraquece o poder de negociação desses agentes, principalmente dos trabalhadores, o que faz com que parte do aumento passado dos preços não seja repassado para os salários e outras rendas, diminuindo, portanto, a pressão dos custos sobre os preços. Ou seja, a própria recessão quebraria a espiral preços-salários. À medida que a inflação diminui, o banco central deveria reduzir a taxa real de juros, aumentando a demanda agregada, fazendo com que o nível de produto convergisse para o de pleno emprego, e taxa de inflação para a meta inflacionária.
Há um canal adicional pelo qual os juros altos teoricamente combateriam a inflação. Taxas reais de juros elevadas tendem a valorizar a moeda nacional, estabelecendo uma âncora cambial para preços.
gabi_lisboa
8 de agosto de 2016 12:09 pmNão entendi a surpresa
Será que ainda tem gente que REALMENTE ACREDITA que a turma que se auto-proclamou dona do brasil e no direito de nomear a melancia que quiser vai melhorar a economia? Se sim, favor informar qual cigarro mágico anda fumando por que eu também quero um destes.
Minha única certeza é que o FMI nos aguarda ansioso.
Assis Ribeiro
8 de agosto de 2016 12:10 pmAA, você é excelente.Traz aí
AA, você é excelente.
Traz aí um texto explicativo sobre a tentativa de independência financeira e industrial, das tentativas de se criar um modelo que impedisse a espoliação – a tal das “Veias Abertas da America Latina” – fatores que determinarem a derrubada de Vargas, Goulart, a perseguição à Lula, e agora a tentativa de se de derrubar Dilma.
Explica aí, …
Está perseguição não foi àqueles que tentassem baixar os juros, criar uma política independente ao tio Sam, criar, como você diz , “O Estado Nacional acima de tudo”?
Diz aí…
emerson57
8 de agosto de 2016 12:10 pmcorreio
mandei o link para meus amigos.
j.marcelo
8 de agosto de 2016 12:11 pmEmpresários produtivos colhem
Empresários produtivos colhem o que plantaram,não acreditaram na Globo
que o PT/Dilma/Lula é o capeta(não existe mais nacionalistas que eles) e mesmo
com todas essas decisões dos representantes do mercado financeiro do governo
Temer não acordam.não se organizam,quer coisa melhor que trabalhadores
ganhando bem e comprando os seus produtos(ainda mais brasileiros que são
consumistas e gastam mesmo)acho tudo isso uma IMBECILIDADE!!!
OBS: SÓ VEJO O AA “GRITAR” CONTRA OS RENTISTAS(até os empresários
produtivos são acomodados e não se mexem para mudar a situação!)
Milton Murilo
8 de agosto de 2016 12:19 pmA marcha da insensatez na economia, por André Araújo
Nada a reparar, tudo a lamentar.
Estamos entregue a um bando de saqueadores do patrimônio público.
Muito simples
André Oliveira
8 de agosto de 2016 12:33 pmA revalorização do real vai
A revalorização do real vai demolir a balança de pagamento. E isso so vai acelerar a deterioração dos outros parâmetros macroeconômicos.
Andre Araujo
8 de agosto de 2016 1:09 pmhttp://www1.folha.uol.com.br/
http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2016/08/1800033-setores-beneficiados-pelo-cambio-temem-perder-mercado-neste-ano.shtml
Já está acontecendo, vide materia da FOLHA de hoje. A valorização do Real se deve aos juros altos que atraem dinheiro especulativo de fora para fazer arbitragem de juros x cambio. Quem trouxe dolar e vendeu a R$3,50 já está tendo um lucro espetacular na volta a R$3,27, 7% de ganho cambial é rendimento de SEIS ANOS em CDB nos EUA, só no cambio, sem contar os juros Selic no periodo, uma barbaridade. É disso que vive a atual politica economica, isso e nada mais.
André Oliveira
8 de agosto de 2016 3:38 pmÉ isso mesmo. É
É isso mesmo. É transferência líquida e livre de impostos de recurso públicos que deveriam ir para saúde educação infraestrutura etc e que vão direto para o bolso do rentismo Internacional. Ganham rios de dinheiro sem tirar a bunda de suas poltronas macias em wall street e sem gerar um emprego sequer.
Zaca
8 de agosto de 2016 8:43 pmTesouraria
AA, obrigado por compartilhar teus conhecimentos e tua revolta sincera!
Sendo ignorante no assunto, mas tentando me instruir, acho que a falta de “apetite” das empresas é causada pelo rendimentos de tesouraria! Você fala muito da autofagia da platinada, mas no balanço de 2015 ela passou de um prejuízo operacional para lucro graças ao rendimento de tesouraria. Ela depende dos juros altos pra lucrar! As multinacionais também lucram muuuuito com esse câmbio indecentemente! Acho que aí reside o interesse nessa insanidade.
Um Estado capturado por esse tipo de interesse … tá difícil de ter esperança!
joel lima
8 de agosto de 2016 2:08 pmNão surpreende essa falta de
Não surpreende essa falta de projeto de país. Em 127 anos de república, houve a aplicação de um projeto de país [ não discuto aqui seus erros e acertos ] em 35 anos de república = o de Vargas, 30 a 45, e a da dituadura militar , 64-84. Dois períodos que começaram com um golpe na escolha do povo [ Julio Prestes e Jango, respectivamente]. Não nos esqueçamos que aqui é o país em que uma oligarquia latifundiário foi a última no hemisfério ocidental a se valor de um sistema escravocrata, que já não tinha serventia para a maior parte da economia mundial. Hoje acontece o mesmo = os latifundiários do dinheiro vão até o fim em seu sistema insano de juros altos mesmo com o país indo pra depressão econômica e 50 milhões de pessoas [mais do que a população da Argentina ] sofrendo com o desemprego, num momento em que as grandes economias estão na beira do juro negativo. No caso da oligarquia escravista, o estouro do sistema fez cair a monarquia. Hoje, o estouro do sistema fará vir o que no lugar? Dá até medo de imaginar pelo que dispomos hoje no mercado dos polítcos que temos.
Lucinei
8 de agosto de 2016 2:12 pmAdministrar é “empurrar”
Administrar é “empurrar” custos.
O debate atual não é mais econômico há muito tempo: os setores que rejeitam a diminuição da desigualdade estão provocando uma reacomodação de ativos e rendas.
Celso Furtado já ensinou desde a década de 50: dados os níveis de produtividade, para uma minoria imitar o padrão de consumo e o estilo de vida do Atlantico Norte a maioria necessariamente deve ter seus rendimentos achatados.
O estamento financeiro, com uma turbulência aqui outra ali, vai muito bem. A nata do estamento burocrático está se arranjando. Ou seja, os “consumidores” de valor estão se virando.
A questão é como vai ficar o mundo dos “produtores” de valor. A industria já fechou questão para desmantelar o que resta do que eles chamam de “entulho da era Vargas”; e os donos do campo estão ali, sempre de olho no mercado internacional…
Ou seja, a “justificativa” golpista já está pronta desde sempre: vale tudo para “arrumar a bagunça” do PT, PT, PT… Mesmo com 2014 tendo terminado com emprego recorde e inflação dentrro do combinado…
Portanto, o “triunfo da boçalidade” é totalmente compatível com a “marcha da insensatez”.
verdadesu
8 de agosto de 2016 2:18 pmAndré , aumentar juros ou
André , aumentar juros ou diminuir tem como objetivo controlar a oferta de moeda, e não para controlar preços finais.
Pense que os juros é uma represa que controla o fluxo de água de um rio.
Tem muita água represada não dá para abrir as comportas senão causa inundação, mesmo que rio abaixo exista uma seca.
“via um ” Banco de obras”, completar 500 obras paradas e jogar dinheiro em grande escala em saneamento e infraestrutura. Dinheiro privado para concessões DEMORA para chegar, depende de muitas avaliações e análises e vai chegar pouco, não faz coceira. Quem tira País da recessão rapidamente é investimento público”
E de onde vem o dinheiro público do setor privado, não existe “dinheiro público” só o privado, mesmo que você considere aumentar a divida ela será paga com dinheiro privado de qualquer jeito, a questão é que não existe dinheiro privado para pagar qualquer aumento da divida (os juros são elevados por isso também).
Uma crise acontece pela destruição do sistema de formação de preços devido a interferência estatal na economia, a sua sugestão é aumentar ainda mais a interferência.
Não existe solução mágica para a crise atual, depende do aumento do nivel de poupança interna para começo de conversa, redução do gasto estatal etc.
ML
8 de agosto de 2016 2:59 pmNão. A política de juros tem
Não. A política de juros tem por objetivo controlar a demanda agregada. Há muito tempo de os bancos centrais não procuram controlar um agregado monetário (base, m1, etc.). Eles atuam diretamente nos juros. Ou seja, fixam uma taxa nominal (selic, etc.), ojetivando determinar uma taxa real (dadas as expectativas de inflação dos agentes).
Andre Araujo
8 de agosto de 2016 4:12 pmRedução do gasto estatal,
Redução do gasto estatal, estou de pleno acordo, 50 mil supersalarios nos tres poderes, contracheques de 200 mil por mês no setor publico, uma mesma pessoa recebendo varias aposentadorias integrais, alugueis absurdos de predios luxuosos, o mais recente, anexo do Ministerio dos Esportes em Brasilia, coisa deste ano, não há controle centralizado de alugueis de predios por Ministerios nem de acumulação de aposentadorias no setor publico.
Quanto ao demais discordo inteiramente, há dinheiro publico sim através da emissão de moeda ou quasi-moeda, não há essa fixidez de regras que certas cartilhas pregam, há hoje uma completa revisão das normas da Segunda Escola Monetarista de Chicago, a primeira de Irving Fisher e a segunda a de Milton Friedman, regras essas que vc enuncia como se fossem os Dez Mandamentos. O Institute of New Economic Thinking, de Nova York, que aqui já apresentei dezenas de voces, criado no rescaldo da crise de 2008 e da qual fazem parte 780 economistas do mais alto nivel, inclusive da Universidade de Chicago e em cujo Board estão Joseph Stiglitz e George Soros entre outros nomes conhecidos, tem uma visão muito mais FLEXIVEL dessas regras que vc aponta.
O caso atual da economia brasileira é de pura e simples expansão monetaria escalonada de R$1 trilhão em 30 meses,
na linha da expansão monetaria do Fed entre 2012 e 1014, 80 bilhões de dolares por mês, não houve inflação alguma.
O que proponho é uma combinação de austeridades nos gastos, fechamento de programas absurdos e inuteis e ao mesmo tempo expansão monetaria para financiar obras de infraestrutura, saneamento e moradia.
Desvalorização do Real até R% 5 por dolar, rebaixa dos juros até chegar a inflação + 2%, vasto programa de concessões,
reformas essenciais fiscal, trabalhista, sindical, do funcionalismo publico. As reformas ficam muito mais realizaveis em um quadro de expansão da economia e são IMPOSSIVEIS em plena recessão.
verdadesu
8 de agosto de 2016 5:04 pm“na linha da expansão
“na linha da expansão monetaria do Fed entre 2012 e 1014, 80 bilhões de dolares por mês, não houve inflação alguma”.
Os EUA dilui a sua expansão monetária mundo afora, não tem comparação com nossa economia que é mais fechada que a Russia comunista da década de 1980.
Não se necessita de muita sofisticação, se você tem 1 litro de leite e adiciona 1 litro de água, quantos litros de leite você fica, não importa quanta água colocar continuará com 1 litro de leite.
“Desvalorização do Real até R% 5 por dolar, rebaixa dos juros até chegar a inflação + 2%, vasto programa de concessões”.
Isso serviria apenas para atrasar os ajustes e depois alavancar uma crise muito maior da que estamos passando. Não tem poupança interna para fazer o que você pretende.
A solução da crise em definitivo passa pelo aumento da poupança interna, redução do gasto estatal para não “comer” o aumento da poupança interna, esta poupança que vai permitir o aumento de investimento privado e o nosso desenvolvimento.
A questão é que leva tempo e planejamento a longo prazo, se os politicos tiverem um plano razoável o povo aceitará o sacrificio contanto que tenhamos seriedade, este país se tornará uma grande potência
André élebê
8 de agosto de 2016 7:15 pmMeu caro, vou supor que sua
Meu caro, vou supor que sua explanação é fruto de crença sincera.
Partindo disso, te pergunto: como você quer criar poupança interna com taxas de juros que batem na estratosfera? Para qualquer capital de giro a conta não fecha.
Quanto ao setor público, é indefensável uma SELIC alta – supostamente para dar um “choque de confiança” em uma desconfiança causada pelo próprio rombo que a SELIC alta causa – METADE do orçamento federal já cai nessa rubrica; ademais, a SELIC alta aprecia o câmbio, inviabilizando investimentos, deprimindo a economia e a própria arrecadação. Esse sacrifício que você sugere é INÚTIL, é o sacrifício que AUMENTA a crise. Sacrifício ÚTIL seria aguentar o tal dólar a R$5 – a menos que você considere que uma China tornou-se o que se tornou apreciando o seu próprio câmbio. Enfim, falar em sacrifício é importar uma ideia cristã inútil para uma economia que está vendo sua moeda ser artificialmente APRECIADA por conta de juros que só servem para engordar os donos de títulos. Nossas reservas são volumosas, não precisamos “passar confiança”, precisamos é EXPORTAR.
Ademais, é brincadeira falar em “economia fechada”… nosso setor financeiro é uma porteira aberta e a indústria nacional não existe mais em diversos setores. Essa história de que a economia nacional é fechada podia ser verdade em 1979, hoje em dia poucas economias são tão abertas quanto a nossa.
Em resumo, estamos é POTENCIALIZANDO UMA CRISE. Os buracos no orçamento logo farão evaporar nossas reservas, daí voltaremos ao período de ouro dos “choques de confiança” via “pauladas na SELIC”.
André élebê
8 de agosto de 2016 7:19 pmO que você propõe é o ÓBVIO:
O que você propõe é o ÓBVIO: reduzir gastos com uma SELIC perniciosamente alta e deslocar o montante para investimentos em infraestrutura, grandes criadores de empregos. Infelizmente, muita gente prefere ver um país de joelhos e bancos felizes, pelos mais diversos motivos.
Apesar do exemplo da China, muita gente AINDA insiste em acreditar que taxas de juros altas proporcionam o “sacrifício” exigido pelo Deus mercado para o desenvolvimento nacional. É de doer.
Se Roosevelt e Keynes tivessem que lidar com a nossa mídia e nossos bancos, os EUA até hoje estariam vivendo a Crise iniciada em 1929.
DanielP
9 de agosto de 2016 2:23 amAndré, o que voce propoe é o
André, o que voce propoe é o correto, mas é inviável de se praticar no Brasil, por alguns motivos:
1) Como que vai botar 1 tri em obras ? Quem vai construir, a lava jato vai deixar ? o tcu ? Claro que nao.
2) Como cortar super salários e mesmo altos salários de batedores de carimbo de nível médio, se estes e aqueles são a alma das corporações, sao do partido dos concurseiros, o maior partido atualmente do Pais ? Sem chance, meu caro. Não passa no Congresso, se passar o Temer barra, se não barrar o STF declara inconstitucional.
Meu caro Andre, no Brasil, mexer em super salário só cortando cabeças, ou trazendo um Erdogan para cá.
3) Como não abaixar o dólar se a classe média quer ir a miami com dinheiro barato e quer que suas aplicações rendam em reais ? Foi esse pessoal que botou o Temer, ele tem que pagar a conta, ora.
Andre, infelizmente estamos indo no caminho totalmente ao contrário, acabando com as empresas de infra estrutura, criando uma insegurança juridica imensa ( quem vai investir com delaçoes correndo soltas e juros altíssimos?).
Não sei como sairemos dessa. Mas o primeiro passo é acabar com a lava jato e a republica de procuradores e juizes, depois TCU, e ai vemos o que fazer.
Felipe Lopes
8 de agosto de 2016 2:48 pmSe a inflação não é de demanda, qual a sua causa?
Não estou questionando o fato de que o problema não é de demanda. Não estou fazendo uma pergunta retórica, é porque não sei a resposta mesmo: porque a inflação permanece alta apesar da demanda estar deprimida? Uma posível resposta é a indexação da economia. Outra seriam os gastos públicos elevados com a folha de pagamento, ao invés de em investimentos, algo que simplesmente injeta liquidez na economia sem aumentar a produtividade. Mas afinal, qual a causa da inflação elevada que temos atualmente, na opinião do pessoal aqui do forum?
Condiscordante Disconcordante
8 de agosto de 2016 3:20 pmMa…ma…mas…o objetivo é esse mesmo, ó ráios!…
Tal qual a Grécia e congêneres, o objetivo é esse mesmo: colocar o país de joelhos…não, de cócoras, com o traseiro bem empinadinho!
Onde se concentra mais renda, onde se levantam mais fortunas gigantescas?
Numa economia cafeeira construida por doações de terras magníficas movidas a escravos e subsídios públicos ou numa por colonos não escravizados? Numa africa do sul colonizada e apartheidizada ou onde os negros apitam alguma coisa? Num país de exploráveis ou num país de cidadãos partícipes?
Entendendo economia como troca de bens e serviços necessários e desejados pelos humanos, nada me convence que o tamanho do mundo economico no mundo não muda muito, mas o do mundo financeiro sim. E este só pode crescer as custas daquele; Para que ele cresça, é necessário (assim eles pensam) que haja bilhões de famintos e miseráveis no mundo.
E o Brasil estava muito assanhadinho nestes úlimos 13 anos, né?
Leandro A.
8 de agosto de 2016 4:23 pmNão vão mudar nada, pois quem
Não vão mudar nada, pois quem os colocou lá é a classe média da camisa amarela, que lucra com os juros altos em suas aplicações e só pensa em dólar barato para poder viajar para Oralando, comprar iphones, camisas polo e tênis sem impostos nativos.
Snaporaz
8 de agosto de 2016 4:28 pmEstadista era, e,é, Lula
Estadista era, e,é, Lula ,quando, contrariando a onda generalizada de pânico e pessimismo estimulou o consumo evitando a depressão que despontava no horizonte.Concordo,falta um estadista.Não só na Fazenda…
Felipe Lopes
8 de agosto de 2016 4:32 pmSe a inflação não é de demanda, qual a sua causa?
Não estou questionando o fato de que o problema não é de demanda. Não estou fazendo uma pergunta retórica, é porque não sei a resposta mesmo: porque a inflação permanece alta apesar da demanda estar deprimida? Uma possível resposta é a indexação da economia. Outra seriam os gastos públicos elevados com a folha de pagamento, ao invés de em investimentos, algo que simplesmente injeta liquidez na economia sem aumentar a produtividade. Mas afinal, qual a causa da inflação elevada que temos atualmente, na opinião do pessoal aqui do forum?
ML
8 de agosto de 2016 5:41 pmFelipe. Simplificando: hoje
Felipe. Simplificando: hoje em dia, a literatura macroeconômica utiliza as expressões “choques de demanda” ou “choques de oferta” (e não propriamente “inflação de demanda” ou “inflação de oferta”). Suponha que a economia opera na meta inflacionária determinada pelo BC. Se ocorre um choque inflacionário, qualquer que seja a sua natureza, a taxa de inflação passa a ser maior do que a meta. Julga-se que existem mecanismos de propagação que fazem com que a inflação corrente seja afetada pela inflação passada. Ou seja, a alta de preços (a uma taxa acima da meta inflacionária) decorrente do choque faz com que os agentes procurem aumentar salários, alugueis, etc. acima da taxa que vinham praticando (e que era condizente com a meta inflacionária). Como salários, etc. são custos das empresas, estas, por sua vez, procuram repassar esse aumento de custos para os preços. Temos, então, uma espiral preços-custos-preços… Segundo esse tipo de literatura, como trazer, então, a inflação de volta para a meta? A resposta é o aumento da taxa de juros, que reduz a demanda agregada, provoca a recessão, e (pensa-se), em decorrência da própria recessão, diminui o poder dos agentes de repassarem a inflação passada para os salários nominais, alugueis nominais e outros custos, quebrando, assim, a espiral preços-custos. Essa política é eficaz? E qual é o seu custo? Essas são questões para as quais as respostas são bem complicadas.
Felipe Lopes
8 de agosto de 2016 6:24 pmPois é ML
O Brasil sempre teve tendências inflacionárias além de nossas metas de inflação são acima das de outros países em desenvolvimento. Para mim é óbvio que o “descuido” do governo Dilma com a inflação, junto com o “descuido” fiscal, reativaram dois problemas crônicos do país, para os quais tinhamos demorado décadas para conseguir controlar. Nunca vi uma crise econômica tão gratuita e evitável como essa. É aquele negócio, depois que você deixa o caos se instalar novamente, não existe receita de bolo para corrigir. Desde 2013 havia avisos sobre o descontrole inflacionário e fiscal. A irresponsabilidade ideológica foi grande, e a classe política está sempre querendo um cheque em branco para gastar o quanto queira…
Andre Araujo
9 de agosto de 2016 12:50 amPara quem esta desempregado
Para quem esta desempregado há mais de um ano uma inflação baixa não refresca, ele precisa e de emprego e sobrevive com emprego mesmo com inflação mais alta. mas não sobrevive sem emprego e com inflação zero.
De 1945 a 1980 o Brasil teve as mais ALTAS taxas de crescimento do planeta e COM inflação em todo esse periodo.
A inflação tem cura conhecida, mas não se conhece formula para acabar com a RECESSÃO.
A recessão é infinitamente mais perniciosa e mais grave do que a inflação.
Nâo dá para combater inflação e recessão ao mesmo tempo, deve-se priorizar a doença mais grave e mais aguda..
Andre Araujo
8 de agosto de 2016 6:58 pmÉ o remédio mais caro que
É o remédio mais caro que existe para combater uma doença. A inflação é o carrapato, a economia inteira é o boi, mata-se o boi para depois o carrapato morrer, é coisa de uma tal estupidez que choca uma mente racional. Para isso não precisa escola de economia, não exige técnica, é uma receita de indigencia mental. Inventou-se a ciencia economica EXATAMENTE para se encontrar caminhos mais baratos para tratar da recessão; Essa literatura é dos tempos antideluvianos da economia, pré-Keynes, é a receita que Herbert Hoover queria pratica nos EUA e que o Chanceler Bruning queria praticar na
Alemanha ambos na decada de 30, contra a qual propuseram outros caminhos Keynes e Schacht.
Felipe Lopes
8 de agosto de 2016 7:40 pmEstamos pagando o preço pelo descuido de Dilma, André
Ela deixou a inflação correr solta e lançou mão de mecanismos não convencionais, como o controle artificial dos preços da gasolina, o que ajudou a jogar a petrobrás (e etanol combustível) para o buraco. Além disso, passamos mais de uma década incentivando o consumo sem nos preocupar com ganhos de produtividade. Agora que o caldo já entornou, esperemos que os próximos mandatários não sejam tão irresponáveis.
joel lima
8 de agosto de 2016 8:28 pmÉ como se Doutô Meirelles
É como se Doutô Meirelles fosse um médico que estivesse usando a sangria pra curar um anêmico e conta com uma mídia que martela dia e noite que esse é o único e mais eficiente remédio atualmente. E se esses palhaços conseguirem implantar o que querem, o pais entra numa recessão e aí eu pergunto = como vamos sair dela? Acho que foi o próprio André que disse que nem há uma fórmula para tirar o país da depressão. E nunca tivemos um mundo político tão baixo, tão desqualificado, sem um pingo de virilidade no sentido que Maquiavel usava em suas análiss políticas.
Felipe Lopes
8 de agosto de 2016 7:37 pmPois é ML
O Brasil sempre teve tendências inflacionárias além de nossas metas de inflação são acima das de outros países em desenvolvimento. Para mim é óbvio que o “descuido” do governo Dilma com a inflação, junto com o “descuido” fiscal, reativaram dois problemas crônicos do país, para os quais tinhamos demorado décadas para conseguir controlar. Nunca vi uma crise econômica tão gratuita e evitável como essa. É aquele negócio, depois que você deixa o caos se instalar novamente, não existe receita de bolo para corrigir. Desde 2013 havia avisos sobre o descontrole inflacionário e fiscal. A irresponsabilidade ideológica foi grande, e a classe política está sempre querendo um cheque em branco para gastar o quanto queira…
ML
8 de agosto de 2016 11:38 pmObservem o seguinte: o
Observem o seguinte: o raciocínio que expus acima é, grosso modo, o que é utilizado pela literatura padrão neo-keyenesiana para explicar processos inflacionários e a lógica da política de juros (reais) elevados. Isso é uma teoria ou modelo; ou seja, uma grade de inteligibilidade por meio da qual procuramos atribuir sentido aos fenômenos empíricos, entender o mundo. Não estou defendendo ou endossando esse particular modelo, e, evidentemente, há outras formas de compreender processos inflacionários à luz de outras matrizes teóricas.
O que é necessário é entender o modo pelo qual os proponentes desse modelo pensam o fenômeno inflacionário. Mostrar a lógica desse raciocínio não implica com ele concordar. E, mesmo se aceitássemos esse particular modo de entender os processos inflacionários, ainda restaria a questão absolutamente fundamental de se a política econômica de juros altos é boa, pois há custos a serem considerados, inclusive à luz de considerações que transcendem o objetivo de “trazer a inflação para a meta”, tão ao gosto dos Sadembers e dos economistas da globonews. Refiro-me a objetivos de Estado, de política de desenvolvimento e de soberania nacional.
Um segundo ponto é se a política de juros altos é eficaz, ou seja, de facto derruba a taxa de inflação. Minha convicção pessoal é que, em última instância, sim: como diz o André Araújo, se você matar o boi, matará o carrapato. Mas, morto o carrapato, resta saber o que sobrará. Política econômica é arte orientada por ciência; objetivos de curto e médio prazo devem estar subordinados às ideias constituintes de nossa identidade cultural e da nossa humanidade, nos limites que o conhecimento nos impõe.
Isto posto, minha avaliação da Dilma. Fez erros crassos? Sem dúvida. O principal deles foi fazer uma política anticíclica equivocada. Não por ser anticíclica, mas por usar instrumentos inadequados, a saber, as desonerações fiscais, o controle de tarifas públicas e outros incentivos à iniciativa privada. Esse tipo de política aumenta o deficit público com pouco efeito (ou garantias) de aumento da demanda; baseia-se, na crença de que a redução do custo do capital e do trabalho aumentará o investimento privado (como, aliás, disse a Dilma na entrevista ao Nassif). Obviamente, isso não ocorreu, e o controle de preços e tarifas públicas teve de ser abandonado, o que ocasionou um choque inflacionário de oferta (aumento de custos).
Na verdade, não acredito que a redução dos custos do capital e do trabalho sejam políticas adequadas para enfrentar uma reversão do ciclo econômico. Numa situação de reversão do ciclo econômico, a redução desses custos não se traduz em aumento do investimento privado, principalmente quando o endividamento do setor privado já está muito elevado. Já aumento do gasto público, por outro lado, embora também aumente o deficit, gera efeitos sobre a demanda muito mais diretos e eficazes.
Assim, era necessário aumentar os gastos públicos, priorizando aqueles que possuem maior impacto sobre a demanda agregada e sobre a expansão da capacidade produtiva. Explicando: se você aumenta o gasto público por meio de transferências para os ricos, o multiplicador (e, portanto, o aumento da renda) é muito menor do que se você direcionar esse aumento dos gastos para os pobres, cuja propensão marginal a consumir é muito maior do que a dos ricos; se o governo gasta em aumento da capacidade produtiva, preferencialmente com inovação ou incorporação de tecnologia, ele colhe resultados positivos não só em termos de demanda agregada mas também no tocante ao desenvolvimento econômico. Mas, dirão os ortodoxos, se é assim tão fácil, por que não é feito? Primeiro, não é nada fácil; pode dar errado (como qualquer outra política anticíclica, a depender de um monte de fatores; política econômica é sabedoria e não simplesmente seguir regras de um manual). Segundo, foi e é feito sim, como a história nos mostra.
Roberto Locatelli
8 de agosto de 2016 5:10 pmEles pouco se importam
A meta não é, nem nunca foi, “baixar a inflação”. Eles não estão pensando no futuro do Brasil, estão pensando no agora deles mesmos. O que eles querem é aumentar as riquezas dos banqueiros e rentistas. É aumentar a pobreza do povo para aumentar a riqueza dos ricos. Simples assim.
André élebê
8 de agosto de 2016 7:26 pmRECEITA PARA ARREBENTAR UM
RECEITA PARA ARREBENTAR UM PAÍS
1) Calcule a inflação com forte base de elementos sazonais (EUA e Europa não baseiam inflação em preço de tomates ou feijões, daí índices mais baixos);
2) Insista que para baixar uma inflação independente de demanda, é necessário aumentar os juros – se preferir, insista em uma meta de inflação artificialmente baixa, será mais fácil dizer que a inflação está “descontrolada”, assustando os tapuias;
3) Quando os juros exigirem uma parcela altíssima do Orçamento para serem bancados, diga que é preciso atrair mais capitais para um “choque de confiança” a fim de bancar o rombo;
4) Quando o rombo aumentar ainda mais, potencializado por você, deixe suas reservas evaporarem e faça cara de paisagem.
PRONTO! Ao final de um curto período você já pode voltar ao FMI e sujeitar seu país às exigências mais absurdas possíveis. Afinal, desenvolvimento econômico não é coisa para país-satélite.
Renato Lazzari
8 de agosto de 2016 7:27 pmTalvez a ideia não seja nem
Talvez a ideia não seja nem segurar a inflação nem abreviar a recessão e sim colocar em prática qualquer medida que resulte em medo e desespero gerais. O medo e o terror costumam impelir as pessoas ao conservadorismo, é preciso clima de segurança para a gente sentir-se à vontade para ser progressista. Quer verificar? Experimenta propor qualquer medida que seja tranquilizante, tanto para o mercado quanto para o povo, exceto, é claro, tentar transmitir a imagem de que tudo está ok, dando assim uma espécie de “perdido” em corações e mentes. Desde que a medida apavore geral na sua aplicação, estará tudo bem.
Pode ser que seja até inconscientemente – o que duvido – mas qualquer coisa que desvie o terror que o golpe de estado de per si já promove – censura, repressão, judiciário ilegal -, será bem vinda por esse governo. Inclusive deflagrar catástrofe econômica para que a catástrofe política pareça menor.
Ewerardo Tabatinga
9 de agosto de 2016 12:48 amA questão não é o País, mas,
A questão não é o País, mas, o projeto petista de Combate à Corrupção, em andamento, que ameaçava a todos os golpistas. Era preciso dominá-lo, de modo que não acabassem, todos, no xilindró.
romulus
9 de agosto de 2016 6:05 amCaro André,
Tudo certo (de
Caro André,
Tudo certo (de novo).
Mas estupidez, se há, é em não ver que isso não é sustentável e que cedo ou tarde a corda rompe.
Como coloquei em título de post ainda outro dia:
O mal do malandro é achar que os outros são otários.