A tarefa impossível de calcular as perdas da Petrobras

A Petrobras foi submetida a um desafio impossível: estimar as perdas com a corrupção para dar baixa no balanço.

Os vazamentos indiscriminados ventilaram a suspeita de que os desvios poderiam ter ascendido a R$ 20 bilhões. Mas a única coisa de concreto que se tem é a comissão de 3% sobre cada contrato fechado. E quem pagava era o fornecedor, não a Petrobras.

Compare-se a propina com, digamos, uma comissão de vendas.

Do ponto de vista penal, a distinção é total: propina é crime e tem que levar a cadeia quem pagou e quem recebeu.

Do ponto de vista contábil (e do ponto de vista de proporção do contrato) ambas equivalem. Ou seja, o custo de uma propina é similar ao de uma comissão por intermediação comercial.

Mas não é só isso.

A intermediação justifica-se no caso de contratos sem licitação. Aí, valem os contatos e a lábia do vendedor. No caso de contratos licitados, o custo da intermediação (ou seja, da propina) é embutido no preço do contrato. Teoricamente, então, o primeiro cálculo para estimar as perdas da. Petrobras seria o sobrepreço pago para compensar a propina. Para isso, a Lava Jato precisa ter o quadro completo de propinas pagas e repassá-lo à Petrobras.

Não apenas isso.

Há a suspeita de formação de cartel. A caça implacável da força tarefa atrás da Odebrecht tem uma explicação. Não se pode conceber um cartel sem a presença da maior empreiteira. Se nada for encontrado que incrimine a Odebrechet, ficará difícil provar a tese do cartel.

Daí o empenho dos delegados e procuradores em plantar notas na imprensa, buscando o caminho mais fácil: intimidar os executivos da empresa para que adiram à delação premiada.

Se conseguirem juntar todos os elos e provar a existência do cartel, o passo seguinte será estimar o sobrepreço que resultou do acordo. E esse sobrepreço teria que ser calculado em cada obra. Não pode ser confundido com os aditivos, já que parte deles têm justificativas técnicas.

Já se dizia que era mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico ir para a prisão. O rico já foi. Diria que é mais fácil contar as areias do castelo do que ter uma resposta precisa para as baixas contábeis da Petrobras.

 

71 Comentários

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Mircon

- 2015-01-29 16:10:56

Veja o que o Nassif postou hoje...

https://jornalggn.com.br/noticia/as-discussoes-sobre-o-balanco-da-petrobras#comment-564420

Cristiano,

O texto de hoje afirma em detalhes, exatamente o que eu postei de forma resumida:

"Nesse ponto específico, depois de uma calorosa discussão com o economista Francisco Petros, vislumbramos outra possibilidade, à luz da legislação societária brasileira. Uma vez identificado o valor da corrupção, perpetrada por alguns diretores e funcionários da companhia, os seus acionistas e a própria companhia em si, por se sentirem lesados no seu patrimônio, poderiam pleitear, mesmo que judicialmente, a devolução desse valor. Se assim é, o montante relativo à corrupção poderia não ser uma “baixa contábil”, mas o reconhecimento de um ativo, contra os judicialmente envolvidos.

Então, o lançamento contábil seria como segue:

Crédito - R$ 3 bilhões: Ativo Imobilizado – Refinaria, de modo a reduzir o seu valor;

Débito - R$ 2 bilhões: Ativo Não Circulante – Direito de ressarcimento;

Débito - R$ 1 bilhões: Demonstração do Resultado do Exercício (despesa), reconhecendo o “impairment” do ativo."

Mircon

- 2015-01-29 16:08:34

Olha o que o Nassif postou hoje...

https://jornalggn.com.br/noticia/as-discussoes-sobre-o-balanco-da-petrobras#comment-564420

O texto de hoje afirma em detalhes, exatamente o que eu postei de forma resumida:

"Nesse ponto específico, depois de uma calorosa discussão com o economista Francisco Petros, vislumbramos outra possibilidade, à luz da legislação societária brasileira. Uma vez identificado o valor da corrupção, perpetrada por alguns diretores e funcionários da companhia, os seus acionistas e a própria companhia em si, por se sentirem lesados no seu patrimônio, poderiam pleitear, mesmo que judicialmente, a devolução desse valor. Se assim é, o montante relativo à corrupção poderia não ser uma “baixa contábil”, mas o reconhecimento de um ativo, contra os judicialmente envolvidos.

Então, o lançamento contábil seria como segue:

Crédito - R$ 3 bilhões: Ativo Imobilizado – Refinaria, de modo a reduzir o seu valor;

Débito - R$ 2 bilhões: Ativo Não Circulante – Direito de ressarcimento;

Débito - R$ 1 bilhões: Demonstração do Resultado do Exercício (despesa), reconhecendo o “impairment” do ativo."

Astravancador de Porgreço

- 2015-01-29 12:00:58

Longas "explicações" que partem de um porto inexistente

"Se numa auditoria chega-se a conclusão que a refinaria vale apenas 10 bilhões, óbviamente tem que se fazer um ajuste no balanço."

Pois é, o "hole is a little below", pois isto envolve quantificar transações externas (comumente em caixa 2) e secretas (ou vc acha que há contratos públicos de propina?) à empresa auditada.

Estas "conclusões" só poderão acontecer após investigações policiais, com confissões, delações e explicações de movimentações nacionais e internacionais quebradas judicialmente. Coisas que uma auditoria não tem sequer poder de fazer.

A Petrobrás, que até o espalhafatoso e escandaloso escândalo criado pelo meretríssimo, digo meritíssimo juiz da repíblica do Paraná, sempre foi  auditada por diversas empresas independentes, das quais a gigante multinacional PWC é a principal delas.

E nem ela tem capacidade de fechar um balanço nas condições atuais.

Mas há uns poucos no mundo que conseguem fazer isso: O Moro, o T.CU, a míRdia e você (hehe).

 

PS: Entenda (?) que sou favorável à (discreta e sigilosa) investigação, indiciação, julgamento e condenação de qualquer um que tenha se beneficiado ilegalmente da nossa estratégica Petrobrás, seja de que facção fôr. O que sou radicalmente contra é a escandalização e destruição econômica da empresa e de todo um setor de construção, paralisando obras estratégicas e causando prejuízos financeiros, econômicos (e sociais) gigantescamente maiores do que a corrupção investigada. Que por sinal é uma fração de escândalos muito maiores que ocorreram no passado e foram devidamente amoitados, como o próprio Banestado, com os MESMOS protagonistas...

Astravancador de Porgreço

- 2015-01-29 11:40:55

O valor da "obra do rei"

Em obras que custem um valor significativo, esta é a única interpretação que podemos dar a "valor real da obra".

Até em obras domésticas própras, é comum perder-se o controle dos gastos (e prazos (embora possa ser feito).

Ou o comentarista tem algumas limitações ou é um (ativo) inocente útil.

Só de haver margens de lucro na cadeia de formação de qualquer preço (fora dezenas de outros artifícios criados pelo mercado) dilui-se a "realeza" de chegar-se a valores exatos.

O que se pode pegar é exageros, absurdos e quetais.

Numa empresa que tem um dos maiores investimentos  e custos operacionais do mundo contemporâneo (na ordem de grandeza do trilhão), saber se cada  preço poderia ser 3% maior ou menor é uma tarefa que só o T.CU do crente rapaz, completamente fora do circuito, pode "descobrir".

Coisas que nem a contabilidade do prórpio fornecedor consegue. Como é tudo por baixo do pano, tipicamente aé fora da contabilidade (caixa 2) ou mascarado numa miríade de operações legalizadas, só quem sabe da mutreta são os próprios envolvidos (2 a meia dúzia, que já será uma multidão, pelos riscos).

Os Rodriguianos idiotas da objetividade acham que isto faz parte da contabilidade, dos contratos e das transações normais das empresas (públicas e privadas).E que todo mundo sabe do que é combinado entre os comparsas (muitas vezes odiando um ao outro).

Patético.

Astravancador de Porgreço

- 2015-01-29 11:21:38

Festival de ilações "de quem ignora" o que fala

"O difícil não é apurar o rombo. Isso já está apurado."

Então diga-nos quanto é, colega, quanto coube a quem? Estamos doiso pra saber!

"A Petrobrás ... sabe exatamente qual o sobrepreço em cada obra".

Rapaz, será que vc já participou de verdade de negociações no capitalismo real e conhece o que chamamos de cadeia de suprimentos,finanças, mercado? Ou já foi empresário ou executivo de uma empresa grande para saber que conhecer o seu próprio custo é um negócio "compliicadinho"? Ou terá feito apenas o ensino fundamental?

"Se alguém duvida disso, que se feche a empresa."

É isto que pessoas com a sua avalizada "opinião" (talvez não as mesmas intenções) estão querendo fazer.

E doar os despojos...

 

Kont A. Dor

- 2015-01-29 10:54:18

O Fanzoco dos T.CUs

O garoto ainda não percebeu que os T.CUs servem sim para alguma coisa: fazer política.

Proteger as contas dos amicci e detonar as dos demais, custe o que custar!

É assim desde sempre.

Na verdade, o garoto sabe disso. 

É só mesmo coração de (anti)torcedor..

Oi intestino de pensador.

 

Cesário

- 2015-01-29 10:35:52

Desconhecimento

As companhias estaduais podem solicitar o aumento que só será efetivado se a ANEEL (Agencia Nacional de Energia Elétrica) autorizar, já que é a agência reguladora. Porém, a situação dos reservatórios já era conhecida da agência em 2013, e mesmo assim a Dilma, irresponsavelmente permitiu este desconto que comprometeu a situação energética da região sudeste e centro oeste. O nome disso é politicagem populista.

Cesário

- 2015-01-29 10:35:50

Desconhecimento

As companhias estaduais podem solicitar o aumento que só será efetivado se a ANEEL (Agencia Nacional de Energia Elétrica) autorizar, já que é a agência reguladora. Porém, a situação dos reservatórios já era conhecida da agência em 2013, e mesmo assim a Dilma, irresponsavelmente permitiu este desconto que comprometeu a situação energética da região sudeste e centro oeste. O nome disso é politicagem populista.

Álvaro Noites

- 2015-01-29 01:53:09

Essa cantilena de

Essa cantilena de contabilidade é apenas combustível para manter o pau na Petrobrás.

A Globo se esbaldou hoje.

Estou em Salvador-BA e por um infortúnio a Rádio Globo estava sintonizada no carro alugado. O pouco que ficou sintonizado (até eu saber como se mexia no rádio) era overdose de pau na Petrobrás.

Lamentável.

Alex Sotto

- 2015-01-29 01:50:47

Ok

Também não acredito nas agências de rating, só que sem balanço auditado cai a classificação e a captação de dinheiro para os investimentos não vem.

E o auditor não assina se não especificarem o quanto foi tungado da empresa e quanto ela tem para ir atrás.

Portanto, não vejo outro jeito.

Jorge Rebolla

- 2015-01-29 01:19:54

Balanço auditado é igual ao rating de risco...

...depende de quem faz e para que. Enron e Lehman Brothers não são exceções, mas a regra. Por acaso você acredita que os bancos americanos e europeus, por exemplo, são tão saudáveis quanto as classificações que recebem das agências de rating. Muitos com AAA na verdade estão pedalando um bicicleta. Caem se pararem.

Se a Petrobras divulgar um balanço que demonstre fielmente a sua situação financeira todos os prejuízos causados pelos ratos gordos e lustrosos do conluio Empreiteiras-PT-PMDB estarão nele. Seja pelo aumento do endividamento, pela redução da disponibilidade de caixa ou pela queda nos lucros. Constatar que na Abreu e Lima, no Comperj ou nas Premiuns, etc. foram gastos X bilhões de Reais a mais, coisa que pode ser feita apenas por estimativa, em nada irá alterar a situação atual da empresa. 

O que precisa ser feito é determinar como está a saúde econômica da Petrobras, repactuar os contratos em andamento, punir os criminosos, recuperar judicialmente os valores passíveis de serem calculados e criar mecanismos que impeçam a continuidade da atuação mafiosa dentro da empresa.

Embora possam ser semelhantes nos meios e nos fins, a corrupção dentro da Petrobras produz outros resultados na sociedade totalmente diversos da do DNIT. Além da subtração do patrimônio público, coisa comum a ambos, a crise atual no setor de óleo e gás, principalmente das obras contratadas pela Sete Brasil, que agravaram após o petrolão se tornar público, ameaça todas as empresas da cadeia produtiva. Inúmeras empresas de pequeno e médio porte estão sendo sufocadas. Todo o arranjo produtivo que fornece bens e serviços para o setor corre o risco de quebrar se nada for feito a curto prazo. Um efeito dominó e tanto...

Alex Sotto

- 2015-01-29 00:47:22

Elelê

Tá certo então. Os Tribunais de Conta não servem prá bosta nenhuma.

Quer dizer que só porque uma estrada que é feita entre uma cidade e outra, e obviamente é uma obra única, que não poderá ser reproduzida em iguais circunstâncias mais nenhuma vez, os tribunais de conta não tem como auditar a obra e detectar superfaturamento.

Que beleza.

No mais, desprezar o tangível e precificar apenas o tangível foi uma pirueta contábil sensacional.

Enquanto não inventarem outro jeito de fazer contabilidade, o único jeito de apurar os dividendos dos sócios, e são muitos, continua sendo o balanço. Auditado, de preferência.

Jorge Rebolla

- 2015-01-29 00:36:32

Quê história é esta de dar baixa da corrupção no balanço?

A) Se na refinaria A o sobrepreço foi de X Reais, na plataforma B de X/2, no oleoduto C também de X/2 foram desviados 2X, que já reduziram a disponibilidade de caixa e o lucro da Petrobras.

B) Como estes bens estão fora do mercado, pois não existe nenhuma possibilidade de serem vendidos na sua vida útil, não tem como ser quantificado o sobrepreço efetivo. Deve-se levar em consideração que uma FPSO fabricada para atender o Pré-Sal é específica para ele, não vai operar nas mesmas condições no Golfo do México ou no Mar do Norte. Quanto mais as instalações on shore.

C) Toda grande empresa tem como principal balizador do seu valor a geração de caixa atual e as suas condições para manter ou aumentar o market share. O patrimônio físico importa muito pouco, afinal o que interessa é a rentabilidade sobre as vendas e o retorno sobre o capital investido. Todas as instalações são acessórias.

D) O prejuízo contábil já foi realizado na verdade, quantificar o montante é chute. Grande parte dos investimentos mal feitos já foram quitados. Para os contratos ainda em andamento repactuar os valores sem o fator TLDC.

E) O que deve ser feito é auditar as reais condições da empresa no momento, levando em consideração se a receita futura irá cobrir as despesas sem necessidade de novos aportes de capital, e adequar o plano de investimento.

F) Quanto aos contratos superfaturados e às propinas, punir criminalmente os envolvidos. Em relação aos recursos desviados apurar o que for possível em termos de valores e os recuperar judicialmente.

G) O resto é fofoca!

Impossibilitado

- 2015-01-28 23:35:03

Parece que é um "parecer" ...

Se o T.CU tivesse engenheiros, geólogos, compradores, operadores e gente preocupada em fazer uma empresa de petróleo gigante se manter lucrativa e fazer acontecer suas estratégias importantíssimas para o país (qualquer um)., poderia dar pitacos mais "possíveis".

Mas como politicos contabilistas, não necessariamente nesta mesma ordem, fazem qualquer conta de chegar onde querem... 

Ao invés de ajudarem, por exemplo dizendo onde, quando, como e por quem foi feito o erro, apenas sugerem paralisar obras estratégicas enquant não "esclarecerem" suas ignorâncias. Culpam destrutivamente as empresas e os projetos, não as pessoas. Não oferecem solução, procuram geram crises com seus "pareceres".

Lembrando que a Petrobrás é auditada por gigantes multinacionais do ramo.

Mas o T.CU faz o "impossível" parecer possível, né?

O negócio é parar tudo, incriminar tudo. E gerar notícias para alimentar o "mar de lama"!

Bem seletivamente, claro... bem ppppp.

 

Alex Sotto

- 2015-01-28 23:08:50

TCU fazendo o impossível

TCU confirma sobrepreço em obra de ampliação e modernização da REPAR

 

Parecer aponta que foram cobrados R$ 1,4 bilhão a mais para a construção da unidade

 

O parecer que aponta o superfaturamento de R$ 1,4 bilhão das obras de ampliação e modernização da Refinaria Getúlio Vargas (Repar), unidade paranaense da Petrobras, foi mantido pelo corpo técnico do Tribunal de Contas da União (TCU). Ontem, a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara Federal, formada por quatro deputados federais e integrantes do TCU, esteve em visita a refinaria localizada em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). “O corpo técnico do TCU fará agora um segundo relatório, após a análise das informações solicitadas hoje (ontem) a Petrobras, mas o superfaturamento das obras ficou constatado”,


Fonte: fetraconspar.org.br

Alex Sotto

- 2015-01-28 23:05:52

TCU fazendo o impossível

Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) encontrou indícios de superfaturamento de R$ 242,8 milhões em quatro contratos da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Os ministros querem que a Petrobras e as empresas contratadas se manifestem. Eles pedem explicações sobre a fórmula de reajuste adotada, considerada incompatível com as características da obra, o que acarretou indícios de pagamento indevido de reajustes contatuais.

Conforme o TCU, além dos R$ 242,8 milhões pagos, outros R$ 124,9 milhões previstos para pagamento também são considerados em condições inadequadas de reajustes. O montante apresentando indícios de superfaturamento, em razão de condições de reajustes inadequadas, é de R$ 367,8 milhões.

O TCU analisou 52 contratos de obras de cinco refinarias da Petrobras. A estatal deverá suspender o repasse dos valores devidos e recalcular os reajustes contratuais. O tribunal aprofundará o exame de todos os contratos com indícios de superfaturamento.

http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2014-09/tcu-encontra-indicio-de-superfaturamentos-em-contratos-de-refinaria-da

JOSE RINALDO ALBINO

- 2015-01-28 22:59:36

Lançar como despesa do

Lançar como despesa do exercício de 2014 e a contrapartida como prejuízo não é a solução mais exata ou justa, creio, visto que o superfaturamento se deu durante toda a construção da Refinaria de Abreu lima, durante vários exercícios. Eu acredito que a melhor solução é descontar do valor do ativo, no balanço atual, o sobrepreço total, diminuindo, em contrapartida, o patrimônio líquido. OBS.: mas isto é apenas uma perda contábil, que não vai abalar numericamente o caixa da empresa - em todo caso é preciso verificar a Lei das S/A para ver se é possível.

Um abraço.

César Locatelli

- 2015-01-28 22:14:26

Para entender um pouco do imbróglio da Petrobras

Vamos começar com uma analogia?

Você comprou uma casa por R$ 500 mil reais. Depois de um tempo, você descobriu que o corretor recebeu mais do que deveria. Ao invés de receber a corretagem padrão, ele recebeu mais. Sua casa está “contablizada” no seu imposto de renda por R$ 500 mil, mas pode ser que valha menos do que isso porque você descobriu essa história do corretor.

Como proceder?      

A melhor forma seria procurar pessoas que trabalham no mercado imobiliário e pedir algumas avaliações da sua casa. Tentando dessa forma descobrir por quanto você conseguiria vender sua casa se assim quisesse.

Descoberto o valor de mercado você teria uma boa ideia de quanto sua casa realmente vale. Esse processo se chama marcação a mercado, que é tentar descobrir por quanto conseguiríamos nos desfazer de ativos que temos, no nosso exemplo por quanto vendria sua casa. A partir da marcação a mercado contabilizamos o novo valor e a diferença será lançada como prejuízo se a casa valer no mercado menos do os R$ 500 mil ou lucro se o valor de mercado for superior.

A dificuldade desse processo aumenta exponencialmente se temos que avaliar uma refinaria. Se tivéssemos muitas negociações envolvendo compras e vendas de refinarias, a solução seria simples. Não é esse o caso.

A Petrobras tem R$ 600 bi de ativos imobilizado, que é constituído por imóveis, refinarias,  plataformas, prédios e todos outros tipos de ativos fixos. Existe a suspeita de que a empresa pagou a mais do que o devido sobre 1/3 desse valor, ou, cerca de R$ 188 bi.

Eles tentaram caminhar por dois métodos. Um foi determinar o valor do dinheiro desviado e abater do valor contabilizado do imobilizado. Porém, é impossível saber o quanto foi efetivamente pago a mais. Esse método não se revelou adequado. O outro método é avaliar qual seria o valor justo do imobilizado e compará-lo com o valor contábil. Esse método revelou que entre ativos avaliados para maior e ativos avaliados para menor, a diferença seria de R$ 60 bilhões. Explicando: a consultoria, contratada para reavaliar aqueles ativos que estavam na contabilidade com valor de R$ 188 bi, acha que esses ativos valem cer de R$ 128 bi. Ou seja, que estão contabilizados por R$ 60 bi a mais.

A empresa deveria, ao julgar que esse novo número é razoável, colocar em seu balanço que os ativoa valem R$ 60 bi a menos e lançar esse valor a prejuízo.

Ocorre, ainda, que esse cálculo tem muita incerteza. Então a diretoria da empresa resolveu divulgar o valor da perda estimada por essas consultorias para dar uma ideia para o mercado e tentar buscar outro método mais confiável. Quando tiver mais segurança do valor a ser jogado para prejuízo a empresa fará isso e seu ativo imobilizado será reduzido desse valor, que pode ser maior ou menor que R$ 60 bi.

Os operadores do mercado financeiro, que derrubaram o preço da ação em perto de 10%, fizeram a seguinte conta se o ativo da empresa cair 10% de R$ 600 bi para R$ 540 bi, a empresa “perderá” 10% de seu valor. Parece exagerado. Mas o tempo dirá.

Max

- 2015-01-28 21:53:46

Nassif, depois de mais uma

Nassif, depois de mais uma mentira dos Petralhas sobre o balanço da Petrobrás, qual será a outra? Como podem usar de tanta maldade e insanidade com nós, brasileiros? Até quando  vai isso tudo? Alô, alô..., povo brasileiro! A Petrobrás é nossa ou não?

Galvão

- 2015-01-28 21:37:33

Troll Coxinha...

quem aumentou o valor do fornecimento de energia elétrica, foram as empresas distribuidora que são estaduais.

Galvão

- 2015-01-28 21:13:32

Será...

que alguém pode avisar a esse leso, que o "doutor brizola", quer descansar em paz?

Alex Sotto

- 2015-01-28 21:02:15

Como impossível ???

Os tribunais de contas no Brasil auditam obras em todo o país e confrontam os valores gastos pelos administradors públicos com o valor real da obra.

Há manuais e roteiros para se chegar a esses valores.

Além disso há empresas especializadas em auditorias independentes para constatar se houve superfaturamento de obras. Ou vocÊ acha, por exemplo, que todos os acionistas de uma FIAT, por exemplo, acreditam cegamente que a nova fábrica da empresa irá custar 4 bilhões apenas porque o corpo técnico da empresa disse e a empreiteira que vai contsruir aceitou pagar.

Óbvio, que não. Todas essas obras são auditadas por empresas independentes. 

Esequiel

- 2015-01-28 20:59:51

Crédito da Petrobras

Nesse caso, para que houvesse crédito a Petrobras, seria necessario subtrair das empreiteiras envolvidas no caso; o dia que isso acontecer vai ter fila de morcegos pra doar sangue.

Alex Sotto

- 2015-01-28 20:56:44

Meu querido

Só vou perder alguns minutos com você porque você é muito simpático.

Retomando a explicação anterior, a Empresa não tem que se importar se o valor que ela pagou a mais se transformou em propina para seus diretores ou em lucro para as empreiteiras.

A única preocupação dela, quanto a apresentação de seu balanço, que nada mais é do que uma peça contábil, é saber quanto valem seus ativos, e para isso ela não precisa de justiça nenhuma.

Explico.

Uma refinaria como a de Pernambuco foi imobilizada no ativo da Petrobras ao custo que foi pago por ela. Digamos,  20 bilhões de reais. 

Se numa auditoria chega-se a conclusão que a refinaria vale apenas 10 bilhões, óbviamente tem que se fazer um ajuste no balanço.

Esse ajuste pode se dar de duas maneiras, a saber. Ou joga-se nas despesas e se contabiliza o prejuízo, ou move-se uma ação no valor que foi cobrado a mais pela obra contra os responsáveis e contabiliza-se esse ativo tirando-o do patrimônio imobilizado e debitando-o em contas a receber de ações judiciais.

Qualquer bom guardador de livros faz essa operação. 

A maneira para chegar nesse valor correto da obra, como disse anteiormente, está nos manuais de qualquer tribunal de contas deste país e também nas empresas especializadas em auditar obras.

Nada muito complicado. E muito menos impossível.

Mas porque não se faz então ?

Como já disse, porque vai respingar em muita gente.

JOSE RINALDO ALBINO

- 2015-01-28 20:51:22

Você tem razão, este

Você tem razão, este prejuízo, devido ao sobrepreço das obras da Abreu Lima, já foi absorvido e contabilizado pela Petrobrás ao longo dos anos de construção da refinaria (por exemplo: um equipamento que valia R$ 1.000.000,00, comprado em 2006 por R$ 2.000.000,00, já teve o sobrepreço absorvido e contabilizado naquela época). Por mais este motivo é muito difícil apurar o valor real do remanescente destas perdas, projetadas para a época atual.

E o sobrepreço da obra não é propina; propina é o valor pago para conseguir a aprovação do contrado superfaturado.

J. MECENAS

- 2015-01-28 20:32:16

O teste de impairment não pode servir para isso

O teste de impairment serve corrigir distorções em relação a ativos que podem estar registrados por valor superior ao valor recuperável.

Este valor recuperável é calculado em função do uso ou até mesmo por expectativa de venda do ativo. Desta forma, os ativos isolados de uma refinaria normalmente valem menos do que sua capacidade de geração de caixa, que é a sua capacidade de uso.

Ocorre que esta capacidade de geração de caixa pode cobrir com folga todo o montante envolvido no pagamento de propinas, não deixando visível o que está relacionado à corrupção daquilo que é próprio da atividade.

Em matéria da Folha sobre a reunião para tratar dos ajustes no balanço da Petrobrás encontrei o seguinte texto:

“Logo após apresentado o valor, o sócio da PwC Marcos Panassol alegou que a baixa estava incorporando inadequadamente diversas variáveis, o que estaria jogando para cima de forma errada a necessidade de desconto por corrupção”

O auditor está correto em sua interpretação, se o objetivo é destacar apenas as baixas decorrentes da corrupção, não se pode usar um método que englobe operações normais da companhia. 

Homero Pavan Filho

- 2015-01-28 20:29:06


Eu queria saber que empresa privada faz refinaria ou fura poço de petróleo, compra navio, plataformas, etc.

Andre W.

- 2015-01-28 20:28:34

Esse governo bundha mole é

Esse governo bundha mole é pautado pelo oba-oba da mídia. Não existe cálculo de propina em contabilidade, pois isso depende de distinguir de outras perdas, ineficiências, até ganho de valor (imóveis por ex.) que existem em maior ou menor grau em TODA ORGANIZAÇÃO. Existe reavaliação de ativos. Essa pode ser feita por uma motivação relevante, para trazer os ativos passivos a preço de mercado. O que esse governo bundha mole deveria ter feito é não ter posto uma quadrilha para administrar a Petrobrás. E não me venham com a conversinha de que antes era assim, pois não justifica. Votei na Dilma por princípios, mas chega de bundamolice e aparelhamento.

Jean Baptiste

- 2015-01-28 20:17:48

Nassif, entendo que a

Nassif, entendo que a Petrobras teria ganho e não perda com a lava jato. Pois, obras que foram orçadas e pagas com comissão, teriam esses valores ressarcidos. E obras que serão construídas teriam o seu custo reduzido em função dos novos valores acertados sem o % de corrupção. Logo, acho estranha esse caminhão de notícias dizendo que o rombo foi de "tanto".

jc.pompeu

- 2015-01-28 20:04:12

"A tarefa impossível de

"A tarefa impossível de calcular as perdas da Petrobras"

bons tempos! que não voltam mais...

em que calcular as perdas era tão somente o discurso político-ideológico de luta & resistência à esquerda do poder, tão bravamente heroicamente travado pelo povo brasileiro empunhando a bandeira cívica das perdas internacionais do doutor brizola.

isto sim, é tarefa é missão melhor impossível de ser realidade político-governamental neste escatológico poder de mando #lulopetistamalufista.

DanielQuireza

- 2015-01-28 19:38:02

Negativo, voce faz uma

Negativo, voce faz uma ilação. 

O que voce diz tem lógica e é provável, mas não é 100% garantido. 

Comissões podem também serem pagas para se conseguir contratos, quaisquer sejam os preços, mesmo a preços de mercado. Podem ser pagas para que não se persigam e desabilitem empresas a conseguirem contratos futuros. Existem muitas opçoes. 

Ademais, esse tipo de obra que a Petrobras fazia eram extremamente complexas e obras quase que únicas, dificílimas de se aferirem orçamentos básicos. Lembrando que o Brasil não fazia refinaria, por exemplo, desde o Governo Geisel, ai vem "auditores" dizendo que o preço da obra passou de 2 bi para 30 bi. De onde tiram esses absursos ? Ora, deveriam eles então, os excelentes auditores, construirem refinarias, que o País ganharia muito mais com isso. 

ed. .

- 2015-01-28 19:19:16

Perdeu-se a noção do ridículo, mas não o efeito desejado...

Alguém tem dúvida de que o número marcado nas cabecinhas vazias e distraídas será de 88 bilhões "de roubo"?

Mesmo que seja ridículo, o que lhes importa é "sensibilizar" a opinião pública contra os 5 P´s (ppp+PT+Petrobrás). Se bobear, conseguirão até passeatas indignadas!

Antes de entrar em considerações contábeis, financeiras e lógicas, vamos fazer algumas comparações com este "desvio", que vou considerar envolver, digamos, 4 diretores e 16 gerentes tipo "menina veneno" ,durante 10 anos (porque só depois de 2003 né?)

. 4,5 bilhões médios para cada diretor/gerente (e olhe que a distribuição não seria linear).

. 4 anos de valor igual ao lucro líquido da gigante nas mãos de alguns.

. Um terço de todo o investimento para o pré-sal até 2018 (o maior do mundo no momento).

. 25 refinarias de Pasadena ao custo final divulgado.

. Mais de 2 refinarias como Abreu de Lima ao custo final divulgado.

. 8,8 bilhões de propina todo ano para os envolvidos, ou algo entre metade e um terço do lucro anual da empresa.

. Umas 180 campanhas presidenciais (mais de 7 séculos, isto é que é "projeto de poder!").

. 88 mil apartamentos de 1 milhão cada (4 mil e 400 apartamentos para cada corrupto).

Acrescentem as comparações que quiserem...

Agora vamos à CONTABILIDADE do "ROUBO"

(sim meio de padaria, mas se nem a Petrobrás ou a PWC conseguem, quanto mais euzinho, né? Talvez o Moro...):

Suponhamos que a Petrobrás tenha uns 500 bi em ativos (depreciáveis). A uma depreciação de 20% a/a, isto significa uma "perda" de 100 bi /ano, que não tem nada a ver com roubo, incompetência. É fato contábil.

Se houve (ainda por ex.) um desvio de 3%  sobre TODOS os 500, significaria que os ativos valeriam não 500, mas 485. Uma diferença que se dilui com uma depreciação de 100 bi /ano.

Agora vamos aos "DESVIOS":

Se houve propina de 3%, significa que ou o fornecedor aumentou seu preço em (digamos) 3% ou que reduziu seus lucros para pagar esta propina (improvável).

Por outro lado, quem define a margem de lucro é o fornecedor, que estipulará o maior preço possível possível de se fechar. 5%, 15% 35% (mais ou menos 3%?). PROPINA é CUSTO! Lucro é Preço menos custo!

Se um fornecimento é feito através de um cartel (onde no nosso capitalismo muderno nã há cartel? bancos construtoras, etc.), como um comprador, que compra pelo MENOR preço, poderá saber se tem 3% (ou menos, ou mais) .

Só se exigir toda a contabilidade e transações do fornecedor para avaliar qual é sua margem, ainda que com o MENOR PREÇO.

Quem aqui pode dizer se no preço de um automóvel (privado vendendo para privado), há ou não um percentual de "comissão" embutido na cadeia de custos? Ou uma margem que poderia ser -6% ou +4%.

Posso assegurar que em qualquer negócio, margem (preço) é o maior valor que o mercado aceita praticar. O que mexe nisso é a concorrência (ou o cartel).

Quem aqui vai me dizer que em 99% da iniciativa privada, os vendedores não dão, as vezes de suas próprias comissões (que já as prevêem), as propinas para o comprador também privado? Ou eu, que já trabalhei em nacionais e multinacionais de grande porte, aqui e lá fora, estou em outro planeta?

Contabilização de prejuízos ou de GANHOS RECUPERÁVEIS?

Suponhamos uma empresa que fatura 100 milhões/ano, lucrando 15.

Depois de 10 anos descobre-se que alguém levava propina de 2 milhões por ano de fornecedores (que vendiam com o MENOR preço do mercado).

Como vc fará o balanço desta empresa que deu novamente 15 milhões de lucro no ano 11? Jogando 20 milhões de "perdas" e portanto gerando um lucro negativo de -5 milhões?

Será trágico, se não for, novamente ridículo!

O pior que pode acontecer é recuperar, no todo ou em parte, o total das propinas recebidas pelos corruptos, AUMENTANDO doravante o lucro de 15 milhões!

O "VALOR DE MERCADO":

Fora sua imagem, um crédito talvez um tanto mais difícil e antipatia de investidores especuladores, seu valor de mercado (bolsa), ainda que mínimo, não afeta lhufas de sua operação ou de seus lucros operacionais. O acionista continuará sendo remunerado. Se quer ganhar dinheiro entrando e saindo da sociedade, reclame com a Bolsa.

PORTANTO:

1) O corrupto é o funcionário, não a empresa.

2) Difícil saber se um valor de mercado de produto ou serviço contém mais ou menos 3%, portanto, impossível medir-se como "perda" para o comprador. A propina é custo embutido no preço do fornecedor, que pode perfeitamente ter uma margem maior equivalente até a uma "não propina", por mera discricionaridade, desde que não haja concorrente. Isto é capitalismo, lucro não é "tabelado".

3) O "risco" que a LUCRATIVA Petrobrás tem é de, na devolução das propinas (ainda que parcialmente, para pagar "comissões de delatores", MELHORAR os seus resultados, já que terá um bônus sobre os preços já praticados no passado.

Finalmente, quem pensa um tiquinho pode perceber que (há muito) O QUE ESTÀ ENVOLVIDO É:

1) A desconstrução da Petrobrás para vender seu patrimônio e lucrativa operação a estrangeiros, já que não há capital nacional para tanto.

2) A desconstrução de um partido que, Robin Hood ou nem isso, trabalha pelo país e não para a banca e interesses exógenos ao país.

3) A manutenção da principal riqueza de uma nação, seu capital humano em níveis abaixo do sofrível, não permitindo que ele se beneficie de suas riquezas e seu trabalho, cada vez mais alugado a interesses que não os seus.

Desde pontos de inflexão passados (golpes), não vejo tanta e tão sórdida intensidade de oposição.

Se pensam numa batalha de Gettysburg, Waterloo, Stalingrado ou tantas similares.

Inomináveis inimigos do que chamamos Brasil.

JOSE RINALDO ALBINO

- 2015-01-28 19:05:29

VALOR DA CORRUPÇÃO X VALOR DE BAIXA NO ATIVO

A grande mídia finge confundir valor da corrupção com valor de desconto/baixa no ativo, devido ao super faturamento da Abreu Lima, por exemplo, que é obrigatório por força de lei. Desconto/baixa no ativo se constitui em prejuízo contábil, posto que diminui o patrimônio líquido da empresa, mas não afeta diretamente o caixa; enquanto o valor da corrupção - SE EFETIVAMENTE PAGO PELA PETROBRÁS -, se constitui em prejuízo real - NUMÉRICO -, abalando o caixa da empresa. Veja que o valor de desconto no ativo da empresa é muitíssimas vezes maior que o valor da corrupção.

Vladimir

- 2015-01-28 19:02:14

Mas quem está interessado em

Mas quem está interessado em calcular perdas da Petrobrás?

O Post avalia de forma clara e transparente a situação da Petrobrás. É evidente que a mídia porca deste país não tem nenhum interesse em apurar nenhuma perda,aliás,que pode não haver perda se acrditarmos que houve propina e o montante deste recurso saiu dos cofres das empreiteiras. O que a mídia porca deste país está fazendo,e foi muito bem lembrado em post desta manhã de J. Carlos de Assis,é o crime de lesa pátria. Não importa os lucros da Petrobrás,Se for 3bi,como o anunciado,é pouco,se viesse 10 bi,também seria pouco.

Bom mesmo eram os "lucros" da OGX de Eike Batista,a companhia que era muito bem  tratada pela mídia como a antítese da Petrobrás e realmente acabou confirmando-se como tal,só que no sentido oposto (como sempre) ao desejado pela mídia porca: A companhia,hoje,encontra-se a beira da falência e os incautos que acreditaram nesta mídia e compraram sua ações a R$ 21,00,podem,com algum esforço,vendê-las por R$0,08 (oito centavos)

Quem está interessado em calcular perdas da Petrobrás?

 

JoaoMineirim

- 2015-01-28 18:56:06

Para o "mercado" do Armínio e

Para o "mercado" do Armínio e Soros, qualquer movimentação brusca que derrube ou eleve ações na bolsa é uma possibilidade de lucro. A manada segue vendendo, quando preço cair, eles compram mais.

 

Lucinei

- 2015-01-28 18:54:11

Pelo que li do post e dos

Pelo que li do post e dos comentários fica evidente o porquê da oposiçao falar tanto de "contabilidade criativa": precisam mesmo é voltar para os bancos escolares. E esqueçam o DCE!

E ainda abrem a boca pra falar de competência.

Chique. Muito chique.

Pacífico

- 2015-01-28 18:47:06

A única forma de acabar com

A única forma de acabar com "orçamentação" e "cartelização" de qualquer licitação no país (esses procedimentos ocorrem em todas as obras, aquisições de equipamentos e serviços) seria criar um banco de dados fiscais com os valores praticados por essas empresas no ambiente privado, explico:

Por exemplo, uma empresa que vende equipamentos médicos ao governo, também o faz ao setor privado o que difere são os preços praticados - no setor privado existe uma ampla negociação com fornecedor de forma a atingir o menor valor possível; no publico essas mesmas empresas oferecem um orçamento com um sobrepreço que chega a 100% do valor praticado no ambito privado;

Se no processo licitatório ocorrer redução de 30% do valor orçado a empresa ganhará 70% de agio e o governo alegará que economizou 30%;

Com esse valor não há necessidade de concorrência entre as empresas... elas combinam entre si os lotes que cada uma "abocanhará" e será natural que quem tem mais poder econômico ficará com a melhor fatia do bolo;

Há uma alegação por parte das empresas que o governo não é bom pagador, que o processo licitatório é demorado, que o preço deverá ser mantido até o final do contrato, ou seja pairam muitas incertezas e riscos, ainda assim não há razão para tamanho lucro;

O governo por sua vez poderia tambem melhorar o relacionamento com  esas empresas, os cortes de "gastos" afetam o pagamento regular a essas empresas que muitas vezes ficam meses a anos para receber o que lhe era devido. Isso tem se tornado mais comum nesse governo, o que é mais um motivo de reclamação dos empresários;

Outra questão é que o excesso de burocracia, ao  que parece não afasta a prática de ilícitos ( as auditorais internas e externas pelo jeito não servem pra nada, as externas fica claro que só para ganhar dinheiro).;

Com a advento das notas fiscais eletrônicas poder-se-ia  criar um banco de dados que balizaria o preço médio de cada produto/serviço e seria muito mais efetivo do que pedir "orçamento" para as empresas. As empresas já até criaram um setor de licitações/vendas publicas, ou seja ja trabalham com essa margem aumentada;

Haja pagamento de propina ou não os preços praticados pelas empresas será sempre o maior, com propina terão menos lucratividade, sem propina lucro muito maior...

 

 

Cristiano Peixoto

- 2015-01-28 17:50:56

Receita Prevista?

Esse rombo não se transforma em ativo até que a obrigação pelo ressarcimento seja oficializada (julgada), ainda assim um ativo pouco realizável, após provável dissolução das empresas, e de patrimônio das pessoas físicas. Além disso, como o Partido dos Trabalhadores e sua base aliada vai devolver os 3% de sua cota?

SERGIO A B

- 2015-01-28 17:45:27

Perdas Petrobrás

Depois de testar minhas ideias com alguns emails acima , podemos separar as coisas de seguinte forma:

a) Saber o quanto a petrobras perdeu com o cartel das empreiteiras e maus habitos de alguns de seus diretores interessaria, mas me parece impossivel saber este valor. Demais a mais , quem nos garante que a o doleiro e a sua lava jato lavou so para a Petrobras não lavou grana para as empreiteiras de outras obras por este pais a fora? Nunca saberemos, e que assim seja sepultado.

b) a agora com relação aos dados contabeís , para que se tenha um balanço confiavel  todas as falcatruas feitas ja foram contabilizadas e pagas pela Petrobras. Portanto o que criminalmente se podera ressarcir a empresa numa recuperação judicial é lucro O problema está pois restrito ao patrimonio liquido da empresa que apresenta um bem contabilizado por um valor acima do real porque inclui a propina no valor deste bem. Se é apenas o patrimonio liquido que precisa ser ajustado  muito maior do que obras superfaturadas no passado, temos como problema a queda do preço do barril de petróleo de U6 100 para 50 , isto afeta o valor das jazidas em exploração pela petrobras, Este segundo impacto no patrimonio liquido é bem maior e mas deve ser mais facilmente calculado porque deve ter uma metodologia ja consagrada.

Minha conclusão : a midia faz muita algazarra porque quer incluir a desvalorização do patrimonio liquido da empresa somente na conta da corrupção e não na desvalorizaççao do barril. Assim como faz com o valor das ações. a causa maior é a queda do preço do pétroleo , assim como é para as ações da vale o valor do minerio de ferro, mas passa a informação para o público que é a corrupção.

ORRAIO

- 2015-01-28 17:36:15

Chico e francisco

Ninguém está tentando esconder nada, meu caro.

O fato é que "uma coisa" é Chico. A "outra coisa" é Francisco.

Pau que dá em Chico, obrigatoriamente tem que dar em Francisco também.

Fui claro?

Renato Ferreira Lima

- 2015-01-28 17:31:11

O difícil não é apurar o

O difícil não é apurar o rombo. Isso já está apurado. A Petrobras, que não é uma empresa que nasceu ontem, mas há uns 60 anos, sabe exatamente qual o sobrepreço em cada obra. A área técnica da Petrobras é suficientemente competente para saber, na quarta casa decimal, qual o custo de mercado de uma obra. Se alguém duvida disso, que se feche a empresa.

O difícil é assumir os erros. E isso é algo que nossos paladinos do welfare state têm uma histórica dificuldade em fazer. Eles nunca assumem nada, seja no PT, seja no irmão PSDB (ambos de matriz social-democrata). Eles têm sempre uma resposta na ponta da língua: "Faltou água? A culpa é da chuva. Faltou dinheiro? A culpa é da crise mundial. Faltou vergonha na cara? Golpista!"

E assim vamos. Pedala aí, cidadão!

 

 

LUCIANO SILVA

- 2015-01-28 17:13:57

DÚVIDA

Nassif, como pode uma empresa do porte da Petrobrás tem um problema de corrupção desse tamanho ? Para qualquer projeto há estudos e mais estudos de viabilidade e isso é tratado por diversos departamentos. Como pode que em nenhum momento houve questionamento por parte das auditorias, sejam elas internas ou externas ? Um problema desse tamanho não surge do dia para noite e aí pergunto: Desde quando essa safadeza vem acontecendo ? Espero sinceramente que os responsáveis, ou melhor, os irresponsáveis sejam descobertos e levados para a cadeia. 

Flics

- 2015-01-28 16:59:39

Não precisava ofender...

... o Alex...demais a mais, o adjetivo é redundante.

Flics

- 2015-01-28 16:56:54

Sorocaba,

...se é tão evidente assim é porque provas o amigo deve ter, então porque não denuncias ao juiz Moro?... ou melhor, relata por aqui, o dono do blog ficaria muito contente em dar este furo.

Marconi

- 2015-01-28 16:55:07

Mídia e Petrobras

A mídia desse país deveria tomar vergonha e ter a imparcialiadade como sua grande referência. O quanto a PETROBRAS gastou e  gasta em campanhas publicitarias apenas nas quatros maiores redes de televisão desse país. Será que não há cartelização da mídia com relação aos preços desses serviços? é bom investigar.

JB Costa

- 2015-01-28 16:53:57

O que há, Daniel, é muita

O que há, Daniel, é muita hipocrisia. Os interesses(escusos) são claros como a luz do meio-dia. A volúpia econômica para cima da Petrobrás, para o que ela representa, é o pano de fundo dessa FARSA.

A mídia safada, capitaneada pelas Organizações Globo, estas sempre inimigas mortais da nossa soberania(foi sempre contra a Pretrobrás), aspira nessa questão o pior. Quem estará por trás delas? O Vaticano? A ONU? O ISIS? 

JB Costa

- 2015-01-28 16:49:38

Querem agora quebrar, lascar

Querem agora quebrar, lascar de vez a Petrobrás. Estão brincando com fogo.

Ninguém está acima da Lei. Correto. Houve erros e crimes. Exato. A corporação teve perdas expressivas. Isso é óbvio. Entretanto, cabe a pergunta: compensa mandar para o buraco uma empresa com o simbolismo político, a expressão econômica e a responsabilidade cívica e estratégica que é a Petrobrás? A quem interessaria esse desatino? Não precisa responder: isso todos sabemos. 

Há de se encontrar saídas dentro da própria Lei das S/A para a solução desse impasse. Uma pergunta final: deixar de ganhar é o mesmo que prejuízo? E mesmos os efetivos prejuízos em decorrência não deveriam ser cobrados das empresas corruptoras?

Os desdobramentos dessa crise envolvendo mega corporações vitais para a economia nacional se encaminha se nada for feito para um desfecho terrível.

A Petrobrá foi vítima. Seus milhares de empregados diretos e outras centenas de milhares indiretos, ou seja, empregados de empresas fornecedoras e terceirizadas merecem ser punidos? Carecem de punição todo um país, considerando que todos somos dela acionistas e dela dependemos? 

Puna-se os responsáveis sim. De forma dura e contundente. Mas preservem o que é de interesse do país. 

 

Almeid

- 2015-01-28 16:37:02

Antes de comentar/perguntar

Antes de comentar/perguntar digo que não entendo nada desta área contábil em que entra a parte privada em Bolsa de Valores.

Nassif

Este valor "88bi da FSP" reverteria em quanto aos "açõessiados"?

Cesário

- 2015-01-28 16:36:42

É também impossível

Creio tambérm ser impossível avaliar quanto o país perdeu de tempo e dinheiro com este governo irresponsável da Dilma. Como é possível conceder um desconto médio de 20% na conta de luz em 2014, e em 2015 aumentar quase 40%?

Cezar R M Lopes

- 2015-01-28 16:28:19

Orçamento dos contratos

Nassif, o cáluculo é impossível! Essas licitações são balisadas pelo orçamento feito pelo corpo técnico da PETROBRAS, durante o processo licitatório. E como é feita a orçamentação da PETROBRAS? Com base nos preços praticados pelas empreiteiras! Como as empreiteas atuavam em cartel, elas ditavam os parâmetros de preço do mercado, que acabavam por basear os orçamentos da PETROBRAS. As obras, portanto, nunca foram superfaturados sob o ponto de vista legal. O problema é outro, a orçamentação e a cartelização!

JBzinho

- 2015-01-28 16:27:41

Sujeito burro. Como a

Sujeito burro. Como a Petrobras irá apurar o valor da propina paga por terceiros, sem ter poder de polícia para investigar suas contas? EE se a fraude estava na licitação,  como calcular sobrepreço, imbecil, se o preço final é composto pelos custos da obra e pela margem de lucro.

carlosc

- 2015-01-28 16:27:12

Exatamente. Tem muito

Exatamente.

Tem muito besteirol sendo publicado

Reavaliar ativos é uma coisa. 

E calcular sobrepreço em contratos com cláusulas de conteúdo nacional é muito complicado conhecendo bem nossos empreiteiros.  

Mircon

- 2015-01-28 16:23:13

Propina + sobrepreço

O sobrepreço, quando confirmado não deveria retornar aos cofres da empresa de onde foi "subtraído"?

Nesse caso, não seria este um valor de "crédito" teoricamente inexperado para a Petrobás? 
Ou seja, quanto maior o rombo comprovado, maior a "receita" prevista?

João Maurício Pimentel

- 2015-01-28 16:01:33

Petrobrás.

Sim!
Se a empresa foi alvo de cartel, com a conivência de seus diretores, só após a "leitura total" e judicial dos atos escusos praticados e ela saberá em quanto foi subtraída. 
No caso de um banco, como na Alemanha, é simples, ele lida com números.
Mas, no caso da Petrobrás, como quantificar se aquele custo não se deveu a fatores climáticos, regionais, terreno e legislação? Ou se o preço da obra não tinha os tais "3%" como custo?
Não é a Petrobrás que deve quantificar em quanto foi subtraída!
Isso cabe à Polícia Federal e à Justiça. E seus técnicos. E sem partidarismo!
Petrobrás não possui o poder de prender, interrogar, pedir quebra de sigilos ou dados bancários!
E, vamos parar com essa exclusividade, vamos estender isso aos Estados e Municípios e às demais empresas púbicas, federais, estaduais e municipais? 
Vamos quantificar toda a corrupção nacional?
Quem restará?
Quem.... julgará?

JOSE RINALDO ALBINO

- 2015-01-28 15:40:10

A mídia está divulgando

A mídia está divulgando informações imprecisas. A Petrobrás, por força de lei, está obrigada a diminuir o valor do ativo no balanço trimestral/anual devido ao superfaturamento da refinaria Abreu Lima, por exemplo, que será ESTIMADO pela auditoria (é impossível o cálculo exato, mesmo por peritos) e deve ser descontado. Isto diminui o patrimônio líquido e, consequentemente, o lucro. Mas isto é apenas uma perda contábil que não vai abalar o caixa da empresa e os investimentos no pré-sal, que não podem parar no meio, relativamente às perfurações já iniciadas.

 

Este grande prejuízo contábil prejudica a empresa, mas não destrói sua capacidade de caixa, como a mídia vem alardeando

Carlos Roberto

- 2015-01-28 15:29:10

Concordo Plenamente

O cálculo do impairment é o melhor caminho. Não importa se paguei mais caro ou mais barato, importa o retorno que esse ativo vai dar comparado ao que foi investido. Jogar para prejuízo um valor supostamente pago a maior é burrice contábil.

R4fael

- 2015-01-28 15:22:54

E o que uma coisa tem a ver

E o que uma coisa tem a ver com a outra?

Vai esconder o problema na Petrobras jogando outra sujeira em cima?

DanielQuireza

- 2015-01-28 15:22:48

É isso mesmo.  A única coisa

É isso mesmo. 

A única coisa que se pode fazer é uma reavaliação de ativos ja construidos. 

As supostas obras superfaturadas já foram pagas e não se perdas houveram ja foram computadas. 

Joel Neto

- 2015-01-28 15:18:48

É impossível

Também é impossível calcular quanto as famílias midiáticas e demais sonegadores do País lucraram com a sonegação?

A Urubóloga não poderia calcular?

http://blogdobriguilino.blogspot.com.br/2015/01/petrobras-divulga-balanco-31-bilhoes-de.html

Lionel Rupaud

- 2015-01-28 15:15:52

É que você é ex-auditor, os reporters de

globo, veja, FSP, e OESP tem uma formação um pouco diferente, com uma calculadora especial.

Por isso que o Cerveró, segundo eles, já vai comprar seu 2º porta-avião nos EUA.

Alex Sotto

- 2015-01-28 15:11:26

Teoricamente, então, o

Teoricamente, então, o primeiro cálculo para estimar as perdas da. Petrobras seria o sobrepreço pago para compensar a propina. Para isso, a Lava Jato precisa ter o quadro completo de propinas pagas e repassá-lo à Petrobras.

Pôxa Nassif, assim fica difícil. 

A Petrobras não tem que esperar a justiça repassar nada.

A justiça só vai apurar o valor das propinas, que nem de longe devem ser o total do sobrepreço pago pela empresa às empreiteiras.

Sabendo da prática de sobrepreço, e dizem que já sabiam desde 2012 e por isso afastaram os diretores, a empresa tinha obrigação de auditar todas as obras sob suspeita, refazer os custos e cobrar judicialmente pelo excedente pago e, ainda por cima, buscar algum tipo de reparação junto a justiça pelas perdas que teve devido a ação do cartel

Nada disso aconteceu. A empresa esperou a justiça chegar ao cartel e se viu envolvida em todo esse problema.

Quanto a auditar as obras e chegar ao sobrepreço, isso não é nenhum problema mais sério. Os tribunais de contas fazem isso o tempo todo e possuem roteiros e manuais de como se descobrir os diversos tipos de superfaturamento, por sobrpreço de insumos, por motodologia executiva propsitalmente incorreta, por quantida, por jogo de planilha, por distorção de cronograma, etc, etc, etc

Empresas que prestam serviços de auditoria também tem prática neste tipo de auditoria. Por exemplo, se uma montadora estrangeira vem ao Brasil montar um fábrica e contrata uma empresa para fazer o obra, essas empresas de auditoria e consultoria cuidam para o cantratante não seja "garfado" pela contrutora. A PINI faz esse tipo de serviço.

 

Por não ter feito isso é que a Petrobras não terá seu balanço assinado por uma auditoria.

A Petrobras não fez porque não quis. 

E não quis porque vai respingar em muita gente. 

 

 

José Robson

- 2015-01-28 15:00:36

#

Parece que o post se refere à dificuldade de se apurar os prejuízos. Nesse sentido, os comentários de até então só reforçam o núcleo central do enunciado.

José Robson

- 2015-01-28 14:54:27

#

E essa matéria do G1 traz informações bem diferentes daquela do jornal Folha de São Paulo digital, que omitiu alguns dados.

http://g1.globo.com/economia/negocios/noticia/2015/01/calculos-havia-apontado-perda-de-r-886-bilhoes-segundo-graca-foster.html

 

altamiro souza

- 2015-01-28 14:49:11

mais difícil ainda porque o

mais difícil ainda porque o conluio existente para

incriminar-criminalizar a petrobrás obscurece todos os dados.

por isso, a importancia do artigo.

José Robson

- 2015-01-28 14:48:19

#

Essa reportagem do jornal Folha de São Paulo digital traz interpretação bem diversa.

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2015/01/1581597-calculo-desprezado-pela-petrobras-trazia-perda-de-r-886-bi-com-desvios.shtml

Esse assunto, chego à conclusão, é para quem entende do ramo.

Só nos resta ter dúvidas.

Por exemplo, o balanço, ao que pude apreender, é do ano de 2014. As perdas não teriam de se referir a esse ano em especial? Como foram computados nos anos anteriores os valores relativos à refinaria Abreu e Lima? É possível, numa tacada só, dar baixa de R$ 88 bilhões nos ativos em um único ano? Isso seria referente ao sobrepreço pago na construção, dentre outros, dessa refinaria? Esse sobrepreço é todo de propina? Como as empresas fazem para “recuperar o prejuízo”? Ou prejuízo “não se recupera”?

 

Sorocaba

- 2015-01-28 14:44:03

Equivoco . As comissões eram

Equivoco .

As comissões eram pagas para que preços superfaturado fossem aprovados;

Eram ainda pagas para que aditivos sem causa e também superfaturados fossem aprovados.

Não vamos ser boçais a ponto de achar que as empreiteiras abririam mão de seus lucros para pagar a proprina.

Oras, e os valores irreais que foram encontrados em contas se Executivos ( diga-se, não eram donos) das empreiteiras ?

Evidente que não só os Diretores da Petrobras, mais como também os Executivos, ficaram com parte dos valores superfaturados.

A mistura da defesa das empreteiras, com a defesa de alguns Diretores, com a defesa de alguns negócios absurdos celebrados, com  defesa da Petrobras, para que no fundo se defenda a administração Petista esta ficando bem estranha.

 Olha que o assunto cansou tanto que nem a imprensa tá dando destaque para isso. 

Paulo M. Nogueira

- 2015-01-28 14:43:31

A tarefa impossível de calcular as perdas da Petrobras
 Nassif,

Na minha humilde opinião, como um ex-auditor, o melhor seria para calcular os fluxos de caixa descontados para determinar o valor recuperável desses ativos. Se não houver nenhuma evidência real de valor relativo  ao suborno, qualquer outro método seria um chute e da auditoria não teria como validar. Neste modelo, usado para testar os ativos que não geram o caixa esperado para a sua vida útil (teste de impairment) se compara o caixa futuro em relação ao custo atual. Em outras palavras, se o investimento não vai dar o retorno esperado, o valor correspondente a diferença deve ser baixado. Neste cenário, não seria surpresa não haver quaisquer baixas a serem feitas (se a comissão foi de 3%). Além disso, nesse cenário (sem baixa) acho que os auditores estariam expostos. Eu acho que é por isso a Petrobras estaria indo a SEC para discutir o melhor caminho. Como a aprovação da SEC, sem baixas (ou bem menor que os US$ 20 bilhões anunciados), não sei como seria a reação geral, mas com certeza não teria muito o que discutir.

FVX

- 2015-01-28 14:37:57

Bolsa das Perdas

Historico: R$ 20bi

Veja:          R$ 55bi

UOL:         R$ 88bi

Comissão do Cerveró OESP: US$ 30bi (dá pra dois porta aviões porreta nos EUA)

Emanuel Augusto

- 2015-01-28 14:36:47

Ganhos

E eu ainda diria mais, na verdade deveria estar no balanço um ganho futuro e não perda, se for comprovado o sobrepreço ou as propinas pagas, a Petrobras tem que ser ressacida e não apurar perda, pois essa perda já foi "apurada" ao longo dos anos e serviços, agora seria a hora de ela, Petrobrás, reaver todo esse excedente. Isso que dá os abutres sobrevoando a área sem saber do que se trata.

Lionel Rupaud

- 2015-01-28 14:20:45

O primeiro texto razoável sobre este assunto.

O que sai na mídia escrita ou televisionada é de uma boçalidade inacreditável.

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