Com o fim do mandato de Dias Toffoli, Gilmar Mendes, hoje vice no TSE, assumirá a Corte que investiga se a campanha de Dilma foi contaminada pelo esquema da Lava Jato
Jornal GGN – O ano de 2016, inevitavelmente, seria um ano conturbado, em função das crises política e econômica e das eleições municipais. Mas para Dilma Rousseff (PT) esboça-se um cenário especial. Além de lidar com o processo de impeachment – que deve ganhar gás na Câmara após o recesso parlamentar – o Planalto assistirá à troca do comando do Tribunal Superior Eleitoral, onde existe uma ação do PSDB pedindo a cassação do mandato da presidente e do vice, Michel Temer (PMDB).
Hoje, o presidente da Corte é Dias Toffoli, cujo mandato termina em maio de 2016. Como o TSE costuma alçar o vice à presidência, quem assumirá os trabalhos no lugar de Toffoli é o ministro Gilmar Mendes, ao lado de Luiz Fux.
Critico ferrenho do governo petista, Gilmar já deu sinais de que, por ele, a ação de cassação de mandato eletivo contra Dilma tramitaria na velocidade da luz, e a reboque da Operação Lava Jato. O ministro deu o primeiro voto admitindo a denúncia do PSDB e indicou que os dados colhidos na operação na Petrobras poderiam ajudar a desvendar os possíveis crimes eleitorais.
Em coluna publicada nesta quinta (10), além de lembrar da eleição no TSE, Tales Faria, do Fato Online, também destacou que durante o recesso do Supremo Tribunal Federal – que discutirá na próxima quarta (16) o rito do impeachment – o ministro de plantão será Ricardo Lewandowski, para “desespero” de Eduardo Cunha (PMDB), presidente da Câmara.
Por Tales Faria
Do Fato Online
Plantão de Lewandowiski assombra Cunha. E Gilmar Mendes paira sobre Dilma em 2016
Pois bem, o ano está praticamente acabando e não há mais entre os políticos quem aposte numa decisão do Congresso ainda neste mês de dezembro sobre o impeachment.
E vem aí o recesso parlamentar, a partir do dia 22. Oficialmente, o Congresso só voltaria a funcionar em fevereiro, mas os trabalhos podem ser antecipados para a segunda quinzena de janeiro, segundo afirma o presidente do Senado, Renan Calheiros.
De qualquer maneira, haverá recesso.
Também a Justiça entrará de férias a partir do próximo dia 20, só voltando a funcionar em 2 de fevereiro. E logo ali, em março, o que ocorre?
Ocorre que o ministro Gilmar Mendes assume a presidência do TSE.
Gilmar, como se sabe, é considerado um ministro radicalmente de oposição ao governo Dilma Rousseff. E é sob sua batuta que passará a tramitar o processo que corre no Tribunal contra a chapa Dilma-Temer nas últimas eleições.
Daí porque o senador Aécio Neves (PSDB/MG), provável candidato tucano em caso de antecipação das eleições, anda com sorriso de orelha a orelha pelos corredores do Congresso.
A propósito, durante o recesso do Judiciário, o Supremo Tribunal Federal passa a funcionar em regime de plantão. E quem será o ministro de plantão?
Pois é. Para desespero do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, estará de plantão Ricardo Lewandowski, um dos ministros considerados mais próximos do governo Dilma Rousseff.
Nandex
10 de dezembro de 2015 6:28 pmEu senti, pode ser impressão
Eu senti, pode ser impressão minha, que este ministro está preso com algum caso de corrupção; pois seu ódio aparente me é estranho. Quando deveria ser isento, acolhe pedidos de políticos corruptos como se fossem seus pedidos. Talvez tenha medo da onde está investigação vai dar e quer incriminar logo a Dilma para que os corruptos voltem ao poder e se safem das investigações com um presidente corrupto que lhes acoberte, a investigação deveria ser feita contra todos sem isenção. A democracia está cercada por lobos neste congresso.
alext4e
10 de dezembro de 2015 6:28 pmo Porão do Fundo do Poço
Não se preocupe quando chegar no fundo do poço. O problema é quando você cair no porão do fundo do poço!
Carlos Mam
10 de dezembro de 2015 6:34 pmSó com rivotril a gente aquenta o Brasil
Só com Rivotril a gente aguenta o Brasil! É uma desgraça atrás da outra! Se a Dilma resistir à tudo e à todos, ela deveria ter uma estátua enternizada no Palácio do Planalto, como a governante que mais aguentou as conspirações e tentativas de golpe de Estado, da elite da Casa Grande para tirar o povo do governo! E sem um ministro da justiça decente, que ponha ordem na PF e nos delegados aecístas, golpistas! Este ministro (sic) Gilmar devia ser impedido votar e de presidir qualquer coisa onde tenha processos contra o PT pois ele é contra o PT e cria do FHC! Vai defender o FHC até a morte e tentar acabar com a democracia na força, democracia esta conquistada à duras penas! Como pode um homem, sem voto, atrasado politicamente, hipócrita, pois recebe financiamento no seu Instituto, de empresas que tem causas diretas no STF, anular vontade de 54 milhões de brasileiros?
Carlos Hums
10 de dezembro de 2015 6:37 pmJá está tudo dominado. A
Já está tudo dominado. A justiça considera que o mesmo dinheiro de campanha para o PT é propina e para o PSDB é amor. Ano que vem o Gilmar assume no TSE e todo mundo sabe que o Gilmar tem lado, e não é o da lei.
S.Bernardelli
10 de dezembro de 2015 6:40 pmO que pensar…
Eu não gosto do Gilmar Mendes , mas nem tudo depende somente dele, há outros juristas,eu espero sinceramente que Gilmar honre aquela capa preta de jurista que ele exibe dando seu parecer imparcial
nilo filho
10 de dezembro de 2015 6:51 pmÉ hora da limpeza, do
É hora da limpeza, do saneamento. Fora Cunha. Fora gilmar mendes. Que se proponha o impeachment desse ministro.
Debatedor
10 de dezembro de 2015 6:54 pmContinuando os pesadelos
E no Supremo quem deve assumir é a frasista Carmem Lucia
2015 pode deixar saudades…
ODaniellllllllll'
10 de dezembro de 2015 6:57 pmEu detesto o Gilmar Mendes,
Eu detesto o Gilmar Mendes, mas ele sozinho não tem o poder de cassar a chapa Dilma-Temer.
O voto dele, presidente ou não do TSE, vale tanto quanto o dos demais ministros.
Malú
10 de dezembro de 2015 6:57 pmDesgraça pouca é bobagem.
Desgraça pouca é bobagem.
João Sabóia Jr.
10 de dezembro de 2015 7:16 pmPlágio
Malú,
plagiei seu comentário… desculpe!
sergior
10 de dezembro de 2015 7:05 pmFux irá presidir o TSE na
Fux irá presidir o TSE na eleição de 2018, ao que parece. Mas tão preocupante quanto é Carmen Lúcia assumir a presidência do STF em 2016, substituindo Lewandowski. E é provável que Toffoli presida o STF durante a eleição de 2018. Ou seja, não há muita saída.
João Sabóia Jr.
10 de dezembro de 2015 7:15 pmComo diz o dito popular
Desgraça pouca é bobagem!
Hcc
10 de dezembro de 2015 7:19 pmO gilmar já provou que não é juiz
Com alguem tão tendencioso e que já disse inúmeras vezes que o outro partido tapaceou, sem nunca achar ou precisar de provas, vai comandar um orgão que apura eleições. Vai tomar conta das galinhas um lobo feroz e faminto.
Ele na verdade já se revelou mil vezes impedido para julgar qualquer coisa que toque a eleição ou ao pt. Não tem o mínimo cabimento.
jura
10 de dezembro de 2015 7:21 pmProva de fogo
Com Gilmar no comando as caixas pretas vão voltar e fazer o que quiser com elas…
Se não houver fraudes eu vou acreditar que elas são 100% seguras…
Você conhece alguma máquina 100% eficiente?
E juiz?
O TSE conseguiu juntar duas impossibilidades.
Eficiência ao quadrado!
João de Paiva
10 de dezembro de 2015 8:29 pmSegundo a legislação
Segundo a legislação brasileira, o acusador é que carrega o ônus da prova. Não basta dizer que houve fraude; é preciso provar. Então? E com base em que se pode afirmar que o uso de cédulas de papel é menos sujeito a fraude que as urnas eletrônicas? A História já demonstrou exatamente o oposto. Os que agora questionam o sistema eletrônico nada disseram quando a direita venceu três eleições presidenciais ou sobre os cinco mandatos conseguidos pelo tucanato em SP, usando as mesmas urnas eletrônicas.
CB
10 de dezembro de 2015 7:31 pmDeus que me perdoe, mas
Deus que me perdoe, mas aquela ideia da “ditadura benigna” não sai mais da minha cabeça, mas é apenas um sinal do desanimo que toma conta da gente de vez em quando,
gaúcho
10 de dezembro de 2015 7:48 pmGilmar Mendes é o Eduardo
Gilmar Mendes é o Eduardo Cunha do poder judiciário, além de ser uma aberração como juiz que fala fora dos autos, é empresário quando não poderia ser, alimenta um ódio mortal pelos pobres que ele sabe o PT representa.
Mas o TSE assim como o STF não é só Mendes, ele pode muito mas não pode tudo, se tivermos juízes legalistas e imparciais que julguem sem ideologia a justiça há de prevalecer.
incorformado
10 de dezembro de 2015 7:48 pmPodemos concluir entao que
Podemos concluir entao que 2016 sera mais 1 ano perdido …. mesmo que Dilma nao caia …. ela nao vai conseguir governar …… com isso a crise economica vai se aprofundar …..
incorformado
10 de dezembro de 2015 7:48 pmPodemos concluir entao que
Podemos concluir entao que 2016 sera mais 1 ano perdido …. mesmo que Dilma nao caia …. ela nao vai conseguir governar …… com isso a crise economica vai se aprofundar …..
Nandex
10 de dezembro de 2015 8:14 pmO pessoal tem de entender que
O pessoal tem de entender que este impeachment foi frabricado pela mídia e que realmente não é a vontade da população; os fanáticos que foram acampar em Brasília, infelizmente são pessoas fracas mentalmente que se deixaram levar pela manipulação midática sádica, de uma mídia sem principio e insensbilizada pelo dinheiro.
Bruno Cabral
10 de dezembro de 2015 8:18 pmPromoção
Vários Ministros do STF sairam para cargos maiores, como Ellen Gracie, Nelson Jobim, e Joaquim Barbosa
Por que Dilma nao da uma promoção para Gilmar Dantas (segundo Noblat)? Acredito que embaixador do Brasil na Siria, Afeganistão ou Coreia do Norte seria um cargo excelente para esse senhor!
Nandex
10 de dezembro de 2015 8:27 pmPode-se alegar para o juri
Pode-se alegar para o juri que os juristas que aceitaram condenação de uma pessoa inocente por políticos corruptos, talvez seja tão corruptos quanto estes que aceitaram e temendo a condenação futura por este político não corrupto; desejem colocar políticos corruptos no lugarpara que fometem a corrupção. Então, que o jurista não aceite a condenação de um político condenado ou em viés condenatório pois este não teria a razão para condenar. O tira-se do cargo e coloca-se outro com razão para tal.
Nandex
10 de dezembro de 2015 8:35 pmPode ter certeza quase
Pode ter certeza quase absoluta que todos estes que estão acelerando os processos para condenação da Dilma são corruptos e estão acelerando o processo para retirar a Dilma do poder e colocar um corrupto como eles; pois estão temendo as investigações da PF. E também que a PF do Paraná com Moro está sendo parcial nas investigações e portanto incostitucional principalmente quando os seus membros tem ligação com um partido político. Deveria-se retirar Moro das investigações e colocar um policial honesto. Pois se está apoiando políticos corruptos e ainda mais de outro partido está ferindo a onstituição e a democracia brasileira. Se não houver uma imparcialidade e uma investigação geral destruirão o país, colocando nas mãos daqueles que depois esconderão todas as investigações de sua guangue corrupta.
JC Brandes
10 de dezembro de 2015 8:40 pmGoverno DIlma ?
Em maio de 2016 ?
Ugo
10 de dezembro de 2015 11:15 pmbolsa troll tucana
Testa da cavolo.
Fernando Gama
10 de dezembro de 2015 8:41 pmSó no Brasil
Só no Brasil tem ministro da Suprema Corte de “oposição” ao governo. Valha-me Deus.
Ivan de Union
10 de dezembro de 2015 8:57 pmAviso a todos os
Aviso a todos os supremos….
Preparem se pros assassinatos de reputacao na media.
Atento
10 de dezembro de 2015 9:08 pmO politicopata está agindo para retirar todo o PMDB do governo
Já mudou o lider, diz que o partido está em “ebulição” (sim, ele é a fornalha) e conspira para retirar todos os apoiadores do governo, que ainda são maioria.
Além do maior partido do Congresso, ele tem o apoio do terceiro maior PSDB, do Solidariedade de Paulinho Pelego, PPS, PP, DEM e outros mais, parcial, em bloco ou totalmente.
Ou esse cara sai rápido ou ele vai continuar o esbandalho que, aliado com o interminável terceiro turno do PSDB, a vaza-jato demolidora ,não de bandidos, que já estão em casa, mas do PIB, dos empregos e do que resta de produção competitiva do país.
Minha “tênue” (® PGR) esperança é que a coisa está tão escancarada que quase toda a sociedade já começa a perceber.
Estamos num ponto de virada!
Que a caldeira da “ebulição” de Cunha seja tão forte que exploda logo…
Sergio Saraiva
10 de dezembro de 2015 9:21 pmComo fim do processo de impeachment
Gilmar não terá condições políticas de perpetrar o golpe.
André STK
11 de dezembro de 2015 1:24 amParabéns pela fina irônia do
Parabéns pela fina irônia do termo ¨condições políticas¨.
Estou rindo de nervoso.Mas já é alguma coisa.
Alexander
10 de dezembro de 2015 9:26 pmNo Conversa Afiada um
No Conversa Afiada um comentário que é muito verdadeiro: Não existe em lugar nenhum do mundo um juiz como Gilmar Mendes.
marilamar
10 de dezembro de 2015 11:21 pmO Gilmar assessora o GOLPE,
O Gilmar assessora o GOLPE, CUNHA, TEMER, não trabalha mais no STF?
É evidente que a conduta ética de Mendes está longe de ser consenso.
Segundo levantamento da revista Carta Capital em 2009, a contratação de cursos da empresa de Mendes – o Instituto Brasiliense de Direito Público – por diversos órgãos federais teria rendido ao menos R$ 3 milhões.
Outro episódio controverso deu-se quando Mendes ainda era era o chefe da Advocacia Geral da União (AGU), durante o governo FHC, antes de ser nomeado para o STF. Segundo reportagem da revistaÉpoca em 2002, a AGU pagou R$ 32.400,00 ao instituto de Mendes no período em que era comandada por ele.
Vale lembrar também que Mendes concedeu duas vezes habeas corpus para que fosse solto o banqueiro Daniel Dantas, que havia sido preso na Operação Satiagraha sob suspeita de desvio de verbas públicas, crimes financeiros e tentativa de suborno para barrar a investigação da Polícia Federal. A decisão foi mantida depois pelo plenário do STF. O grupo Opportunity, de Daniel Dantas, adquiriu participações em várias empresas privatizadas no governo FHC, em especial no setor de telecomunicações. E pasmem: a jornalista Monica Bergamo (Folha de São Paulo) anunciou que, após 32 anos de serviço público, Guiomar Feitosa Mendes, mulher de Gilmar Mendes, está se aposentando, depois de ter trabalhado mais de 23 anos no STF. Ela será agora gestora da área jurídica do escritório do advogado Sergio Bermudes, do Rio. Ou seja, a mulher do Ministro Gilmar vai trabalhar com o advogado de Daniel Dantas!”
Gilmar Mendes é casado com Guiomar Feitosa de Albuquerque Lima. A família Feitosa é uma importante família política do Ceará, grande empresária de transportes urbanos, grandes proprietários rurais e tem ocupado vários cargos parlamentares no estado. Em julho de 2013 um filho do casal, Francisco Feitosa Filho, casou com Beatriz Barata, neta do maior empresário de ônibus do Rio de Janeiro, Jacob Barata. Gilmar e Guiomar foram padrinhos do casamento.
Apesar da família rica, a esposa de Gilmar custa caro aos cofres públicos: “Dos 608 mil reais gastos com as mulheres dos ministros do STF, 437 mil custearam viagens de Guiomar Feitosa de Albuquerque Ferreira Mendes, esposa do ministro Gilmar Mendes. Entre 2009 e 2011, ela acompanhou o marido 20 vezes ao exterior, gasto médio de quase 22 mil reais por viagem – em 2012, não há registro de viagens dela. O ato interno citado pelo STF como fundamento legal para o gasto com as passagens também respalda que elas sejam de primeira classe.” (3)
Gilmar Mendes, maestro de sofismas, desfigura a ideia de Estado social e democrático. Entretanto, Mendes é apenas um notório exemplo de magistrado que transforma o Judiciário num tribunal político de baixo nível, o que reafirma o que Boulos disse em seu artigo: “o Judiciário é o único poder da República que, no Brasil, não tem nenhum controle social. Regula a si próprio e estabelece seus próprios privilégios. Mas questionar isso, dizem, é questionar a democracia. É bolivarianismo”. Contudo, podemos encontrar outros exemplos nas cortes federais e estaduais. Estudos recentes sobre o Judiciário indicam que elites jurídicas provêm das mesmas trajetórias, famílias, universidades e classe social (4).
No escritório de advocacia Sérgio Bermudes, onde trabalha a esposa de Gilmar Mendes, também encontramos outros vínculos com as famílias dos ministros do STF: Elena Landau, Gabriel de Orleans e Bragança e Marianna Fux, esta última sócia desde 2003. Marianna Fux, a filha do ministro do STF Luiz Fux, tentou virar desembargadora no Rio de Janeiro e esbarrou nos requisitos mínimos para o preenchimento do cargo. Mais “sorte” teve a advogada Letícia Mello, que foi nomeada para o cargo de desembargadora do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, que abrange o Rio de Janeiro e o Espírito Santo. Letícia tem 37 anos e é filha do ministro do STF e presidente do TSE Marco Aurélio Mello e da desembargadora do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios. A família Mello é uma das mais importantes famílias políticas de Alagoas. Letícia é neta do advogado Plínio Affonso de Farias Mello e de D. Eunice Mendes de Farias Mello. Plínio Affonso, que era irmão de Arnon Affonso de Mello, governador de Alagoas e senador da Republica, pai do ex-presidente Fernando Collor de Mello. O ministro Marco Aurélio Mello foi indicado para o STF pelo seu primo Fernando Collor de Mello.
Gilmar Mendes não é uma exceção. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, 16% dos integrantes do Judiciário no estado do Rio são parentes de outros membros desse poder. (5) Esta situação seguramente se reproduz em maior ou menor grau nos outros estados.
Recentemente uma reportagem da revista Época (6) mostrou que juízes estaduais e promotores dos Ministérios Públicos dos estados criam todo tipo de subterfúgio para ganhar mais do que determina a Constituição. Hoje o teto é de R$33.763, mas os juízes e promotores engordam seus contracheques com ao menos 32 tipos de auxílios, gratificações, indenizações, verbas, ajudas de custo. Na teoria, os salários – chamados de subsídios básicos – das duas categorias variam de R$ 22 mil a R$ 30 mil. Os salários reais deles, no entanto, avançam o teto pela soma de gratificações, remunerações temporárias, verbas retroativas, vantagens, abonos de permanência e benefícios concedidos pelos próprios órgãos. É uma longa série de benefícios, alguns que se enquadram facilmente como regalias.
Conforme o levantamento, a média de rendimentos de juízes e desembargadores nos estados é de R$ 41.802 mensais; a de promotores e procuradores de justiça, R$ 40.853. Os presidentes dos Tribunais de Justiça apresentam média ainda maior: quase R$ 60 mil (R$ 59.992). Os procuradores-gerais de justiça, chefes dos MPs, recebem também, em média, R$ 53.971. Fura-se o teto em 50 dos 54 órgãos pesquisados. Eles abrigam os funcionários públicos mais bem pagos do Brasil. Há salários reais que ultrapassam R$ 100 mil. O maior é de R$ 126 mil.
A institucionalização de famílias dentro do Estado representa uma afronta a qualquer pretensão de organização da sociedade de maneira democrática. No sistema judicial há grande ênfase em muitas das dimensões familiares (7). Nos grandes escritórios jurídicos, as relações familiares também são importantes. O familismo e o nepotismo do Judiciário produzem e reproduzem diversas formas de desigualdade social. Estas relações formam grandes redes de interesse e de nepotismo dentro do Estado junto aos poderes executivo, legislativo, judiciário, os tribunais de contas, o ministério público, os cartórios, as mídias e alguns setores empresariais.
É inacreditável que estes distintos operadores da classe dominante creiam que estariam a nos “civilizar pelo rigor das leis”. O desejo de justiça e democracia é bloqueado pelo Judiciário que favorece privilégios. É a mordomia de toga, marca do autoritarismo que resta na sociedade brasileira. Nessas condições, não pode haver ilusões quanto a qualquer auto-reforma do Judiciário. A pressão de diversos juízes e desembargadores para esvaziar as funções do CNJ demonstra que o Judiciário brasileiro é corporativista, defensor de privilégios e tem ojeriza à plebe. E para piorar é protegido contra o povo e não submetido a eleições.
http://s2.glbimg.com/NZszCVl4ipKKvV-7EhwMla-FeQ0=/s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2015/10/09/esquema_v4.jpg
Marcos Antônio
10 de dezembro de 2015 11:32 pmLei de Murphy.
Lei de Murphy.
Quando a gente acha que não pode piorar mais, vem esta notíca…
marcio r.
10 de dezembro de 2015 11:56 pmPor Fernando
Por Fernando Marcelinohttp://outraspalavras.net/brasil/retrato-de-um-judiciario-arrogante/
A trajetória do Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes é uma alegoria do Judiciário brasileiro.
Gilmar Ferreira Mendes nasceu na cidade de Diamantino, MT, em 30 de dezembro de 1955, filho de Nilde Alves Mendes e de Francisco Ferreira Mendes, prefeito de Diamantino pela Arena durante o período militar. Gilmar se formou bacharel em direito pela Universidade de Brasília em 1978. Fez o mestrado com o tema Direito e Estado na mesma universidade, obtendo o certificado de conclusão em 1987.
Exerceu na administração pública os cargos de Procurador da República com atuação em processos do Supremo Tribunal Federal (outubro de 1985 a março de 1988). Foi adjunto da subsecretaria-geral da Presidência da República (1990 e 1991) e consultor jurídico da Secretaria-Geral da Presidência da República (1991 e 1992). Desempenhou a função de assessor técnico na Relatoria da Revisão Constitucional na Câmara dos Deputados (dezembro de 1993 a junho de 1994). Foi assessor técnico no ministério da Justiça, na gestão do Ministro Nelson Jobim (1995 e 1996), período no qual colaborou na coordenação e na elaboração de projetos de reforma constitucional e legislativa. Foi subchefe para assuntos jurídicos da Casa Civil, de 1996 a janeiro de 2000, e Advogado-Geral da União, de janeiro de 2000 a junho de 2002. Foi nomeado Ministro do Supremo Tribunal Federal por FHC em 2002.
Vem de uma família de fazendeiros e juízes do Mato Grosso, onde são influentes. O patriarca, desembargador Joaquim Pereira Ferreira Mendes, foi por quase dez anos presidente do Tribunal de Justiça do Estado (1908-1913, 1916-1917 e 1918-1920), sendo o único a presidi-lo por mais de duas vezes. O neto Milton Ferreira Mendes seguiu os passos do avô e exerceu o cargo de juiz, e depois foi promovido a desembargador em Mato Grosso por oito anos. A família conseguiu emplacar ao menos dez sucessores de prestígio na carreira jurídica, entre eles os desembargadores Mário Ferreira Mendes, Joazil Mendes Gardés e o juiz Élcio Sabo Mendes. Juiz membro do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Yale Sabo Mendes é reconhecido nacionalmente pela atuação no Juizado Especial do Planalto, em processos relacionados ao Direito do Consumidor. Ele é irmão do desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF), Ítalo Fioravanti Sabo Mendes. Dois deles já trabalham em Brasília: o ministro Gilmar e Ítalo Ferreira Mendes.
O último membro da família Mendes a despontar é Djalma Sabo Mendes, nomeado defensor público-geral do Estado. Foi uma escolha pessoal do governador Blairo Maggi, amigo pessoal do ministro Mendes. Os Mendes ainda contam com o juíz Élcio Sabo Mendes Júnior, que atua em Rio Branco (AC). Ele é filho do juiz aposentado Élcio Sabo Mendes, tio do ministro Gilmar. Além disso, a família conta com o procurador do Estado aposentado Djalma Mendes, pai do defensor-geral Djalma Sabo Mendes.
A família tem representantes em várias esferas de poder, seja por meio da magistratura ou na política. O sucesso da família na magistratura, além da herança política, certamente contribuiu para que o irmão caçula do presidente do STF, Francisco Ferreira Mendes Júnior, o Chico Mendes (PR-MT), chegasse ao posto de prefeito de Diamantino, inclusive por dois mandatos (1).
Em 2015, Gilmar Mendes foi à Justiça contra o líder do MTST Guilherme Boulos por conta de coluna publicada na Folha de S. Paulo em que é chamado de “bravateiro de notória ousadia”. O ministro do STF decidiu processar Guilherme Boulos por danos morais e pede indenização de R$ 100 mil. A ação corre na Justiça do Distrito Federal. No texto, intitulado “Gilmar Mendes e o Bolivarianismo” publicado em 13 de novembro de 2014, Boulos comenta uma declaração de Mendes, dada no início daquele mês, alertando para o risco de que o STF “se converta numa corte bolivariana”, com a possibilidade de “governos do PT terem nomeado dez de seus onze membros a partir de 2016″. O líder do MTST relembrou algumas de suas decisões que “favoreceram o ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda e o ex-senador de Goiás Demóstenes Torres – ambos do DEM e abatidos em escândalos de corrupção – e o banqueiro Daniel Dantas, preso pela PF e libertado por ordem de Mendes”. Será que Gilmar Mendes ficou furioso com o líder sem-teto porque sua família é vista, por muitos, como uma das grandes invasoras de terras indígenas no Mato Grosso do Sul? (2)
É evidente que a conduta ética de Mendes está longe de ser consenso.
Segundo levantamento da revista Carta Capital em 2009, a contratação de cursos da empresa de Mendes – o Instituto Brasiliense de Direito Público – por diversos órgãos federais teria rendido ao menos R$ 3 milhões.
Outro episódio controverso deu-se quando Mendes ainda era era o chefe da Advocacia Geral da União (AGU), durante o governo FHC, antes de ser nomeado para o STF. Segundo reportagem da revistaÉpoca em 2002, a AGU pagou R$ 32.400,00 ao instituto de Mendes no período em que era comandada por ele.
Vale lembrar também que Mendes concedeu duas vezes habeas corpus para que fosse solto o banqueiro Daniel Dantas, que havia sido preso na Operação Satiagraha sob suspeita de desvio de verbas públicas, crimes financeiros e tentativa de suborno para barrar a investigação da Polícia Federal. A decisão foi mantida depois pelo plenário do STF. O grupo Opportunity, de Daniel Dantas, adquiriu participações em várias empresas privatizadas no governo FHC, em especial no setor de telecomunicações. E pasmem: a jornalista Monica Bergamo (Folha de São Paulo) anunciou que, após 32 anos de serviço público, Guiomar Feitosa Mendes, mulher de Gilmar Mendes, está se aposentando, depois de ter trabalhado mais de 23 anos no STF. Ela será agora gestora da área jurídica do escritório do advogado Sergio Bermudes, do Rio. Ou seja, a mulher do Ministro Gilmar vai trabalhar com o advogado de Daniel Dantas!”
Gilmar Mendes é casado com Guiomar Feitosa de Albuquerque Lima. A família Feitosa é uma importante família política do Ceará, grande empresária de transportes urbanos, grandes proprietários rurais e tem ocupado vários cargos parlamentares no estado. Em julho de 2013 um filho do casal, Francisco Feitosa Filho, casou com Beatriz Barata, neta do maior empresário de ônibus do Rio de Janeiro, Jacob Barata. Gilmar e Guiomar foram padrinhos do casamento.
Apesar da família rica, a esposa de Gilmar custa caro aos cofres públicos: “Dos 608 mil reais gastos com as mulheres dos ministros do STF, 437 mil custearam viagens de Guiomar Feitosa de Albuquerque Ferreira Mendes, esposa do ministro Gilmar Mendes. Entre 2009 e 2011, ela acompanhou o marido 20 vezes ao exterior, gasto médio de quase 22 mil reais por viagem – em 2012, não há registro de viagens dela. O ato interno citado pelo STF como fundamento legal para o gasto com as passagens também respalda que elas sejam de primeira classe.” (3)
Gilmar Mendes, maestro de sofismas, desfigura a ideia de Estado social e democrático. Entretanto, Mendes é apenas um notório exemplo de magistrado que transforma o Judiciário num tribunal político de baixo nível, o que reafirma o que Boulos disse em seu artigo: “o Judiciário é o único poder da República que, no Brasil, não tem nenhum controle social. Regula a si próprio e estabelece seus próprios privilégios. Mas questionar isso, dizem, é questionar a democracia. É bolivarianismo”. Contudo, podemos encontrar outros exemplos nas cortes federais e estaduais. Estudos recentes sobre o Judiciário indicam que elites jurídicas provêm das mesmas trajetórias, famílias, universidades e classe social (4).
No escritório de advocacia Sérgio Bermudes, onde trabalha a esposa de Gilmar Mendes, também encontramos outros vínculos com as famílias dos ministros do STF: Elena Landau, Gabriel de Orleans e Bragança e Marianna Fux, esta última sócia desde 2003. Marianna Fux, a filha do ministro do STF Luiz Fux, tentou virar desembargadora no Rio de Janeiro e esbarrou nos requisitos mínimos para o preenchimento do cargo. Mais “sorte” teve a advogada Letícia Mello, que foi nomeada para o cargo de desembargadora do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, que abrange o Rio de Janeiro e o Espírito Santo. Letícia tem 37 anos e é filha do ministro do STF e presidente do TSE Marco Aurélio Mello e da desembargadora do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios. A família Mello é uma das mais importantes famílias políticas de Alagoas. Letícia é neta do advogado Plínio Affonso de Farias Mello e de D. Eunice Mendes de Farias Mello. Plínio Affonso, que era irmão de Arnon Affonso de Mello, governador de Alagoas e senador da Republica, pai do ex-presidente Fernando Collor de Mello. O ministro Marco Aurélio Mello foi indicado para o STF pelo seu primo Fernando Collor de Mello.
Gilmar Mendes não é uma exceção. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, 16% dos integrantes do Judiciário no estado do Rio são parentes de outros membros desse poder. (5) Esta situação seguramente se reproduz em maior ou menor grau nos outros estados.
Recentemente uma reportagem da revista Época (6) mostrou que juízes estaduais e promotores dos Ministérios Públicos dos estados criam todo tipo de subterfúgio para ganhar mais do que determina a Constituição. Hoje o teto é de R$33.763, mas os juízes e promotores engordam seus contracheques com ao menos 32 tipos de auxílios, gratificações, indenizações, verbas, ajudas de custo. Na teoria, os salários – chamados de subsídios básicos – das duas categorias variam de R$ 22 mil a R$ 30 mil. Os salários reais deles, no entanto, avançam o teto pela soma de gratificações, remunerações temporárias, verbas retroativas, vantagens, abonos de permanência e benefícios concedidos pelos próprios órgãos. É uma longa série de benefícios, alguns que se enquadram facilmente como regalias.
Conforme o levantamento, a média de rendimentos de juízes e desembargadores nos estados é de R$ 41.802 mensais; a de promotores e procuradores de justiça, R$ 40.853. Os presidentes dos Tribunais de Justiça apresentam média ainda maior: quase R$ 60 mil (R$ 59.992). Os procuradores-gerais de justiça, chefes dos MPs, recebem também, em média, R$ 53.971. Fura-se o teto em 50 dos 54 órgãos pesquisados. Eles abrigam os funcionários públicos mais bem pagos do Brasil. Há salários reais que ultrapassam R$ 100 mil. O maior é de R$ 126 mil.
A institucionalização de famílias dentro do Estado representa uma afronta a qualquer pretensão de organização da sociedade de maneira democrática. No sistema judicial há grande ênfase em muitas das dimensões familiares (7). Nos grandes escritórios jurídicos, as relações familiares também são importantes. O familismo e o nepotismo do Judiciário produzem e reproduzem diversas formas de desigualdade social. Estas relações formam grandes redes de interesse e de nepotismo dentro do Estado junto aos poderes executivo, legislativo, judiciário, os tribunais de contas, o ministério público, os cartórios, as mídias e alguns setores empresariais.
É inacreditável que estes distintos operadores da classe dominante creiam que estariam a nos “civilizar pelo rigor das leis”. O desejo de justiça e democracia é bloqueado pelo Judiciário que favorece privilégios. É a mordomia de toga, marca do autoritarismo que resta na sociedade brasileira. Nessas condições, não pode haver ilusões quanto a qualquer auto-reforma do Judiciário. A pressão de diversos juízes e desembargadores para esvaziar as funções do CNJ demonstra que o Judiciário brasileiro é corporativista, defensor de privilégios e tem ojeriza à plebe. E para piorar é protegido contra o povo e não submetido a eleições.
NOTAS
(1) http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/a-grande-familia-de-gilmar-mendes/
(2) Ler, entre outros textos, http://www.plantaobrasil.com.br/news.asp?nID=84109
(3) O Globo. Marcos Cavalcanti – 16.11.2009
http://oglobo.globo.com/blogs/inteligenciaempresarial/posts/2009/11/16/mulher-de-gilmar-mendes-vaitrabalhar-com-advogado-de-daniel-dantas-240837.asp
(4) http://www.cartacapital.com.br/politica/esposas-a-tiracolo-7116.html
(5) Um dos estudos é o de Frederico Normanha Ribeiro de Almeida em sua tese de doutorado (USP) – “A nobreza togada: as elites jurídicas e a política da Justiça no Brasil”.
(6) http://www1.folha.uol.com.br/poder/2013/04/1266496-magistrados-emplacam-parentes-no-tj-rj.shtml
(7) ttp://epoca.globo.com/tempo/noticia/2015/06/juizes-estaduais-e-promotores-eles-ganham-23-vezes-mais-do-que-voce.html
(8) Ver estudo de Ricardo Costa de Oliveira sobre o nepotismo no Poder Judiciário. Disponível em: http://www.encontroabcp2014.cienciapolitica.org.br/resources/anais/14/1403654137_ARQUIVO_ABCP2014-final-Politica.pdf
edmorc
11 de dezembro de 2015 1:19 amLei da Magistratura
Como leigo em assuntos jurídicos, porém plenamente alfabetizado, sugiro a todos que analisem este artigo da Lei da Magistratura:
Art. 36 – É vedado ao magistrado:
I – exercer o comércio ou participar de sociedade comercial, inclusive de economia mista, exceto como acionista ou quotista;
II – exercer cargo de direção ou técnico de sociedade civil, associação ou fundação, de qualquer natureza ou finalidade, salvo de associação de classe, e sem remuneração;
III – manifestar, por qualquer meio de comunicação, opinião sobre processo pendente de julgamento, seu ou de outrem, ou juízo depreciativo sobre despachos, votos ou sentenças, de órgãos judiciais, ressalvada a crítica nos autos e em obras técnicas ou no exercício do magistério.
Mais claro, só se desenhar.
altamiro souza
11 de dezembro de 2015 1:31 amesse ministro gilmar mendes é
esse ministro gilmar mendes é tão ” isento” que deveria ser impedido de atuar…
Ricardo Moura
11 de dezembro de 2015 7:40 pmmas ele não pode atuar de jeito nenhum
Até as manchestes dos jornalistas dão conta da intenção do Juiz, isso não poderia acontecer em
lugar nenhum do mundo, as pessoas saberem abertamente a intenção política do juiz.
Só no Brasil que parece se acostumou com o errado, aceitam esse Juiz fazendo política e
perseguindo abertamente seus inimigos dentro da própria corte, dentro do próprio poder Judiciário,
abertamente, isso só acontece no Brasil ou em ditaduras abertas. Mas em país que se diz democrático
não vejo em lugar nenhum.
José Carlos - Spin
11 de dezembro de 2015 1:53 amNão nos esqueçamos que em
Não nos esqueçamos que em Honduras e Paraguai, últimas experiências golpistas, o Judiciário deu aval aos golpistas, embora no momento pós-golpe tenha havido um pega prá capá entre Legislativo e Judiciário, que resultou no impinchamento de quatro ministros da Suprema Corte hondurenha.
Nandex
11 de dezembro de 2015 2:03 amÉ o que estamos vendo por
É o que estamos vendo por aqui! Ministro e políticos correndo para derrubar a presidente. Pra mim está claro que político que acata outro político corrupto, sendo ministro ou não; tem alguma coisa complicada. Deveria se haver entre aqueles do congresso, ministros ou políticos agirem contra aqueles que estão ferindo a constituição com o processos penais o mais rápido possível! Pois como pode aqueles que ferem a democracia e a constituição estarem abrindo processos contra outros? Que legitmidade eles têm? Precisa-se haver um recurso o quanto antes daqueles que estão do lado da democracia, constituição e da justiça! Tenho certeza que tem um volume grande deste lado.