
Jornal GGN – Hoje não é o melhor dia para Celso Russomanno na internet. O candidato a prefeito de São Paulo pelo PRB foi alvo de duas denúncias veiculadas nesta sexta-feira (5). A primeira, no Diário do Centro do Mundo, aponta que a parceria de Russomanno com o médico hollywoodiano Dr. Rey para vender franquias de clínicas de estética no Brasil lesou mais de 60 pessoas que denunciaram pagamento de propina pelos fornecedores. Agora, o portal Metrópoles, de Brasília, mostra que Russomanno também é sócio de um bar que fechou por falta de pagamento de aluguel. O prejuízo dos proprietário do espaço locado? R$ 2 milhões.
Por Manoela Alcântara e Carlos Carone
Bar do Alemão é fechado por calote de R$ 2 milhões em aluguel
Do Metrópoles
O Bar do Alemão, localizado no Setor de Hotéis de Turismo Norte, às margens do Lago Paranoá, foi fechado na manhã desta sexta-feira (5/8) por falta de pagamento. Nos três anos de funcionamento, os donos do estabelecimento nunca pagaram aluguel e acumularam uma dívida de R$ 2 milhões. O deputado federal Celso Russomanno (PRB-SP), líder nas pesquisas para a Prefeitura de São Paulo, consta como sócio do bar, segundo cadastro da Receita Federal.
Constam como sócios, ainda, Luna Mirah Gomes, filha do ex-deputado Eduardo Gomes (PSDB-TO); e o ex-empresário Geraldo Vagner de Oliveira, morto recentemente em um acidente de helicóptero em Jundiaí, no interior de São Paulo. Do grupo de empreendedores também participa a Yelloww Consultoria Ltda, que tem como administrador Augusto Ribeiro de Mendonça Neto, delator da Lava Jato.
Em seu depoimento, Mendonça Neto detalhou o destino de R$ 60 milhões em propina a Renato Duque, ex-diretor da Petrobras, referente às obras da Repar, Refinaria localizada em Araucária, em Pernambuco.
Representante de várias empresas desde a década de 90, entre elas a Setal Engenharia, depois transformada em Toyo Setal, o empresário admitiu ter pago parte da propina cobrada por ex-diretores da Petrobras na forma de doação oficial para campanhas eleitorais do Partido dos Trabalhadores. Ele estimou em “aproximadamente R$ 4 milhões” o total pago em doações ao PT entre os anos de 2008 e 2011 por orientação pessoal de Duque.

O oficial de Justiça chegou ao bar por volta das 9h com o pedido de despejo da proprietária do prédio, a Construcen. “Tentamos negociar várias vezes, mas os donos do bar nunca pagaram. Não havia outra medida a ser tomada”, afirmou o advogado da empresa, André da Mata.
A decisão proferida pelo juiz Jerry Teixeira saiu na última terça-feira (2/8). Segundo o magistrado, os bens do bar devem ser levados a um depósito, que será pago pelos proprietários do estabelecimento.
Os funcionários chegaram cedo para trabalhar, mas tiveram que deixar o local. São cerca de 70 pessoas, entre garçons, cozinheiros, atendentes. Eles afirmam que estão sem receber os valores referentes aos 10% pagos pelos clientes desde janeiro e que o salário deste mês está atrasado. “Vamos procurar nossos direitos na Justiça. Estamos com FGTS, INSS, tudo atrasado”, disse Jeovane Rodrigues de Oliveira, 32 anos, maitre de atendimento do bar.
O Metrópoles ainda não conseguiu contato com os donos do bar.
Vagalume do Brejo
5 de agosto de 2016 8:13 pmDenuncia no programa do
Denuncia no programa do Russomano!
Jorge Pereira
5 de agosto de 2016 8:19 pmCORRUPÇÃO ERA GENERALIZADA
Em CPI, delator diz que corrupção era “generalizada” em diretoria da Petrobras
Presidente da Setal Engenharia, Augusto Mendonça Neto compareceu à Câmara dos Deputados
23/04/2015 – 11p7min | Atualizada em 23/04/2015 – 11p7minCompartilharE-mailGoogle+TwitterFacebook
Augusto Mendonça Neto é um dos delatores da Operação Lava-JatoFoto: Lucio Bernardo Jr. / Câmara dos Deputados
Em depoimento concedido à CPI da Petrobras na manhã desta quinta-feira, o delator da Operação Lava-Jato e presidente da Setal Engenharia, Augusto Mendonça Neto, afirmou que a cobrança de propina era “generalizada” na Diretoria de Serviços da estatal durante o período em que foi comandada por Renato Duque.
Mendonça também é executivo da Toyo-Setal Empreendimentos. As empresas às quais está vinculado são acusadas de formação de cartel e pagamento de propina em contratos com a Petrobras. O empresário confirmou aos deputados, na sessão que se iniciou pouco depois das 9p0min, que a cobrança de propina na área de serviços da estatal era abrangente.
— Era uma coisa generalizada, no sentido de que queriam um percentual sobre todos os contratos — declarou Mendonça.
O empresário fez questão de ressaltar que essa generalização diz respeito aos contratos firmados, e não a uma corrupção disseminada entre os funcionários da companhia. Mas declarou que Duque e o ex-diretor de Abastecimento, Paulo Roberto Costa, trabalhavam “em conjunto”.
Em depoimento à CPI, Vaccari negou corrupção
Leia todas as notícias sobre a Operação Lava-Jato
O delator negou que o percentual destinado a corrupção tivesse origem no superfaturamento de obras.
— É muito difícil que a Petrobras faça um erro na sua avaliação de preço. Quando o Paulo Roberto (Paulo Roberto Costa) diz que o pagamento das comissões saía da margem (de lucro) da empresa, isso é fato. Ninguém tinha oportunidade de aumentar seu preço para poder pagar comissão.
O empresário voltou a afirmar que fornecedores da estatal formaram um “clube de empresas”, espécie de cartel destinado a evitar a competição entre participantes de licitações da Petrobras. Esse clube se iniciou em 1997, com nove participantes, e ganhou força entre 2003 e 2004, quando a estatal ampliou seus investimentos. Porém, o presidente da Setal garantiu que esse acerto não existe mais.
Mendonça já havia declarado, em depoimentos à Polícia Federal, ter pago entre R$ 50 milhões e R$ 60 milhões em propina ao ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque entre 2008 e 2011. Ele disse que este dinheiro era destinado ao PT, e parte da propina era encaminhada por meio de doações oficiais — o que foi negado pelo partido.
Em acordo de delação premiada com o Ministério Público e a Justiça Federal, Mendonça havia afirmado ainda que também pagou propina a Paulo Roberto Costa. Esse dinheiro tinha como destino o PP, por meio do ex-deputado José Janene e do doleiro Alberto Youssef. De acordo com o empresário, a Setal pagava propina de 1% sobre o valor do contrato para a Diretoria de Abastecimento, ocupada por Paulo Roberto Costa, e outros 2% para a Diretoria de Engenharia e Serviços, ocupada por Renato Duque.
A Setal formalizou acordo de leniência com a Controladoria Geral da União para diminuir as penas administrativas decorrentes da prática de formação de cartel e se comprometeu a fornecer informações sobre as demais empresas que atuavam na Petrobras. O sócio de Mendonça, Júlio Camargo, também prestou depoimentos em processo de delação premiada e repetiu as acusações feitas pelo presidente da Setal.
*Zero Hora
alvaro f
5 de agosto de 2016 8:30 pmÉ a defesa do consumidor em ação.
Eita hipocrisia! Imagina só uma praga dessa como prefeito de uma cidade…
Henrique Finco
5 de agosto de 2016 10:04 pmMoralistas
Este não é o partido de moral neo pentescotal? Saravá prá eles….!
João de Paiva
6 de agosto de 2016 2:46 amA Farsa a Jato é uma ORCRIM coringa.
Prezados,
A Farsa a Jato é uma quadrilha institucional tipo coringa ou bombril, com 1001 utilidades. Como até o mundo mineral sabe, TODAS as delações têm por objetivo incriminar o PT, os petistas, os grandes líderes do partido (José Genoíno, José Dirceu, João Paulo Cunha), os que trabalharam como tesoureiros do partido (Delúbio Soares, João Vaccari) ou simples servidores dos governos petistas ou de estatais, mas que sempre se mostraram militantes do partido (José Sérgio Gabrielli, Paulo Bernardo, Henrique Pizzolato…) e claro, a presidenta Dilma e o grande líder popular, Lula. Se a Farsa a Jato incriminou políticos de outros partidos supostamente aliados dos governos petistas (como PMDB e PP), isso foi apenas uma estratégia, para enganar os incautos, dando a falsa impressão de que a ORCRIM institucional investiga e denuncia integrantes de todos os partidos e espectros. Conversa fiada. NENHUM tucano vivo foi sequer denunciado, muito menos condenado e preso. Uma das fases, a infame Triplo-X, que visava Lula, acabou revelando outro tríplex, este na Praia de Santa Rita, em Paraty, numa zona de proteção ambiental; os verdadeiros donos são os irmãos Marinho. Assim que apareceu o nome de Paula Marinho, sérgio moro e toda a FT da Farsa a Jato enterraram as investigações e o PIG/PPV as jogou no esquecimento; é como se tivessem arrancado a página de um livro, a qual abordasse fatos desagradáveis ao PIG e à ORCRIM institucional. Notem os leitores que a tática foi usada agora mais uma vez, alegando que doações feitas ao PT eram fruto de propina. É curioso ver esse tom novelesco da narrativa da Farsa a Jato, pois TODOS os grandes partidos obtinham doações de empresas usando os mesmos meios; o PSDB recebeu doações tão volumosas quanto PT, muitas vezes das mesmas empresas; entretanto NENHUM empenho da FT da Farsa a Jato é visto em investigações e denúncias contra tucanos de alta plumagem. Aécio Cunha, Geraldo Alckmin e José Serra (dentre outros) são vergonhosa e descaradamente protegidos pela ORCRIM da Farsa a Jato e pelo STF (notadamente o PGR janot e gilmar mendes). Embora citado nove vezes em delações, o PIG e a ORCRIM da Farsa a Jato escondem Aécio; gilmar mendes, militante político do PSDB, o mesmo partido de Aécio, convida o senador investigado e delatado para jantares e NINGUÉM no PIG/PPV ou no STF se insurge contra esse conflito de interesses. GM foi “sorteado” para avaliar denúncias feitas contra Aécio; GM e Janot simularam uma falsa disputa, usando o PIG/PPV como palco, como se o PGR estivesse em lado oposto ao de gilmar. Puro jôgo de cena, como denunciei em comentários que fiz. Há um mês meio NENHUMA notícia sobre as denúncias contra Aécio é apresentada pelo PIG/PPV ou pela ORCRIM da Farsa a Jato em seus portais.
Os leitores hão de perguntar: que relação existe entre o que foi citado no parágrafo anterior e o conteúdo da reportagem? Explico: Celso Russomano é o que é e o PIG/PPV (em que ele trabalhou) sabe disso há muito tempo. Russomano não é da plutogracia oligárquica de SP, logo pode ser considerado um outsider. Este não será o primeiro vôo de galinha de Russomano; em duas outras disputas eleitorais ele despontou como favorito e sequer chegou ao segundo turno. Como até o mundo mineral sabe, o PIG/PPV, assim como a ORCRIM da Farsa a Jato, o MP e PJ paulistas (herdeiros e integrantes da plutocracia desse estado) são fechados com os tucanos. Portanto, essas denúncias contra Russomano já estavam na agulha e preparadas para serem disparadas agora, logo antes do período eleitoral. NUNCA se viu tanta celeridade na tramitação de processos, desde as intâncias estaduais e inferiores, até chegar ao STF. O MP e o Judiciário têm para com o tucanato paulista a missão de destruir o candidato Celso Russomano, ligado ao empresário e dono de igreja edir macedo. Essas instituições tramaram meticulosamente o tempo certo de investir contra Russomano, de modo que a candidatura dele seja inviablizada.
Devemos observar, também, que a estratégia do tucanato e da direita paulista, oligárquica e plutocrática, ir ao segundo turno tem lances pouco óbvios à primeira vista. Quem poderia imaginar Andrea Matarazzo como vice de Marta Suplicy, no PMDB? Matarazzo só é ex-tucano da boca para fora; ele é soldado de JS tarja-preta e só aceitou ser candidato a vice na chapa de Marta, pelo PMDB, porque o ‘chefe’ assim determinou e porque um naco de poder lhe será garantido. Na prática o tucanato paulista que estar no segundo turno, seja na titularidade com o pseudo-candidato João Dória Jr, seja na reserva, com Andrea Matarazzo. Embora sob artilharia pesada do PIG/PPV (que dissemina ódio, truculência e desinformação) desde que assumiu o mandato, em janeiro de 2013, o atual prefeito Fernando Haddad ainda não foi abatido. Se para estas eleições o prazo de campanha fosse de três meses, Haddad teria a chance de mostrar à população as realizações de seu governo, poderia particpar de mais debates com os adversários e assim mostrar aos paulistasnos qual a melhor opção para administrar a cidade pelos próximos quatro anos. A mudança na Lei eleitoral, com a redução do prazo da campanha, beneficia apenas os velhos caciques e coronéis da política, sendo deletéria para as jovens lideranças e para aqueles cuja hostilidade da mídia prejudica durante os 365 dias, dos quatro anos de exercício do mandato, como é o caso de Fernando Haddad. A guerreira da ética e da honestidade, Luíza Erundina, embora conhecida dos paulistanos por já ter sido prefeita, têm poucas chances de ir ao segundo turno, já que o minúsculo PSOL terá pouquíssimo tempo de TV na campanha eleitoral; mesmo que Erundina esteja hoje mais bem cotada que Haddad, não é certo que ela será mais votada que ele. Uma agravante é que Haddad e Erundina disputarão o mesmo eleitorado progressista, hoje minoritário em SP, após a disseminação do ódio, do nazifascismo e do anti-petismo e anti-esquerdismo patológico, sobretudo na chamada classe média. Com a saída de Celso Russomano da disputa, o mais provável é que o eleitorado que hoje o coloca em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto migre para partidos da direita ou centro direita, ou seja, a tendência é que os hoje potenciais eleitores de Russomano venham a optar por Marta(PMDB) e João Dória(PSDB). Se a Esquerda não abrir o olho, fica de fora do segundo turno da eleição paulistana. Noutro artigo já analisei e mostrei que o mesmo risco existe no Rio, caso Jandira Feghali(PC do B), Marcelo Freixo(PSOL) e Alessandro Molon(REDE) se lancem numa disuta fratricida.
A mensagem mais importante que fica desses rolos e negociatas de Celso Russomano é a seguinte: não é por preocupação em promover a justiça e combater atos corruptos, ilegais e criminosos de Russomano que o MP e Judiciário (tanto paulistas como federais) estão empenhados e trabalham celeremente para condená-lo e/ou torná-lo inelegível. As razões são estritamente políticas e de disputa pelo poder na maior cidade brasileira. Prafraseando um estudioso que viveu e estudou o Brasil: “A política não é para amadores.”
Frederico69
6 de agosto de 2016 9:29 amcomeçou quente a campanha!
Verdadeira briga de foice no escuro!