5 de junho de 2026

Em dia de motociata, Bolsonaro gastou 62 mil em lanchonete com o cartão coorporativo

As compras foram feitas no CPF em nome do motorista da Presidência, Alexandre Silva Almeida
Reprodução

Os gastos exorbitantes do ex-líder do Executivo, Jair Bolsonaro (PL), pagos com o cartão corporativo vieram à tona nesta quinta-feira (12). Chama atenção o montante de R$ 622.493,00 recebido pela lanchonete Tony & Thais, em Moema, bairro da zona sul de  São Paulo, entre 2019 e 2022. 

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Somente em um dia, em 15 de abril de 2022, foram registrados sete pagamentos feitos com o cartão corporativo em posse de Bolsonaro à lanchonete, sendo seis de R$ 9.500,00 e um de R$ 5.206,00 mil, totalizando R$ 62.206,00.

Neste mesmo dia, uma sexta-feira de feriado da Paixão de Cristo, Bolsonaro fez uma de suas “motociatas” na capital paulista, acompanhado pelo atual governador do estado Tarcísio de Freitas (Republicanos). A ação envolvendo motociclistas gerou um gasto de R$ 1 milhão dos cofres públicos só com policiais militares e chegou a fechar a Rodovia dos Bandeirantes.

Essas compras em 15 de abril de 2022 na lanchonete foram feitas no CPF em nome do motorista da Presidência, Alexandre Silva Almeida. Nos últimos quatro anos Almeida gastou R$ 123 mil no endereço. Outras 12 pessoas também fizeram pagamentos à lanchonete com o cartão coorporativo.

O GGN entrou em contato com o restaurante, mas os donos e irmãos Antônio da Silva e Dorgival da Silva não estavam no local. Também não havia nenhum outro responsável que pudesse prestar esclarecimentos. 

À reportagem da Band, Dorgival da Silva informou que o local sempre forneceu “lanches” ao governo, antes mesmo da gestão Bolsonaro. 

De acordo com a apuração do GGN, os pagamentos à lanchonete com o cartão corporativo começaram em 2007. Até 2022 os gastos somam R$1.486.137,00, sendo que expressivos R$ 622.493,00 foram pagos por Bolsonaro e seus subordinados.

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Ao longo de todo mandato, Bolsonaro gastou R$ 27,6 milhões no cartão corporativo. As planilhas com os dados dos gastos se tornaram públicas esta semana. Os registros foram mantidos em sigilo até o fim da gestão bolsonarista, a partir de uma regra do trecho da própria Lei de Acesso a Informação (LAI).

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

5 Comentários
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  1. Marcello

    12 de janeiro de 2023 6:45 pm

    Moro perto dessa lanchonete e portanto conheço o estabelecimento….trata se de uma lanchonete simples…um boteco em Moema…como pode ter esse gasto todo em um dia???Tá na cara que devem ter lavado dinheiro aí…nosso dinheiro

  2. Carlos

    12 de janeiro de 2023 10:02 pm

    Notas frias, duvido que isto tenha sido tributado.
    Está igual à nota de gasolina que o ladrão apresentou à Câmara, há alguns anos.

  3. Almeid

    12 de janeiro de 2023 10:55 pm

    2007 ou 2017?

  4. Rui

    13 de janeiro de 2023 11:15 am

    A mamata acabou, porra. Sqn
    Mas os Trouxas acreditaram

  5. Vladimir

    13 de janeiro de 2023 11:26 am

    Tem gato nessa tuba. Aliás,gatos. Pode ser que os passeios de motoca do ex-ocupante do Palácio do Planalto,além de servirem de hora dia do recreio,servisse também como uma arrecadação paralela,nada que uma perícia contábil não consiga comprovar.

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