Foto Sidney Lins Jr

Conselho Federal de Medicina homenageia Ronaldo Caiado por responsabilidade social
por Aracy Balbani
Na edição 263 do Jornal Medicina, o Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgou os nomes de cinco médicos homenageados pela entidade por “relevantes contribuições ao País ao longo de suas trajetórias pessoais e profissionais”. Criadas em 2011, as comendas são um reconhecimento “ao desempenho ético e ao compromisso social” dos profissionais.
Na solenidade de entrega das honrarias em Brasília, em dezembro de 2016, o médico ortopedista e Senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) recebeu a Comenda Zilda Arns Neumann de Medicina e Responsabilidade Social. Segundo o CFM, Caiado mereceu a distinção por ser “autor da PEC 454/2009, que cria a Carreira de Estado de Médico” e da “emenda que beneficiou profissionais liberais, como médicos, incluindo-os na tabela de menor incidência de impostos do Supersimples (Lei Complementar no. 155/2016)”.
Contudo, no perfil oficial do Senador no Facebook, numa postagem datada de 08/10/2013, o homenageado afirmou: “Médicos, o CFM nos traiu e nos vendeu! Confira na TV Câmara!”. Naquela data, o parlamentar criticou duramente o acordo firmado entre o CFM e o Deputado Rogério Carvalho (PT-SE), relator da medida provisória que instituía o Programa Mais Médicos. O acordo versava sobre a concessão de registros profissionais provisórios aos médicos do Programa e as contrapartidas do Ministério da Saúde. A postagem do Senador rendeu 467 curtidas, 74 comentários e 38 compartilhamentos. Dentre os comentários, um internauta propôs: “Ronaldo Caiado para presidente do CFM!!!”
Decorridos três anos do contundente palavrório do Senador contra o CFM, intervalo durante o qual o ex-senador cassado e procurador de Justiça Demóstenes Torres acusou Caiado publicamente de ter recebido financiamento de campanha do contraventor Carlos Cachoeira, e foram divulgadas denúncias de suposto envolvimento da família de Caiado com a lista suja do trabalho escravo, Dr. Ronaldo Caiado foi incluído pelo CFM no grupo de expoentes éticos da Medicina brasileira, ao lado de nomes como Adib Jatene e Ivo Pitanguy.
Do Portal do CFM:
Cinco médicos recebem comendas do CFM por dedicação à Medicina e à sociedade
A homenagem ressalta o desempenho ético, a competência técnica e o compromisso de médicos com a sociedade e com a medicina.
Desde sua criação, 21 médicos já foram homenageados.Grandes nomes da Medicina serão homenageados com o recebimento de comendas outorgadas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) por relevantes contribuições ao País ao longo de suas trajetórias pessoais e profissionais. A solenidade ocorrerá na noite dessa terça-feira (6 de dezembro), em Brasília, no auditório do CFM.
As honrarias, criadas em 2011 pelo Plenário do CFM, ressaltam o desempenho ético e o compromisso social para com a Medicina por profissionais ou instituições no esforço de construção de uma sociedade mais justa e um mundo melhor. Desde sua criação, 21 médicos já foram homenageados, tendo como destaque os nomes de Adib Jatene e de Ivo Pitanguy, que receberam as honrarias de Saúde Pública, e Literatura e Artes, respectivamente.
Para o presidente do Conselho Federal, Carlos Vital Tavares Corrêa Lima, a entrega dessas distinções reconhece os valores e a dedicação dos escolhidos em prol da Medicina em cada uma de suas áreas de atuação. “Temos a honra de escolher nomes de extrema relevância na Medicina, uma vez que é a atribuição judicante dos conselhos de medicina zelar e trabalhar, por todos os meios ao seu alcance, pelo perfeito desempenho ético da Medicina”, apontou.
Homenageados – Em 2016, o primeiro outorgado será o escritor Heitor Rosa, que receberá a comenda de Medicina, Literatura e Artes. Rosa é autor de diversas obras premiadas, como o “Show do Esqueleto”, principal manifestação cultural dos estudantes de Medicina da Universidade Federal do Goiás (UFG). Um dos livros publicados por ele, Memórias de um cirurgião-barbeiro, de 2006, teve o prefácio de Moacyr Scliar.
Reconhecido pelo CFM em Medicina e Humanidades Médicas, Mário Barreto Corrêa Lima se dedicou à causa pública e ao estímulo de uma formação médica que valorizasse a compreensão do ser humano e de todo seu contexto. Isso se refletiu na sua carreira literária, com a publicação de diversos livros, artigos e textos sobre Humanidades Médicas. Entre os livros sobre assunto estão Rumos da Assistência Médica e Prioridade para a Saúde, uma Longa e Árdua Luta.
O médico José da Silva Guedes será reconhecido pela comenda Medicina e Saúde Pública. Guedes se formou na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) em 1961, tendo se especializado como médico sanitarista e concluído o doutorado em Saúde Pública. Sempre manifestou interesse pelo campo das moléstias infecciosas e pela Saúde Pública, o que o levou a trabalhar no Hospital Emílio Ribas em 1962, num momento em que o País era severamente atingido por epidemias de sarampo, meningite, caxumba e outras doenças.
No campo da Medicina e Ensino Médico, a comenda do CFM será entregue a Júlio Torres, professor emérito da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), onde exerceu atividades por 32 anos. Já o senador Ronaldo Ramos Caiado será agraciado pela comenda Medicina e Responsabilidade Social por ter contribuído com lutas pela categoria no Congresso Nacional ao longo dos seus 25 anos de política, tendo como destaque a apresentação da PEC 454/2009, que cria a Carreira de Médico de Estado.
Saiba mais sobre os homenageados de 2016:
Heitor Rosa – Comenda Moacyr Scliar, de Medicina, Literatura e Artes
Heitor Rosa é autor de obras premiadas como o “Show do Esqueleto”, principal manifestação cultural dos estudantes de medicina da UFG. Entre os livros publicados por Heitor Rosa estão: Histórias agudas e crônicas: do apêndice ao avião (1996, crônicas); Os ossos do coronel Azambuja (1998, contos); O Enigma da Quinta Sinfonia (2000, contos); Memórias de um cirurgião-barbeiro (2006, romance com prefácio de Moacyr Scliar); Julgamento em Notre Dame (2009, romance); Histórias de Creusa (2009, crônicas) e a coletânea Originais Inéditos (2010).
Júlio Rufino Torres – Comenda Fernando Figueira de Medicina e Ensino Médico
Júlio Torres é professor emérito da Ufam, onde exerceu atividades por 32 anos. Nesse período, foi professor de Clínica Cirúrgica, chefe do Departamento de Medicina Especializada e diretor do Serviço de Ortopedia do Hospital Universitário Getúlio Vargas. É autor de quatro livros, entre deles Pegadas de Deus, obra que abordou a fé sob a ótica de homens que exercem a Medicina e defendem que sua prática ocorra subordinada a valores como justiça, solidariedade e respeito ao próximo.
José da Silva Guedes – Comenda Sérgio Arouca de Medicina e Saúde Pública
José da Silva Guedes se formou na Faculdade de Medicina da USP em 1961, tendo se especializado como médico sanitarista e concluído o doutorado em Saúde Pública. Sempre manifestou interesse pelo campo das moléstias infecciosas e pela Saúde Pública, o que o levou a trabalhar no Hospital Emílio Ribas em 1962, num momento em que o País era severamente atingido por epidemias de sarampo, meningite, caxumba e outras doenças.
Mário Barreto Corrêa Lima – Comenda Mário Rigatto de Medicina e Humanidades
Mário Barreto Corrêa Lima se dedicou à causa pública e ao estímulo de uma formação médica que valorizasse a compreensão do ser humano e de todo seu contexto. Isso se refletiu na sua carreira literária, com a publicação de diversos livros, artigos e textos sobre Humanidades Médicas. Entre os livros sobre assunto estão: Rumos da Assistência Médica e Prioridade para a Saúde, uma Longa e Árdua Luta.
Ronaldo Caiado – Comenda Zilda Arns Neumann, de Medicina e Responsabilidade Social
Ronaldo Ramos Caiado se formou em Medicina em 1974 pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e atua como especialista e cirurgião da coluna há mais de três décadas. Fez residência médica no Hospital Miguel Couto, no Rio de Janeiro e Especialização no Serviço de Cirurgia Ortopédica e Traumatológica do Professor Roy Camille, Paris, França, em 1978. O atual líder do Democratas no Senado é autor da PEC 454/2009, que cria a Carreira de Médico de Estado. O primeiro cargo foi ocupado em 1991, quando eleito deputado federal por Goiás.
Fabio !
1 de abril de 2017 7:33 pm(~~)
Coisa semelhante só consigo lembrar de Henry Kissinger para o Nobel da Paz.
edmorc
1 de abril de 2017 9:06 pmE do Obama também.
E do Obama também.
adroaldo lima linhares
1 de abril de 2017 7:38 pmÓtima oportunidade para
Ótima oportunidade para exercer a medicina em tempo integral, saindo fora dessa vida de golpista. Só nos avisa em qual hospital vai trabalhar prá gente passar bem longe.
Ivan de Union
1 de abril de 2017 7:56 pmEngracadinho mesmo eh que
Engracadinho mesmo eh que eles pensam que Caiado eh caiado POR DENTRO! Haja mendicancia intelectual!
Antonio C,
1 de abril de 2017 8:50 pmComenda Mediocridade
Aquele cheiro de cafonice, de lambeção de saco e inutilidade.
E o pior de tudo, e o corporativismo omisso.
Se querem saber o que é um CFM, comece por um CRM de qualquer estado e vejam os casos de erro médico abarrotando as gavetas e as inocências (sic).
Não por acaso, há alguns anos, já teve MP solicitando intervenção em CRM.
Com o golpe, essas comendas inúteis se tornam mimos de grande valia.
Janaina Dias
2 de abril de 2017 6:19 amA todos os comentários anteriores. Por favor me respondam!
O Senador Caiado, que voces conhecem há muito pouco tempo não foi sempre um político ético e de opiniões fortes e sinceras, ainda nos anos 80 ele foi o ortopedista que carinhosamente atendia meus primos seus conterrâneos de Goiás, assim como tratou e se dedicou inteiramente aos seus pacientes por muitos anos.
Eu acho muito interessante estevpensamento popular e senso comum dos brasileiros de achar que não existe gente séria neste país, talvez seja ignorância mas provavelmente é o reflexo da sua própria imagem. Mais interessante Ainda é essa quase certeza de que médico só pensa em dinheiro, de que a classe se protege, de onde eu concluo que o país seria bem melhor se nos não existíssemos.
Ha médicos e médicos, assim como engenheiros, motoristas, professores, mães e pais. Alguns se dedicam a causa, outros fazem tudo da maneira mais cômoda, daquele jeitinho que da para dar.
Ser médico começa no primeiro dia de aula e acaba quando nossa vida acaba, lidar com a dor, com o sofrimento, com as expectativas alheias todos os dias, dentro e fora dos hospitais é uma tarefa que exige muita abdicação, muita doação , muito amor pelo outro, sem esperar nada senão ter tomado aliviado a angústia da incerteza.
Estes comentários infundados e de tão pobre de conteúdo ferem não só o Senador Caiado, mas a todos os médicos éticos, porque acreditem ou não, nós existimos e algum de nós já fez parte das vidas de todos nós. Termino me sentindo honrada em ter um Senador como o Dr Caiado e mais honrada Ainda em entender que o seus comentários, que sempre nos entristecem, não mudam em nada nossa conduta ética com os próximos que virão.
A propósito quem leu Kissinger, não fala tamanho absurdo, ou não entendeu; quem compara a trajetória também admirável do ex-presidente Obama, eu nem sei, acho que não tem nada para fazer e quer ter o nome na internet.
Tenho pena de quem não teve a oportunidade de desenvolver seu senso crítico. Mas feliz porque existem pessoas sérias e que acreditam que é possível melhorar. E somos nós, pessoas que optam pelo correto, como o Senador Caiado, que ensinaremos às futuras gerações como é que se trabalha, sem ter que dar um jeitinho.
katz22
2 de abril de 2017 12:46 pmO próximo…
A contar com a “ética” de quem premia corruptos que fazem uso de trabalho escravo, o próximo homenageado – com um prêmio póstumo, claro – será J. Mengele… ou talvez a equipe responsável por Tuskeegee.
Dulio gomide
2 de abril de 2017 5:17 pmO senador é produtor rural
O senador é produtor rural sim, pecuarista de tradição no estado de Goiás. Agora me fala, seu tapado, se você acredita nessa lorota que os adversários do R. Caiado semearam e espalharam deve acreditar também em papai Noel e saci Pererê, sua mula sem cabeça. Vai continuar votando nos seus candidatos corruptos dá esquerda. Olha a condição que deixaram nosso país.
PS não esconde atrás desse kats 22 não
Se identifica
Marcus ramos
2 de abril de 2017 10:56 pmConheço esse bosta de perto.
Conheço esse bosta de perto. Sou da região dele. É um escravagista, bandido! Ladrao de terras.
Enfim, um corpo a procura de um cérebro
Renato Lazzari
2 de abril de 2017 12:47 pmOh, como os grandes são
Oh, como os grandes são gentis uns com os outros! Distribuem-se comendas, medalhas e oportunidades e até fazem a caridade de olharem sorrindo para o vulgo desdentado, que freneticamente se abre todo.
“Estava eu na multidão quando a rainha da Inglaterra olhou para mim, PARA MIM, e sorriu! Sou ou não sou especial?”
Manu bhz
2 de abril de 2017 4:20 pmCaiado uma voz à procura de um cérebro
Caiado uma voz a procura de um cerebro