5 de junho de 2026

Crise nas vendas ou crise nas vendas em Shoppings?, por Rogério Maestri

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Por Rogério Maestri

A Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop) anunciou que as vendas em seus shoppings caiu em 2,8% nestas vendas de Natal. O valor já está corrigido pela inflação, porém este valor não represente a leitura que se está fazendo.

Como em questão de comércio estamos atrasados uns vinte anos em relação aos Estados Unidos estamos sentindo a mesma mudança comportamental que já levou à falência ou a reconversão de centenas de shoppings.

Só para dar dados recentes em reportagem do The Wall Street Journal relata que as vendas via Internet cresceram a tal ponto que as lojas virtuais estão com dificuldades em entregar em dia as encomendas. Porém a descida ladeira abaixo das vendas nos Shoppings não é algo recente, há mais de cinco anos que o declínio vem se acentuando, fazendo que desde 2006 determinadas empresas do ramo não constroem shoppings de grande porte nos USA.

Os especialistas procuram em parte justificar a queda dos shoppings pela perda da renda média das famílias norte-americanas, porém uma perda de 8% em relação a 2006-2007 não explicam a verdadeira falência dos shoppings. Já em janeiro de 2014 a previsão de um especialista em vendas em varejo, Howard Davidowitz previa que em 15 a 20 anos metade de todos os shoppings norte-americanos vão falir!

A Internet é um dos fatores primordiais deste declínio de vendas em shoppings, porém mudanças nos hábitos de consumo e principalmente no fascínio que representava um shopping. Há quinze ou vinte anos quando se queria comprar algo ia-se até um shopping e se olhava os preços numa série de lojas, porém com a homogeneização dos preços entre as lojas, a mesmice que representa um shopping em termos de diversidade de lojas, torna muito mais simples avaliar o preço de um produto através da Internet, onde lojas virtuais vem se firmando com melhores preços e maior diversidade de produtos.

Alem do fator preço para o consumidor existe o fator preço para o lojista, quando no auge dos shoppings às administradoras impunham preços de locação que tornavam inviável o custo para lojas que precisam grandes áreas, estas ou pagavam um absurdo ou simplesmente achavam um local mais barato para a locação. Na cidade de Porto Alegre, pipocam as chamadas lojas de esquina, lojas situadas em regiões de poder aquisitivo alto ou médio de construção barata que tem sido a grande salvação de donos de casas de esquina (que vendem as casas), construtores especializados (que constroem uma loja de estrutura metálica e paredes de vidro em três a quatro meses) e dos donos de redes ou mesmo lojistas individuais (que mesmo com seguro contra roubo e vandalismo alugam lojas bem mais baratas).

O templo do consumo de massa está não só perdendo o seu glamour para a classe média como está perdendo a sua receita, somente os shoppings de alto-luxo ainda continuam em alta, e o resto ou está se convertendo em outros tipos de negócios ou simplesmente falindo.A Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop) anunciou que as vendas em seus shoppings caiu em 2,8% nestas vendas de Natal. O valor já está corrigido pela inflação, porém este valor não represente a leitura que se está fazendo.

Como em questão de comércio estamos atrasados uns vinte anos em relação aos Estados Unidos estamos sentindo a mesma mudança comportamental que já levou à falência ou a reconversão de centenas de shoppings.

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Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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28 Comentários
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  1. Sérgio T.

    27 de dezembro de 2015 10:54 am

    Cai 1% e sobe 26%…

    Segundo o eternamente suspeito G1, no mesmo dia mas em notícias separadas, é claro…

  2. Wilton Santos

    27 de dezembro de 2015 11:51 am

    Aqui em São Paulo geralmente os Shoppings cobram…

    Aqui em São Paulo geralmente os Shoppings cobram só de estacionamento de R$ 8,00 a R$ 10,00. Eu até acho um absurdo as pessoas irem até o shopping fazer compras. Além do estacionamento, os produtos são bem mais caros e achar uma vaga no estacionamento é um pesadelo.

    1. rdmaestri

      27 de dezembro de 2015 1:33 pm

      Wilton. O problema dos shoppings é uma mudança de paradigma.

      Wilton. O problema dos shoppings é uma mudança de paradigma.

      Nos Estados Unidos já foi claramente detectada uma mudança de paradigma de consumo, o mesmo que está ocorrendo com a Grande Mídia está ocorrendo com os shoppings, as novas gerações norte-americanas estão não só deixando de consumir a imprensa tradicional mas como também deixando de lado a mobilidade via automóvel.

      A cultura dos shoppings era integrada a cultura do morar no subúrbio, algo que se torna a cada dia mais inconveniente, as cidades norte-americanas eram mais horizontalizadas, sendo que o custo dos imóveis era inversamente proporcional a distância ao centro da cidade, logo quem queria uma grande casa, que deveria ser gerida a full time por um dos membros do casal, comprava uma casa no subúrbio e o deslocamento era feito pelas grandes avenidas.

      Com o aumento do emprego feminino, os casais estão optando por residências menores mais próximas ao centro da cidade e de preferência deslocando-se pelo transporte público deficiente norte-americano. Com isto as compras não estão sendo feitas em shoppings, geralmente em áreas mais remotas optando pelo comércio virtual ou pelo comércio de proximidade. As fotos dos shoppings abandonados são incríveis, parecem verdadeiras cidades fantasmas.

      O que ocorrerá no Brasil vai depender da posição geográfica destes shoppings, se estes forem mais distantes a tendência a queda de vendas será mais rápida, já os mais centrais dependerá do tipo de mixing de lojas que os mesmos possuem.

      1. Wilton Santos

        27 de dezembro de 2015 3:44 pm

        Rdmaestri

        Rdmaestri

        Talvez o que estimula a classe média brasileira a frequentar os shopping seja a possibilidade de não compartilhar o mesmo espaço que a população menos favorecida. A forma como os “rolezinhos”  foram atacados e desmobilizados foi clamorosamente celebrada pela classe média. Os shoppings no Brasil se transformaram num refúgio da classe média. Quando não estão enclausurada em seus apartamentos com grandes, muros e guaritas, estão nos shoppings, também com grades, muros e guaritas.

        A classe média brasileira parece cultuar o shopping como um espaço que vai além das compras. É um dos poucos locais onde interagem socialmente. É impressionante constatar como nos finais de semana as pessoas vão loucamente aos shoppings, mesmo tendo que pagar estacionamentos caros, passar horas até encontrar uma vaga, enfim… é uma loucura.

        Como se os shoppings se convertessem em espaço público de interação social estimulado pelo capitalismo brasileiro. Um ambiente acolhedor para que não quer dividir o mesmo espaço que aqueles tipos de brasileiros “inconvenientes”. Acredito que no Brasil essas meca do capitalismo tem uma natureza muito específica, e talvez não acabe tão cedo.

        1. rdmaestri

          27 de dezembro de 2015 4:37 pm

          Wilton, talvez o que ocorra no Brasil seja a reconversão …

          Wilton, talvez o que ocorra no Brasil seja a reconversão destas áreas para centros de lazer e convivência desta classe média brasileira que qer ficar longe da população em geral.

          Realmente a estratificação da população em termos espaciais é imensa no Brasil, conforme a região que andas em poucas quadras se verifica esta diferença, desde o vestiário aos automóveis, porém isto infelizmente não é uma característica tipicamente brasileira, ela é notada mais fortemente no nosso país pois nimericamente a classe média real (não a chamada nova classe média) é bem menos numerosa do que nos países centrais, com isto, enquanto em cidades norte-americanas há “guetos” pobres no Brasil há “guetos” ricos.

  3. Fernando L.

    27 de dezembro de 2015 12:18 pm

    Essa é realmente uma boa notícia

    Eu tive o desprazer de acompanhar o crescimento dessa moda ridícula de “shopping centers”. Além do viralatíssimo nome boboca em inglês (como seria de se esperar dessa nossa elite brasileira burra e incompetente) sempre achei shooping um péssimo lugar para se frequentar. O que as pessoas iam fazer lá? Todos os shoppings são iguais em decoração, em ‘assepsia” e estejam eles em Cingapura ou em Varginha tem exatamente as mesmas lojas, sempre!! As coisas que se vendem lá são sempre mais caras do que em qualquer outro lugar, apesar de serem exatamente os mesmos objetos! O mal gosto da decoração cheia de mármores brancas e vidros blindex insossos, e a eterna vigilância racista que avalia sua roupa e a cor da sua pele! E a mídia PIG idiota ainda ficava repetindo: “Se divertir no shopping”. Como se fosse possível ter algum momento de prazer e diversão naquele lugar perverso. Divertir tomando chopp de R$ 15 servido por um garçon esnobe e mal educado? Ou fazer fila pra ver mais uma nova bobagem cheia de efeitos especiais do cinema hollywoodiano decadente?? Ah tá… Tem aqueles brinquedinhos idiotas imitando disneyworld que fazem tanto sucesso nos States né? Aquilo sim deve ser divertido…

    Em resumo se os shoopings estão morrendo vamos comemorar!!

    BOA MORTE AOS SHOPPINGS , ELES JÁ VÃO TARDE!

  4. Fabio.

    27 de dezembro de 2015 12:27 pm

    Vai ser um desafio urbano,

    Vai ser um desafio urbano, para que no  futuro estas grandes áreas de Shoppings  tenham outra utilidade , Poderiam virar parques áreas de lazer e  de cultura. Outro segmento que vai mudar são os bancos o espaço fisico esta ficando cada vez mais obsoleto.

  5. luka

    27 de dezembro de 2015 12:32 pm

    O que mais fez sucesso no Rio

    O que mais fez sucesso no Rio este ano foram as feiras gastronomicas e os bazares de moda e artesanato. Ocorreram por toda parte, com artigos mais artesanais e exclusivos, ótimos para presentes e lembranças. 

    Os apelos, sustentável, orgânico, comunitário, écológico, gourmet, exclusivo.., são bem diferentes do que o shopping pode oferecer. 

    Sem contar o estacionamento e os lanches cada vez mais caros. As lojas são as mesmas em todos os shoppings. 

  6. Andre Araujo

    27 de dezembro de 2015 2:34 pm

    O sinal mais indicativo de

    O sinal mais indicativo de queda nas vendas em geral, os shoppings podem ter queda maior, é o numero de LOJAS FECHADAS, nos Jardins é impressionante Houve quiexas generalizadas mesmo no comercio popular da 25 de Março, Bras e Bom Retiro, portanto não é hora de “dourar a pilula” com explicações academicas.

    1. Carlos Henrique de Paula Pereira

      27 de dezembro de 2015 3:09 pm

      Sem essa…

      Leia o post mais abaixo com os gráficos do G1…seus argumentos coxinhátticos não se sustentam…o G1 mostrou o crescimento de vendas eletrônicas em 26%…com a Internet não existe mais a verdade que se deseja, só a VERDADE VERDADE.

    2. ruyacquaviva

      27 de dezembro de 2015 3:13 pm

      Queixas? Queixas sempre tem.

      Queixas tem até no comércio eletrônico que teve aumento significativo de vendas. Queixas não é parâmetro.

      Se não é hora de “dourar a pílula” tampouco é hoa de fazer terrorismo econômico.

      Um remédio para funcionar tem que ser dosado. Em doses excessivas pode matar o paciente e ser pior que a doença.

      O terrorismo econômico da mídia não apenas agrava o problema, é uma de suas principais causas. Não que outras inexistam, é que com esse terrorismo fica tudo muito pior e torna-se improvavel uma solução.

      Que há uma crise econômica ninguuém nega, mas a direita tem a cara de pau de negar que haja terrorismo econômico na mídia e isso é ainda mais evidente que a própria crise, por ser mais extremado.

      A hora é de união contra a crise econômica, mas a direita midiática procura aprofundar a crise para obter resultados político-partidários.

      Paradoxalmente é a própria mídia que vai sucumbir primeiro à crise que ela ajuda a promover.

      A crise existe sim, Sr. Araújo, não se trata de negar que ela exista, trata-se de não tratatr um paciente com gripe, mesmo que forte, como se sofresse de câncer terminal.

      1. rdmaestri

        27 de dezembro de 2015 3:50 pm

        Ruy, leia o que escrevi para o André.

        A análise de fatos econômicos se não for considerada de forma mais completa, baseando-se em poucos parâmetros é tremendamente distorcida. Por exemplo, se quisermos utilizar dados da economia formal para um momento de crise, principalmente no início desta, ela será totalmente distorcida.

        O emprego informal, que é uma variável muito mal avaliada nas contas públicas brasileiras, é um exemplo de um parâmetro de difícil contabilização. Há toda uma economia informal que cresce a medida que a crise aumenta, mas não é contabilizada nas medidas de emprego e salário. Nem prestadores de serviço sabem dizer quanto ganham nesta situação, sendo tanto as suas avaliações como as contas públicas totalmente falseadas. Um bom exemplo disto, é que o pagamento deste tipo de serviço geralmente é feito em dinheiro, não via bancária ou por cartões de crédito, e o giro do mesmo, feito pelo consumo popular também é sub-estimado.

        A crise existe, porém ninguém em sã consciência pode dizer que consegue avalia-la com a precisão necessária, eu mendobro de rir de ver dados do tipo. = A economia brasileira regrediu em 2, 54%, é uma verdadeira piada.

    3. rdmaestri

      27 de dezembro de 2015 3:36 pm

      André, há dois fenômenos distintos que se sobrepõe.

      Uma coisa não elimina outra. O comércio voltado para presentes de valor baixo está sendo canalizado para a Internet, isto é um fato internacional. Os analistas norte-americanos também levam em conta a queda da renda das famílias e também temos que levar em conta outro fator extremamente importante, a distribuição dos gastos das famílias em outros itens que não eram considerados anteriormente.

      Explico melhor, os gastos com comunicação, simplesmente irrelevantes há vinte anos são crescentes, e proporcionais ao nível de renda da população.

      Hoje em dia uma família de baixa renda, que há vinte anos simplesmente NÃO GASTAVA NADA EM COMUNICAÇÃO, compromete até 10% de seus rendimentos em telefone, Internet e outros serviços. Hoje em dia até morador de rua tem celular!

      Já as famílias de classe média também comprometem boa parte da sua renda em comunicação. É telefonia celular, TV a cabo ou via satélite, banda larga, net-fix e mais dezenas de outra atividades correlatas e os custos são crescentes.

      Há vinte anos eu não comprometia mais do que 1% da minha renda em comunicação, era a conta do telefone fixo e algumas postagens de correio, hoje o meu perfil de gasto é muito superior a este.

      Se um item aumenta na composição dos gastos das famílias, naturalmente outros tem que diminuir.

      Desculpe-me, mas a tua análise está sendo mais política do que técnica, se há uma queda de 2% a 3% do PIB em termos reais, não se pode esperar que o consumo caia mais do que isto, pois mesmo havendo um deslocamento de renda do assalariado médio para o rentista, este último compensará a perda de renda do primeiro por mais consumo por sua parte. Só não ocorreria isto se o nível de poupança aumentasse e pelo que eu sei ele está diminuindo.

      Poderias ter mais cuidado quando comentas algo que escrevo, pois antes de escrever já havia pensado nisto, não me sub-estimes!

      Só para não ficar em meras especulações como o teu comentário vamos a dados reais.

      Segundo análises da ComTech da Kantar Wordpanel os gastos com comunicação de uma família média brasileira era de R$614,00 em 2010, em 2015 este valor subiu para R$964,00 em cinco anos, ou seja um incremento de 57%, sendo que na classe C este aumento atingiu a 72%. E atenção estes dados são para a comunicação via TELEFONE, não está levando em conta banda larga, TV a cabo e outros. Se somarmos tudo talvez possamos atingir a um incremento de 100% ou mais.

      Meu caro André, estou também na “melhor idade” (velho mesmo) mas não fico fazendo análises com só um fator, modernize-se um pouco.

    4. Alexandre Weber - Santos -SP

      27 de dezembro de 2015 9:35 pm

      A queda nas vendas é muito inferior à queda dos lucros

      O grande problema das lojas continuarem abertas é que seus custos operacionais continuam aumentando vertiginosamente, enquanto que a concorrência da Net e de empresas mais modernas, com novas técnicas, mesmo grandes varejistas como a Renner que usa o “Fast Fashion” e o “Push Pull”, vêm diminuindo gradativamente a margem de lucro de comercialização dos produtos.

      Logo a quebradeira no comércio, principalmente os antigos e tradicionáis será uma tragédia de grandes proporções no primeiro trimestre de 2015, junto com o forte desemprego que as demissões em massa gerarão.

      O governo têm parte da culpa na lerdeza em adaptar as regras ultrapassadas da Legislação Trabalhista e das Normas de funcionamento das empresas, bem como do manicômio tributário e fiscal que impinge aos negócios.

      Se a inflação não cair muito e rapidamente a situação se agravará de forma desesperadora já em fevereiro.

      Posso estar errado nesta, mas duvido.

    5. C.Paoliello

      28 de dezembro de 2015 12:40 am

      S.Paulo

      Saindo de S.Paulo o Brasil melhora.

  7. Fábio de Oliveira Ribeiro

    27 de dezembro de 2015 4:31 pm

    Eu realmente não entendo a
    Eu realmente não entendo a lógica jornalística. Se o comércio vai bem os jornalistas dizem que isto se deve a virtude do mercado. Se o comércio vai mal a culpa é do governo, que não gerencia nenhuma loja.

    1. Free Walker

      27 de dezembro de 2015 5:36 pm

      Vc ainda não está preparado

      Vc ainda não está preparado para entender situações com nível de complexidade Massinha I.

       

    2. Durvalino Ferreira

      28 de dezembro de 2015 7:42 pm

      … é por ai mesmo

      … é por ai mesmo  Fabio.

      tem todo cheiro de materia paga, feita as pressas e a dois dias do natal.  recorde mundial da mentira.

       

      o importante é detonar todo o país.  insistir que nada presta mas o esperto que escreveu isso nao muda para a africa, porque lá as coisas estao um piores que aqui.

      se perder o emprego nao acha outro tao facil ..

       

  8. Bonna

    27 de dezembro de 2015 6:06 pm

    Eu continuo e continuarei frequentando shoppings

    Ou as lojas físicas, caso o comércio migre novamente para a rua, o que eu acho extremamente difícil com nosso nível de segurança atual.

    Acho que trata-se de consciência social mesmo, comprando em uma loja física sei que estou gerando empregos . Não posso pensar somente na minha economia de alguns reais.  

    Também supermercado só frequento uma rede nacional, que é a mais cara de todas mas mantém operadores em todos os caixas o dia inteiro, mantém funcionários próprios para repor as gôndolas, e não terceirizados. 

    Aliás, mudei a empresa de prédio depois que o condomínio resolveu dispensar os porteiros e colocar uma “portaria eletrônica”

    Há que se ter um pouco de consciência social nas pequenas coisas do dia a dia.

    1. rdmaestri

      28 de dezembro de 2015 1:01 am

      Bonna, o teu comentário sobre supermercados é extremamente…

      Bonna, o teu comentário sobre supermercados é extremamente interessante. Na cidade de Porto Alegre a mundialmente famosa varegista Walmart WallMart simplesmente entregou os pontos para uma rede local de grandes supermercados, simplesmente porque entrou com o mesmo método de comercialização que emprega em todo o mundo, reduzindo ao máximo os custos através de o mínimo de funcionários possível. Começou a comercializar mais produtos de marca própria tirando os produtos tradicionais e diminuindo os itens do super.

      A rede gaúcha continuou com o mesmo padrão de atendimento e com um serviço de pós venda impecável, o que aconteceu, os supermercados da WallMart cairam as vendas até o ponto da mesma vender o seu super de grande porte na melhor posição dentro da cidade para a concorrente. É uma verdadeira façanha, pois esta rede norte-americana era conhecida dentro do próprio USA em quebrar todo o comércio local quando entrava numa cidade.

      A gauchada produziu um fato inédito, derrubar o gigante de vendas no varejo numa estréia internacional, e exatamente pelo que falaste, a falta de identificação do cliente com a empresa. Diga-se de passagem, que sendo um cliente usual tu és identificado pelas caixas e gerentes.

  9. altamiro souza

    27 de dezembro de 2015 8:23 pm

    ótimo texto, esclarecedor.
    o

    ótimo texto, esclarecedor.

    o que percebo é que as pessoas estão  buscando alternativas aos shopping centers…

    multidões na 25 de março e nos centros de venda populares do rio..

    quem quer pagar quatro ou cinco reais o quilo de fruta num shopping se pode pagar 1,70 o quIlo no sacolão?

    uma pésquisa na internet leva a preços menores….

    o pior é ver a manchete da grande mídia….

    caiu um por cento…

    ai já passa a ser o pior natal dos últimos dez anos…

  10. Alexandre Weber - Santos -SP

    27 de dezembro de 2015 9:39 pm

    Foi o natal do ticket médio de R$ 30,00

    Penso que nas outras lojas, como na minha o ticket médio foi baixo, mas o movimento foi bom. A Net leva vantagem nos preços, que hoje é na minha opinião o argumento de venda mais importante. Por outro lado, reduzindo o preço das mercadorias consegui preservar parte da margem de lucro de comercialização, que é o grande problema das lojas, o que interessa não é vender muito, é lucrar.

     

  11. roubrdario diniz valerio

    27 de dezembro de 2015 11:38 pm

    Moro a menos de 1000 metros

    Moro a menos de 1000 metros de dois shopping em Belo Horizonte. Ha anos não vou a nenhum. Quando fui não encontrei o que procurava. Acho um absurdo alguem pagar um estacionamento onde faz uma compra. Shopping é simplesmente um saco. Todos são iguais. Compro sempre que possível nas lojas de bairro, na região central ou pela internet

    1. rdmaestri

      28 de dezembro de 2015 4:12 pm

      Exatamente o ponto, os consumidores norte-americanos já…

      Exatamente o ponto, os consumidores norte-americanos já evoluiram neste sentido, só falta os nossos consumidores.

  12. rdmaestri

    28 de dezembro de 2015 12:45 am

    A queda é pior, mas não é temporária é estrutural.

    Provavelmente daqui por diante a associação dos lojistas de shoppings deixarão de publicas notícias como esta, pois o problema não é de retração da economia, o problema é de mudança de compras.

    Nos USA as lojas tipo departamento estão fechando suas operações nos shoppings e aumentando a sua participação no mercado via compras on-line. Poderia se dizer que há um ponto de inflexão neste tipo de comércio, que só aparecerá claramente daqui a cinco ou mais anos quando estes começarão a fechar ou se reconverter a centros de lazer, por exemplo..

    Shopping como um lugar para vendas a grande parte da população só continuará por mais tempo se parte da população que está fora do consumo for incorporada a classe média, o que ocorria nos anos anteriores, porém isto será o canto dos cisne e não a redenção.

  13. Silvio Grossi

    28 de dezembro de 2015 4:22 am

    Vendas nos Shoppings tem seu pior Natal em dez anos.

    Sera que os proprietarios de Shoppings nao se deram conta, que estao esfolando seus logistas com altos alugueis e tambem com exorbitantes taxas de condominios ? Com isso os  Logistas tem que aumentarem seus precos e com isso nao aguentam a concorrencia la fora. Eh um verdadeiro absuro o lucros desse empresarios que nao param de espandirem sus Shoppings Centers e tambem, como eh lucrativo para eles, e sempre estao inaugurando mais um. Se continuarem assim, as vendas a cada ano cntinuarao piores. A real culpa desse insucesso sao dos proprios empresarios gananciosos.

    1. rdmaestri

      28 de dezembro de 2015 4:15 pm

      Se acham os reis da cocada preta, vão ficar donos de Circo.

      Donos de circo pois vão ficar com verdaeiros elefantes brancos nas mãos, eles e a turma de patetas que se chamam “os investidores”.

  14. Alexandre Tambelli

    28 de dezembro de 2015 3:08 pm

    O que o observo indo aos

    O que o observo indo aos shoppings.

    Existem shoppings para todos os públicos.

    As classes A, B, C e D tem seus pontos de compras em shoppings diferentes. Apesar de alguns shoppings terem uma mistura de lojas que atendem mais de um perfil social. 

    Há uma repetição de lojas, muitas delas só estão nos shoppings centers. 

    Hoje, o shopping center é construído como um ponto central para a especulação imobiliária lucrar em volta dele com prédios e mais prédios. Primeiro vem o Shopping depois se ocupa o entorno dele com grandes condomínios. 

    Nos shoppings de hoje se procuram colocar, uma farmácia, uma papelaria e loja de informática, uma livraria e se possível um supermercado. Vira o centro de compras variadas e cotidianas dos moradores do entorno ao qual o shopping está localizado. 

    É um oásis de segurança. 

    E tem a comodidade do piso plano e da ausência de calor, chuva ou frio. 

    O grande detalhe dos shoppings é que eles não possuem ainda a diversidade de coisas que precisamos, tem coisas que  precisamos que estão fora do shoppings. 

    E tem coisas que se repetem demais nos shoppings. 

    Numa cidade com trânsito complicado como Sampa, com as calçadas estreitas e muitas vezes esburacadas e, a insegurança das compras em locais de comércio ao ar livre. os shoppings funcionam e, ainda mais, aqueles que se aliaram da Estação do Metrô. 

     

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